Pessoa Prolixa

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O meu pai me contava que a primeira vez que a pessoa se apaixona muda a vida dela para sempre, e por mais que você tente, o sentimento nunca desaparece.
(Gus em Diário de uma paixão)

Nicholas Sparks
SPARKS, N. The Notebook. London: Hachette UK, 2011.

A pessoa que se queixa torna-se um imã vivo e pulsante de coisas ruins.

Tenho uma percepção artisticamente prolixa. Também consigo ser breve e simples, mas seria um desperdício ser só um pouco de tudo o que eu posso ser.

Mas quando eu chego, você vai embora, sem demora, porque não vai mais voltar. Que vida mais prolixa e enganosa. Em um dia, a gente chora. No outro dia, a flor aflora.

Os familiares a achavam chata. Os amigos a achavam prolixa. Conhecidos evitavam conviver com ela por considerarem que ela falava demais sobre assuntos com importância de menos. Com o tempo, o desgaste de todos se tornou generalizado. E ela, entristecida, passou a ter a certeza de que era uma das piores pessoas do mundo. Achava sim que o comportamento de todos era um desaforo. Não conseguia perceber contudo, que essa situação era apenas um convite da vida para que ela se modificasse e se tornasse uma nova versão de si mesma. E eu, mesmo à distância, torcia para que ela encontrasse de novo o seu poder pessoal, aquele mesmo que em tempos de glória, a levou às mais belas paragens de realização.

⁠Espelho, espelho meu,
Existe alguém tão intrinsecamente prolixa quanto que eu?

Alma prolixa

Oh, alma minha
prolixa ao extremo
não consegue ouvir nada
quando o coração clama
desejos infinitos
silencie...
medite um pouco
ouça...tente ouvir
o murmurar da alma
bem lá no fundo
teus verdadeiros sentimentos
Lábios pronunciam palavras
belas...
os mais profundos desejos
profanos momentos
instantes de puro prazer
Silencie mais uma vez
relaxe...
tranquilize o teu ser
que ainda é humano
e sonha...
inventa momentos intensos
invadindo corpos alheios
a paixão está aqui
agarre-a sem pensar
hipnotize-a com palavras
com atitudes infinitas
e desejos do teu ser
não deixe escapar nada
é chegada a hora
o tempo exato de viver
caminhar junto...
viver novos instantes
sem pensar num novo amanhecer.
(Fouquet, 27 de maio de 2010)

Três pessoas,
Duas à beira mar,
Uma ausente prolixa,
Outra a responder "hum-rum"
A que fala, por minutos, sem parar.

Eu querendo apenas ouvir,
Contigo, o barulho do mar.
Duas perdendo o espetáculo
Gratuito da mãe da natureza,
Por causa do tal do celular.

- Tu, tu, tu, tu...

Nesta manhã...



Numa prolixa e intrigante calma
Nesta manhã brotei como se fora uma
Rosa vermelha qual a saudade que me tocou a alma
Há nos dias ditosos um juramento do eterno
Um oceano onde se agitam mil ondas
Uma melodia rompe o meu silêncio
Pássaros cantam na minha janela...
Hoje é o Início de todos os outros dias!

Inserida por celinavasques

Ninguém vai perder 2 horas lendo uma dissertação ou uma tese prolixa, mas muitos se interessarão em ler um artigo bem feito.

Inserida por RizzardoGois

Eu não sou prolixa com as palavras. Sou promiscua!

Inserida por LiAzevedo

Há tantos não escrevo, não exponho, exprimo, exalo - na inútil tentativa de elucidar minha prolixa opinião sobre o mundo - meus pensamentos. Meus - tão inerentes quanto o choro aos tristes - conceitos condenados ao caos de uma sociedade que, assim como eu, é abruptamente hipócrita.
Observando da janela deste confortável quarto a luz que agora suaviza a tarde de um sábado - o sol - imagino os desejos, os pensamentos, os interesses, sonhos, planos de cada um que movimenta esta rua. "E suas preocupações?seriam elas maiores que as minhas?!" - pergunto-me ao engolir outro gole de uma boa cerveja gelada. Solitária, enfim, encontro-me em mim!

Inserida por Afrodite02

Aliás, que essa não seja uma prolixa novidade
Mas a escuridão é o brilho da vida

Inserida por Chir

⁠POESIA : PARÓDIA SUAVIZEI

Tenho alma muito prolixa,
Por eu ser uma coisa, desafio o que não sou;
Logo todos os dias, nas autênticas certezas subjetivas que se mostram precisas, não objetivas conflitam a realidade.

