Pés de Criança
De pés no chão a professor
Fui criança de pés descalços,
sonhando com horizontes distantes.
Entre cadernos simples e risadas,
aprendi que o saber abre caminhos.
A vida me moldou em silêncio,
com desafios, quedas e recomeços.
E em cada passo, em cada lição,
crescia também minha paixão.
Hoje, ao entrar em sala de aula,
carrego comigo aquela criança.
Sou professor — fruto da esperança,
carregando no peito ainda o sonho de criança.
Lembro-me da primeira escola, e também da primeira professora,
Era um mundo novo e imenso,
mas cabia inteiro na palma da mão,
entre letras trêmulas e números tímidos,
nascia o sonho, brotava a paixão.
Mas, como nem tudo são flores
Veja bem a situação,
Me entrou na mente
Que ali não era o meu lugar,
E a escola naquele ano deixei de frequentar.
Mas como o destino estava traçado
Para a escola voltei,
carregado de histórias, sonhos e esperanças
de quem passou a acreditar na educação
É sentir que cada lição do passado
me preparou para estar aqui, presente.
Não esqueço de uma frase que minha mãe sempre falava “ quero ver um filho meu formado”
era um sonho costurado com amor,
era a esperança de dias melhores.
Para aquele menino de pés no chão
Não era só um diploma,
Mas a oportunidade de transformar a vida com dignidade.
Com isso me fez perceber que a vitória não era só minha e sim dela também.
Hoje me vejo um homem realizado,
Bem vestido e bem calçado,
Mas jamais esquecerei do meu passado
De um menino de pés no chão,
De um sonho de uma mãe profetizado,
Do barro nasceram meus passos,
do estudo, a esperança cresceu.
E hoje, com orgulho e amor,
o menino tornou-se professor.
Maurilio de Jesus.
Não fique chateado se eu tirar os meus sapatos, afinal ,sou criança ,quero sentir os pés no chão e ver os dedinhos mecher, desamarre os nós.
The walking Dead
A última Temporada
Quando eu era criança, eu ouvia os adultos falarem das pessoas que estavam com as suas vidas entregue a morte. E usavam a seguinte expressão Literal:
- fulano está vivendo somente com a ajuda de aparelhos.
E vinha a minha mente, a pessoa em um sono profundo, entubada com vários acessos de elétro cardiograma, cefalograma, balão de oxigénio e etc. Eu era tomado pelo desespero por saber que ao retirar os aparelhos não haveria mais vida naquele pobre ser.
Mas, a tristeza maior foi perceber que na atualidade "Eu e meus contemporâneos também vivemos sobre tal situação. E talvez pior!
Se retirarem nossos celulares, nossos carros, Central do ar-condicionado, elevadores nossa TV e por aí vai...
Acabou a Vida...
A criança, sentada na cadeira enorme para seu tamanho , tenta em vão tocar o chão com os pés .
Não tenha pressa pequeno !
Quando crescer, nós, adultos chatos, iremos te obrigar a ter sempre os pés no chão .
Sinto necessidade de ficar em silêncio. Então deixe-me sonhar como criança, andar de pés descalços e sentir os pés úmidos do orvalho da manhã. Deixa o tempo me levar, sem cobranças, sem “certos” e “errados”. Quero colher abraços desajeitados, brincar com a idade, sentar na areia e ver o pôr do sol e ali deitar e permanecer até o nascer das estrelas. E assim quero cantar, dançar e quem sabe voar ..... apenas sinto necessidade!
SANTUÁRIO
Durma sobre os meus pés essa noite, pequena criança.
Teu santuário esta caído, nem portas e nem janelas restaram em meio as ruínas. Destroços machucaram seus calcanhares até aqui, vejo a dor em tuas lágrimas caídas, mas elas um dia secarão. O santuário estava frágil demais para se cometer erros e não aguentou tuas atitudes, chore, chore até não aguentar mais. E então assumirá teus erros diante de ti mesmo.
Venha criança, deixe que minhas asas negras te proteja de seu próprio caos.
Queria voltar a brincar
Como nos meus tempos
De criança, enfiar os pés
Na terra e correr atrás de
Diversão.
Queria voltar a pular
Sentir as dores
Dos machucados no
Joelho. Correr pros braços
Da mamãe e pedir-lhe
Colo e um beijo curativo.
