Pés de Criança
Para não tropeçar e andar de forma precisa, é preciso olhar onde pisa, os seus pés não têm olhos e nem toda superfície é lisa.
O Renascimento Praiano
Renascimento Praiano em um lindo cenário: os pés descalços na areia, o céu azul ensolarado, os raios de sol iluminando a pele, esquentando o corpo; o mar vivo, com as suas ondas em movimento; o clima caloroso e a brisa suave dançando por perto. Atrativos, de fato, grandiosos, naturalmente, admiráveis, que fazem o espírito recuperar o fôlego e a mente desfrutar de uma certa tranquilidade — quando a intensidade é imprescindível, assim como é o fogo atrevido existente na própria integridade.
A Vitória que Nasce da CaminhadaOlho para os meus pés e vejo a poeira das estradas longas que precisei percorrer. Sinto no corpo a memória de cada subida íngreme, de cada pedra que me fez tropeçar e de cada noite em que o cansaço parecia maior que as minhas forças. Não foi um caminho fácil, não me deram nada de presente e nenhuma porta se abriu por sorte. Cada passo foi conquistado com coragem, com lágrimas guardadas no silêncio e com uma vontade inabalável de continuar. Eu não esperei que a vida fizesse por mi m o que só pertencia ao meu esforço. Hoje, ao olhar para trás e ver a distância que percorri, sinto um orgulho sagrado que transborda do peito. Depois de tanta renúncia, de tanta persistência e de muito caminhar, eu posso finalmente olhar para o horizonte e dizer em voz alta: eu venci. A vitória tem o meu nome e o suor da minha história.
Mãos de cinza, pés de barro, um corpo frágil.
No peito, um coração que esconde uma relíquia guardada, talvez o amor.
Um tesouro que não se perde, um fogo que arde sempre, mesmo na mais fria das noites, mesmo na dor do abandono.
A vida pode quebrar, pode machucar,
porém o amor resiste, não se desfaz.
É a chama que ilumina, é a força que me faz um refúgio seguro, um porto no mar cheio de conflitos.
(Saul Beleza/Leni Freitas)
"Diferentemente de tudo e de todos, eu incentivo (e gosto) que aceitem imitações da minha pessoa. Aceitem imitações minhas e, então, comparem com quem quiserem, uai!"
Frase Minha 0640, Criada no Ano 2013
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Ouvi dizer que furúnculo dói e incomoda. Mas aposto que nem tanto quanto o incômodo das pessoas que não aceitam opiniões contrarias às delas. Aposto!"
0707 | Criada por Mim em 2014
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Preciso de uma massagista para me relaxar dos pés às cabeças!"
0796 | Criado por Mim | Em 2014
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
1870 "Minhas panturrilhas? Não tenho vergonha delas, tanto que não as escondo. Mas sei de pessoas que escondem o verdadeiro caráter. Isso, sim, envergonha!"
2775 📜 Minha 'Cã' sempre trazia um pouco da ração dela e largava junto aos meus pés. Era a forma que ela encontrou para me agradecer, seja lá do que for: Que graça, Minha 'Cã'.
-
Adoro 'cãs', cãos, gatos, cavalos, patos, marrecos e todos os Animais, exceto aqueles mosquitos que matam-nos... Ou tentam!
Quando sinto que dentro de mim há um descontrole, procuro manter os pés firmes no chão e a cabeça em equilíbrio.
É impossível comparar
a chegada até aqui
de alguém provida de intrepidez,
que com os pés descalços
subiu escadas de pedras
em meio à temporais ...
com alguém
que usou escadas rolantes
protegidas por vidros temperados
à prova de intempéries
e ainda se faz de vítima...
Há cicatrizes e marcas
que são verdadeiras
medalhas de ouro...
e há confortos
que geram cegueiras...
e há quem, mesmo intacto,
insista em se declarar ferido...
✍©️@MiriamDaCosta
Oh, Itaipu!
reconheço as raízes profundas
dos meus pés
entre o vosso mar, vossa lagoa,
vossas dunas, ilhas e igarapés.
Os meus passos eu sei de cor
nesse sereno andejar a compor
o meu singrar o tempo,
o vento e o sol
mansamente a se pôr...
Oh, Itaipu!
Em vós reconheço
que o movimento dos meus pés
não são passos,
são raízes que caminham.
Entre o vosso mar salgado
de eternidades,
a lagoa que espelha silêncios,
as dunas que guardam
segredos do vento,
as ilhas que flutuam
como pensamentos antigos
e os igarapés que sussurram histórias
que só a poesia da terra entende...
eu me reconheço.
Os meus passos, eu sei de cor,
não porque os decorei,
mas porque fui escrita por eles.
Nesse sereno andejar
que me atravessa,
vou compondo o que sou
com o que me antecede.
E singro,
não apenas o tempo,
mas o sopro invisível das horas,
o vento que me desarruma e arruma
inteira por dentro,
e esse sol que, ao se pôr,
não morre,
me dissolve em serena luz.
Oh, Itaipu!
Há raízes nos meus pés
que só em ti reconhecem
o seu lugar.
Entre o mar, a lagoa,
as dunas que respiram
e os caminhos de água
que murmuram,
eu caminho lentamente,
como quem se escuta.
Sei de cor os meus passos
(versos tatuados de brisa e areia),
porque eles já me conheciam
antes mesmo de eu existir.
E nesse manso caminhar,
vou singrando o tempo,
o vento
e o sol que se despede,
como quem aprende,
em silêncio, a pertencer
mais do que já pertence.