Essa forma efetiva ao senso de justiça,
Situa pura minha poesia, que liberta a dignidade de sua falta, bem logo surgem alternativas distantes que citam doutrinas.

As jurisprudências que nunca falei não são lei, mas direito se faz se fez, e segue a paródia sossegada em mim, onde em melhor versão se esconde a diversão na escuridão da lei cega quanto ao direito de ser-sentir-vir-vê -rrrr...

POETA NILO DEYSON MONTEIRO

Simples assim...
Olhe, Eu tenho uma alma muito prolixa e uso poucas palavras, sou irritável e firo facilmente, também sou muito calmo e perdoo logo. Não esqueço nunca, mas há poucas coisas de que me lembre, mas tenho tantos defeitos: sou inquieto, ciumento, áspero, mimado. Embora amor dentro de mim eu tenha exagerado toda a vida; minhas paixões são ardentes, minhas dores de cotovelo de querer morrer, louco do tipo desvairado, briguento do tipo, tô de mal. Durmo 8 horas seguidas, meus amigos são semi- irmãos; meus amores são sempre eternos e meus dramas, mexicanos. Também sou manso, mas minha função de viver é feroz. Não entendo, apenas sinto, tenho medo de um dia entender e deixar de sentir. Sou abraços, sorrisos, ânimo, bom humor, sarcasmo e preguiça. Tive toda a aparência de quem falhou, e só saberei se foi a falha necessária.
Sabe o que quero de verdade? Jamais perder a sensibilidade, mesmo que às vezes ela arranhe um pouco a alma, por que sem ela não poderia sentir a mim mesmo. Nada te posso garantir, sou a única prova de mim, a única verdade é que vivo. Sinceramente, eu vivo. Quem sou? Bem, isso já é demais....Gilberto Brostel adaptação do texto de Lispector.

Inserida por Brostel

Ambas tem a sua razão de ser, mas toda prosa é prolixa, toda poesia, sucinta.⁠

Inserida por Zaunay

⁠Para ter uma existência prolixa em amizades, logo após saudar um conhecido é necessário perguntar: no que devo concordar contigo hoje?

Inserida por aparecidogalindo

É quase noite.
É quase madrugada.
É quase dia.
No quase-quase,
O que se via, era quase nada.

Também podia.
Se a noite cansa,
E a madrugada enfada,
Certamente tudo, vira quase nada.

Se falta tempo, sobra uma vida inteira.
Se a vida é curta, ou passageira,
Melhor seria, que ao fim do dia,
Pode ser à noite,
A madrugada inteira,
Agradecer sem murmurar.
Em vez de praguejar, abençoar.
Fazer de conta,
Mentir pro sono.
Achar-se o dono.
Sorrir por dentro, sem se importar
Se a alguém por perto, pra questionar.

O que se faz em oculto,
Ou mesmo em público.
Não importa a razão.
Se faz consciente, mesmo sem gente.
Passa a ser importante, regozijante,
Vem do coração.

Preferir a noite e adiar o dia.
Não suportar o sono como companhia.
Estender razões pra encurtar pensamentos
E escutar a voz que vem lá de dentro.

Busca teu destino, como um bom menino.
Se achar que deve, e ao soar do sino,
Sobe em teus sapatos, calça teu caráter.
Vai na fé constante, passa adiante.
Esquece da hora e lembra dos motivos.
Seja só um pouco, mais compreensivo.

Era só uma noite,
Era só uma madrugada.
Mais o dia veio.
E se tudo é nada,
Nada ainda é tudo,
Porque nesse nosso mundo,
Nada se acaba.

"Mas se Deus é as flores e árvores
e os montes e sol e o luar,
então acredito nEle,
então acredito nEle a toda a hora".
(Fragmentos extraídos do livro “Fernado Pessoa – Obra poética II” – Organização: Jane Tutikian – Editora L&PM, Porta Alegre – RS, 2006).

Um amigo é como uma flor, uma rosa para ser mais exato, ou talvez um gosto novíssimo um portão que nunca vem.
O amigo é como a coruja simultaneamente bela.
Ou talvez um amigo seja como um fantasma, cujo espírito nunca morre.
Um amigo é como um coração que vai até o forte final. Onde iríamos estar nesse mundo se não houvesse um amigo.