Queria poder voltar
A fugir pelo quintal
Correndo dos castigos
Que me fizeram crescer.
Queria poder voltar
A mergulhar como
Na primeira vez em
Que aprendi a nadar.
Queria poder voltar
A brigar e cinco minutos
Depois esquecer e voltar
A construir castelos na areia.
Queria poder voltar a chorar
Apenas de “birra”, depois
Levar umas palmadas
E me conformar.
Ah, como eu queria poder dizer:
Como era bom ser criança!
Mas lembro-me, tive que crescer.
Quando criança, meus joelhos e cotovelos andavam sempre ralados, pés, mãos cortadas. As feridas de hoje são mais intensas e impetuosas, estão permeadas na alma.
Quando eu era criança, todas minhas bonecas tinham de ter um par, as vezes, parecia raro para as pessoas, pois algumas eu colocava como seu par, um animal de pelúcia, Me diziam:
- Mas sua boneca não pode se casar com urso de pelúcia!
E eu sempre respondia:
- Mas se ela não encontrar seu amor,ela precisa ter um amigo para não ficar sozinha.
Acredito hoje que esse meu pensamento era uma espécie de premonição do meu futuro. Me angustiava tanto imaginar alguém tendo que viver sozinho em um mundo tão populoso. E depois de anos estou aqui na madrugada lembrando da minha infância, quando tudo era colorido e nem meus brinquedos se sentiam só.
O tempo passa rápido quando dividimos nossa vida com alguém, mas quando nos sentimos sozinhos, mesmo rodeados de pessoas, parece que o relógio para. Os dias são repetições angustiantes, o coração de tanto gritar; já não se escuta sua voz. O corpo alucina quando o vento o toca e a mente cansada pedi socorro...
Sonho e Brinco como criança, Arrisco como adolescente, mantenho meus pés no chão como adulta e Madura o suficiente pra dosar tudo isso.
Se uma criança sente a sua inocência traída na
infância, dificilmente no futuro confiará numa
pessoa de forma plena.
Seja criança quando precisar, mas não viva em um mundo de fantasias, pois a realidade requer pés no chão.
Meu tempo de criança.
As plantinhas dos pés no chão, já ao acordar, roupa remendada; porém limpa. Batata assada no borralho do fogão, broa de fubá e café,era a merenda matutina antes de ir à escola. Que delícia! ia com os coleguinhas cantarolando e conversando. Bornal no ombro, carregando os caderninhos, lapes partido ao meio; pois a outra metade para o irmão. A
realidade era esta. Outro pedaço de lapes,só ganharia quando não dava mais para segurar. Com carinho guardava e não perdia. Naquele tempo a professora era a segunda mãe, e era respeitada. Os ensinamentos eram feitos com todo amor, e o salário era apenas para sobreviver. O pais apoiavam todo corpo docente da escola.
No jardim da infância, aprendi ler, escrever, e fazer as primeiras continhas.
Nesta tenra idade, com nove anos, após chegar da escola, almoçava e ia ajudar o pai na roça. De pés descalços, com enxadinha no ombro subia e descia colina, até chegar ao milharal. O sol a pino, meio dia,era o início da jornada.
À noite estudava e fazia a lição com luz de lamparina.
Às vinte horas mais ou menos, meu pai contava estorinha antes de ir dormir, juntamente com outros irmãos. Que pai maravilhoso! A mamãe fazia broa e café para cearmos. Muitas vezes antes de deitar, socávamos arroz, ou debulhávamos milho à mão, para no dia seguinte ter o que alimentar. Com tudo isto, vivíamos felizes. Estudava, trabalhava e brincava. Nos finais de semana, tinha mais tempo livre para brincar.
Hoje as crianças têm tudo. Têm tempo de sobra para fazer coisas erradas. Não podem trabalhar, ou mesmo ajudar os pais; mas podem vender drogas e outras mais. Não podem ganhar um tapa dos pais, mas quando crescem podem apanhar da polícia. Que inversão de valores!. Eu era feliz e não sabia...
Minha alma de criança
Meu sangue português
Meus pés entre o céu e a terra
Minha mente de poeta
Minha vida é minha alma de de criança
Meus pensamentos... minha poesia
Simplesmente um desejo puro
do meu espírito de nenino
Apenas Criança
Pés descalços que sentiam o chão,
Brincadeiras de meninos, meninas e a pureza na mão.
