Pés de Criança

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Quando o sapato machucar, não culpe seus pés por não se adaptarem.

...Pra adoçar a alma ,basta salgar os pés⁠...

A maior leitura da alma ocorre no Calvário: quem aprende aos pés da cruz de Cristo inevitavelmente aprende a amar.

“Mesmo que o mundo se curve aos seus pés, quem perde a própria luz anda sempre na sombra.”

⁠Enquanto
a FIFA pensa com os pés, os Futebolistas
não usam nem eles
nem as cabeças.


Quando o jogo passa a ser administrado mais como produto do que como arte, algo essencial começa a se perder.


O futebol, que nasceu da improvisação, da inteligência do corpo e da astúcia da mente, lentamente vai sendo comprimido em protocolos, métricas e decisões tomadas aos pontapés longe do gramado.


Quanto mais a engrenagem institucional tenta controlar o jogo, menos espaço sobra para os jogadores pensarem dentro dele.


Há uma ironia quase perfeita nisso: quando quem governa o futebol passa a “pensar com os pés”, transformando tudo em espetáculo coreografado, calendário saturado e regra calculada para o consumo, os protagonistas do campo acabam sendo treinados para obedecer mais do que para interpretar.


A criatividade cede lugar à execução mecânica; o gesto genial vira exceção, quando antes era linguagem.


O futebol sempre foi uma conversa entre pés e cabeça — entre instinto e inteligência.


Quando uma dessas partes é silenciada, o jogo continua existindo, mas algo de sua alma se dissipa.


A bola ainda rola — e até grita —, os estádios ainda vibram, os números ainda crescem.


Mas, pouco a pouco, o jogo deixa de ser pensado por quem joga e passa a ser apenas executado por quem mal assiste.


E talvez o sinal mais evidente disso seja quando os jogadores correm cada vez mais… enquanto o futebol parece pensar cada vez menos.

⁠Desde que a FIFA passou a pensar com os pés, a torcida com as cabeças dos outros, nossos futebolistas já não usam nem eles, nem a cabeça.


Talvez o problema nunca tenha sido exatamente o futebol, mas o que fizemos dele.


Um jogo que nasceu como expressão espontânea de corpo, inteligência e improviso foi sendo lentamente capturado por interesses que preferem o automático ao criativo, o previsível ao genial.


Pensar com os pés, nesse contexto, deixou de ser metáfora poética da habilidade e virou sintoma de uma inversão: decisões tomadas longe do campo, desconectadas da essência do jogo.


A torcida, por sua vez, que antes era extensão pulsante da arquibancada, passou a reproduzir discursos prontos, terceirizando até suas próprias emoções.


Já não se vibra apenas pelo que se vê, mas pelo que se manda sentir.


E quando a emoção deixa de ser autêntica, ela facilmente se transforma em massa de manobra — barulhenta, intensa, mas pouco consciente.


E os jogadores?


Esses parecem cada vez mais pressionados a cumprir roteiros invisíveis.


Entre contratos, estatísticas e expectativas infladas, o improviso — que sempre foi a alma do futebol — vai sendo sufocado.


Jogar com a cabeça, no sentido mais nobre, exige liberdade para pensar, arriscar e errar.


Mas, em um ambiente onde o erro custa caro demais, a criatividade se torna um luxo perigoso.


No fim, talvez estejamos todos participando de um jogo que já não reconhecemos completamente.


Um jogo onde se corre muito, fala-se demais e pensa-se de menos.


E aí, ironicamente, aquilo que sempre nos encantou — a inteligência que nasce do corpo em movimento — vai sendo substituído por uma coreografia previsível, eficiente… e cada vez menos humana.

⁠Desde que a CBF passou a pensar com os pés, nossos futebolistas já não usam nem eles, nem a alma, nem a cabeça.


E isso é tão provocativo quanto uma bicuda do meio de campo, mas toda provocação nasce da inquietação diante de uma realidade que insiste em se repetir.


O futebol brasileiro, que durante décadas encantou o mundo pela criatividade, pela inteligência e pela irreverência, parece ter trocado a ousadia pela burocracia, a inspiração pela previsibilidade e a identidade pela conveniência.


O futebol nunca foi só um mero esporte para o Brasil.


Sempre foi uma manifestação cultural, uma linguagem natural.


Cada drible era um ato de liberdade, cada passe revelava inteligência, cada gol carregava a alegria e a esperança de um povo que transformava dificuldades em espetáculo.