A rua era o nosso reino, o lazer sem fim,
Onde a imaginação brotava como flor no jardim.
Lá, o nada virava tudo, o simples era invenção,
Brinquedos ganhavam forma no centro do coração.
Ganhar um presente era luxo, raridade de um dia,
No aniversário, a caixa aberta era pura euforia.
Vestíamos histórias em roupas de outros carnavais,
Passadas de mão em mão, heranças dos nossos pais.
Mas quando o tecido era novo, guardado com devoção,
Era para os momentos solenes, de grande celebração.
Lembro dos vestidos rodados, rendas e babados ao vento,
Costurados pela mãe, com carinho e sentimento.
Cabelos esvoaçantes, laços presos com cuidado,
Enquanto o joelho trazia o selo do tombo levado.
Marcas de bicicleta, do carrinho de rolimã na ladeira,
Cicatrizes de uma infância vivida inteira.
As pétalas de rosas eram unhas de rainha,
E o lençol no corpo, a mais nobre baianinha.
Eu descia a escada, princesa em meu castelo de pano,
Vivendo mil vidas num só dia, num só plano.
Tinha a amiga imaginária, segredo só meu,
E o cachorro fiel, o protetor que Deus me deu.
Ser criança era assim: um mundo criado do nada,
Onde a felicidade morava na estrada.
(Inspirado nas memórias de Roseli Ribeiro)
Pergunte o que quiser
SONETO NA CHUVA
Quantas vezes, pés descalços, enxurrada
A minha infância, na inocência eu brinquei
Águas em versos, chuva molhada, sopeei:
Quantas vezes eu naveguei na sua toada?
Na narração me perdi, no tempo maloquei
As lembranças ali no passado deixada
De memórias fartas, meninice, criançada
Aqui no peito guardada, e nelas estarei...
Céu cinza do cerrado, nuvem carregada
Deixa chover, pois só assim eu alegrarei
Da varia recordação da pluvial derivada
Pingo a pingo, trovoada, no outrora voltei
Água na cara, cachoando na alma calada
De saudades, neste soneto na chuva, falei!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Dezembro, 2016
Cerrado goiano
Pulo alto, pulo baixo, não importa como pular, de pés descalços ou calçados, pulo até sem respirar.
Volto depressa da escola, para meus amigos encontrar, pra pular amarelinha, com todos quero brincar.
Pulando vamos contando até o céu chegar.
LEMBRANÇAS
Nas horas em que bate uma incerteza,
em que meus pés não pisam com firmeza,
eu busco, pai, a força dos teus passos.
Como se eu fosse ainda uma criança
que tenta caminhar... treme... balança...
mas sabe que ao cair, cai em teus braços.
Nas horas em que eu erro (e eu erro tanto)
para acalmar as dores do meu pranto
eu tento recordar cada lição...
E então, como num toque de magia,
eu volto a ver o olhar que corrigia
e a ouvir a voz que dava o teu perdão.
Nas horas em que eu busco mais coragem,
ao reencontrar, na mente, a tua imagem,
com ela, os meus temores eu reparto.
E eu sinto que tu segues ao meu lado
me protegendo, como no passado,
afugentando os monstros do meu quarto...
Pai, eu cresci... E o teu menino agora
não pode te chamar sempre que chora
e nem pedir teu colo quando cai.
Porém eu sou, no mundo das lembranças,
a mais feliz de todas as crianças
por ter um grande amigo, herói e pai!
Eu quero correr de pés descalços... Soltar pipa... jogar bola de gude no quintal... Entrar em casa com o rosto sujo... Assistir televisão... Fazer de conta que a história que meu pai contou é real. Quero jogar bola com os meus colegas de escola. E dentro da minha cabeça uma voz canta e dança: Criança... Criança... Criança... Você é do mundo a maior esperança! Ser criança devia ser experimentar o paraíso. - E Sonhar é preciso. Ser criança é sair do castigo só para te abraçar! Ser criança é saber o verdadeiro sentido de amar. Ser criança é crer que o seu mundo de fantasia é real e absoluto! O pior medo de uma criança deveria ser um dia ter que tornar-se adulto! Mas ser criança é ter medo de coisas bobas e não temer o perigo! Mãe,ser criança é bom ! Mas o melhor mesmo de ser criança é poder brincar contigo!...
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