Mas, em algum momento, essa essência começou a flertar com agendas ocultas pelos corredores do poder.


Quando quem dirige o futebol demonstra falta de visão, planejamento e compromisso com um projeto de longo prazo, essa pobreza de ideias inevitavelmente chega ao gramado.


Jogadores passam a executar mais do que criar, obedecer mais do que interpretar o jogo.


O improviso deixa de ser virtude para se tornar risco, e o medo de errar sufoca a coragem de tentar.


Os pés, antes instrumentos da genialidade, tornaram-se mecânicos.


A cabeça, que fazia do improviso uma estratégia, passou a seguir fórmulas prontas.


E a alma — aquela chama que transformava partidas comuns em momentos inesquecíveis — parece ter sido deixada para trás, substituída por um futebol eficiente apenas na aparência, mas incapaz de emocionar.


Não faltam talentos ao Brasil.


O que falta é uma direção capaz de compreender que o futebol não se resume a números, esquemas táticos ou interesses meramente políticos.


Grandes jogadores precisam de um ambiente que estimule a inteligência, preserve a criatividade e respeite a personalidade de quem entra em campo.


Afinal, o futebol sempre exigiu pés habilidosos, mas jamais dispensou uma cabeça pensante e uma alma apaixonada.


Perder faz parte do jogo.


O que não pode fazer parte da nossa história é perder a identidade.


Porque títulos podem voltar, como tantas vezes voltaram.


O que será muito mais difícil recuperar é aquilo que fez o mundo olhar para o futebol brasileiro com admiração: a capacidade de jogar com alegria, pensar com inteligência e competir com coragem.


Enquanto a gestão continuar tropeçando nas próprias escolhas, continuaremos produzindo um grande paradoxo: um país que revela alguns dos maiores talentos do planeta, mas que insiste em desperdiçá-los por falta de direção.


E talvez seja esse o retrato mais triste do nosso futebol: não a ausência de craques, mas a escassez de ideias.


Porque, no fim das contas, quando quem deveria pensar passa a fazê-lo com os pés, sobra aos que jogam apenas correr.


E um futebol que deixa de usar os pés com arte, a cabeça com inteligência e a alma com paixão pode até vencer de vez em quando, mas jamais voltará a nos encantar como antes.

DAS PRENDAS DO LAR.


O SOFA É UM UTENSÍLIO DOMÉSTICO PREDOMINANTE NA SALA PARA COÇAR OS PÉS.

Porque voce me faz por os pés no chão, e toca sempre nos assuntos que me esquivo. Faz como os outros, fala do meu sorriso, não do meu silêncio.

Inserida por PamellaFerracini

Em algum momento, é necessário tirar os pés do céu, e voltar a pisar no chão. Não que sonhar seja errado, não é. Mas ás vezes um pouco de razão não faz mal algum.

Inserida por PamellaFerracini

Nada mais natural neste momento,
Do que araras de roupas,
Pés enfileirados a esperar passos,
Chuvas de poeira,
Trovões na alma,
Sono de tédio,
Sem palmas à porta
Sem tato..
Que falta de natureza viva!!

Inserida por fafa688

é a ti senhor

que eu entrego este momento, é aos teu pés meu Jesus que prosto, para entregar minha vida e tudo que sou, porque sei que tu és meu Deus. aquele que cuida, aquele que salva, aquele que em toda situação está do meu lado. é a t...i que recorro nOs meus momentos de desespero, de suplica. E é a ti que louvo a todo instante. é em ti que está meu pensamento sempre
obrigado meu senhor e meu Deus
EU VOS AMO E ESPERO EM TI SEMPRE.

Inserida por DevanirSilva

Apenas outras ideias

Um breve ensaio sobre a força. Você já imaginou um mundo em que todas as pessoas são fortes? Quando me refiro à força, quero dizer uma série de ações que impedem que o altruísmo seja aplicado, por que para muitos, aceitar uma boa ação demonstra sinal de fraqueza.
Imagine uma sociedade da qual a ideia sobre a evolução foi distorcida, nos livros que continham “os mais adaptados sobrevivem às mudanças”, foram interpretados como “ os mais fortes sobrevivem...” . Além disso, a interpretação foi disseminada por filmes, programas de televisão, livros e principalmente pelo mercado de trabalho. Se você não percebeu a permuta de palavras, e onde quero chegar, permita-me indagar, se os mais fortes são os que realmente sobrevivem por que muitos animais de grande porte estão extintos?
Nessa sociedade o altruísmo não teria vez, haveria a ideia de que os seres humanos não precisam uns dos outros, e o respeito à vida alheia se perderia. Apresentarei os resultados disso:
Os considerados gênios dessa sociedade criaram uma realidade alternativa onde todos podem se expressar sem mostrar seus rostos, onde tudo é muito dinâmico, apenas para confortarem a ideia de que estão interagindo uns com os outros.
O mercado de trabalho se tornaria um verdadeiro campo de batalha, onde não há regras e nem respeito, mas muitos diriam ter ética.
Pessoas ficariam cada vez mais estressadas, pois ao invés de se reunirem para efetuar um trabalho difícil, preferem efetuá-lo sozinhas.
Haveria má distribuição de terras, afinal para muitos a grande quantidade de terras é sinônimo de poder, logo de força.
Extermínios em massa seriam comuns, e lançar uma bomba atômica sobre um país seria apenas um modo de defesa, com o preceito que o outro país estava ameaçando a soberania do primeiro.
O mundo se tornaria um poço de hipocrisia, apenas por que todos querem ganhar, já que quem perde é fraco.
Como citei no início deste texto, isso é um breve ensaio, mas se ao longo dele você encontrou alguma semelhança com nossa realidade, acredite é mera coincidência (ou não).
Se alguém disse que você era fraco, por favor, não mude, você é tão necessário/a quantos os fortes.

Inserida por vitorap

[...] se bem que eu não sei se realmente estou de pés e mãos atados. O fato é que, independentemente da realidade prática e palpável, o que nos prende ou nos liberta está ao alcance apenas dos desejos mais íntimos da nossa consciência.

Inserida por wellintonsilva

Gosto de gente com a cabeça no lugar, de conteúdo interno, idealismo nos olhos e dois pés no chão da realidade.

Gosto de gente que ri, chora, se emociona com um simples e-mail, um telefonema, uma canção suave, um bom filme, um bom livro, um gesto de carinho, um abraço, um afago.

Desconhecido

Nota: Trecho de um poema de autoria desconhecida.

Inserida por reginsss

Cadê a sua educação ?

Hoje falei para uma atendente bancária: "Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar !"

Estava eu, em frente a uma mulher de meia idade, solicitando educadamente que ela fizesse uma transferência de valor para um outro banco. A atendente, num tom de voz pretensioso e alterado afirmou-me que a conta que eu estava mostrando para ela estava errada e negou-se a efetuar a transferência.

Percebi um certo desconforto nela, algo a incomodava e não era eu.
Pensei então que o dia estava sendo ruim para ela e que talvez ela pudesse ter razão quanto ao número da conta bancária e fui ao outro Banco para confirmar.

Confirmada a conta, nada de errado, voltei ao banco para realizar a transferência, peguei nova senha, esperei e tive a sorte de ser atendida pela mesma mulher.

Digo sorte porque falam que o raio não cai duas vezes no mesmo lugar: é mentira!
Cinco estações de trabalho, cinco atendentes: duas vezes, no mesmo dia, atendida pela mesma pessoa...

Ela me reconheceu e gritou: "Já não falei que esta conta está errada!?"
Eu respondi calmamente e baixo: "Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar ! E mais, educação enferruja por falta de uso. Por favor, faça a transferência porque acabo de confirmar a conta!"

Depois disso, não lembro mais de ter ouvido a voz dela. Mesmo assim, antes de ir embora, agradeci e disse: "não se esqueça de ser feliz !"

E eu ? Saí de lá e fui tomar sorvete !

Inserida por cristianeps

Beira de rio.

Onde a paz na água se espelha
Pés mergulhados no raso da margem
Enquanto os peixes comem a isca
Um pintado assa na telha.

Inserida por benigrego

Que os nossos pés tomem o mesmo caminho. Que a nossa vida tome o mesmo rumo. Que os ventos nos unam a cada fim de tarde, e a cada amanhecer.

Inserida por Ianethome

Ponderação e pés no chão ajudam muito contra a dor no coração.

Inserida por GilNunes

Quando você salta obstáculos, seus dois pés ficam fora do chão... Então, a insegurança é natural. Para esses momentos, o único remédio é a fé.

Inserida por PLER