Óh! Itaipu!
Posso até distanciar-me de vós,
mas nunca serás distante de mim.
✍©️ @MiriamDaCosta
Alma Cigana 💃
Tem dias que a alma
não quer sandálias ou sapatos,
quer os pés na areia.
Não quer barulho
e nem conversa,
quer o seu pandeiro.
Não quer rotina,
quer rodar a saia
até o vento ficar tonto
e levar para longe
o que não serve
e o que pesa.
✍@MiriamDaCosta
Enquanto
a FIFA pensa com os pés, os Futebolistas
não usam nem eles
nem as cabeças.
Quando o jogo passa a ser administrado mais como produto do que como arte, algo essencial começa a se perder.
O futebol, que nasceu da improvisação, da inteligência do corpo e da astúcia da mente, lentamente vai sendo comprimido em protocolos, métricas e decisões tomadas aos pontapés longe do gramado.
Quanto mais a engrenagem institucional tenta controlar o jogo, menos espaço sobra para os jogadores pensarem dentro dele.
Há uma ironia quase perfeita nisso: quando quem governa o futebol passa a “pensar com os pés”, transformando tudo em espetáculo coreografado, calendário saturado e regra calculada para o consumo, os protagonistas do campo acabam sendo treinados para obedecer mais do que para interpretar.
A criatividade cede lugar à execução mecânica; o gesto genial vira exceção, quando antes era linguagem.
O futebol sempre foi uma conversa entre pés e cabeça — entre instinto e inteligência.
Quando uma dessas partes é silenciada, o jogo continua existindo, mas algo de sua alma se dissipa.
A bola ainda rola — e até grita —, os estádios ainda vibram, os números ainda crescem.
Mas, pouco a pouco, o jogo deixa de ser pensado por quem joga e passa a ser apenas executado por quem mal assiste.
E talvez o sinal mais evidente disso seja quando os jogadores correm cada vez mais… enquanto o futebol parece pensar cada vez menos.
“Você pensa que está esquecendo aquela pessoa específica.Mas um belo dia, você sonha com a pessoa, no dia seguinte, o primeiro perfume que você sente na rua é o dela, pra piorar no terceiro dia,você ver a pessoa na rua“
Desde que a CBF passou a pensar com os pés, nossos futebolistas já não usam nem eles, nem a alma, nem a cabeça.
E isso é tão provocativo quanto uma bicuda do meio de campo, mas toda provocação nasce da inquietação diante de uma realidade que insiste em se repetir.
O futebol brasileiro, que durante décadas encantou o mundo pela criatividade, pela inteligência e pela irreverência, parece ter trocado a ousadia pela burocracia, a inspiração pela previsibilidade e a identidade pela conveniência.
O futebol nunca foi só um mero esporte para o Brasil.
Sempre foi uma manifestação cultural, uma linguagem natural.
Cada drible era um ato de liberdade, cada passe revelava inteligência, cada gol carregava a alegria e a esperança de um povo que transformava dificuldades em espetáculo.
Mas, em algum momento, essa essência começou a flertar com agendas ocultas pelos corredores do poder.
Quando quem dirige o futebol demonstra falta de visão, planejamento e compromisso com um projeto de longo prazo, essa pobreza de ideias inevitavelmente chega ao gramado.
Jogadores passam a executar mais do que criar, obedecer mais do que interpretar o jogo.
O improviso deixa de ser virtude para se tornar risco, e o medo de errar sufoca a coragem de tentar.
Os pés, antes instrumentos da genialidade, tornaram-se mecânicos.
A cabeça, que fazia do improviso uma estratégia, passou a seguir fórmulas prontas.
E a alma — aquela chama que transformava partidas comuns em momentos inesquecíveis — parece ter sido deixada para trás, substituída por um futebol eficiente apenas na aparência, mas incapaz de emocionar.
Não faltam talentos ao Brasil.
O que falta é uma direção capaz de compreender que o futebol não se resume a números, esquemas táticos ou interesses meramente políticos.
Grandes jogadores precisam de um ambiente que estimule a inteligência, preserve a criatividade e respeite a personalidade de quem entra em campo.
Afinal, o futebol sempre exigiu pés habilidosos, mas jamais dispensou uma cabeça pensante e uma alma apaixonada.
Perder faz parte do jogo.
O que não pode fazer parte da nossa história é perder a identidade.
Porque títulos podem voltar, como tantas vezes voltaram.
O que será muito mais difícil recuperar é aquilo que fez o mundo olhar para o futebol brasileiro com admiração: a capacidade de jogar com alegria, pensar com inteligência e competir com coragem.
Enquanto a gestão continuar tropeçando nas próprias escolhas, continuaremos produzindo um grande paradoxo: um país que revela alguns dos maiores talentos do planeta, mas que insiste em desperdiçá-los por falta de direção.
E talvez seja esse o retrato mais triste do nosso futebol: não a ausência de craques, mas a escassez de ideias.
Porque, no fim das contas, quando quem deveria pensar passa a fazê-lo com os pés, sobra aos que jogam apenas correr.
E um futebol que deixa de usar os pés com arte, a cabeça com inteligência e a alma com paixão pode até vencer de vez em quando, mas jamais voltará a nos encantar como antes.
Desde que a FIFA passou a pensar com os pés, a torcida com as cabeças dos outros, nossos futebolistas já não usam nem eles, nem a cabeça.
Talvez o problema nunca tenha sido exatamente o futebol, mas o que fizemos dele.
Um jogo que nasceu como expressão espontânea de corpo, inteligência e improviso foi sendo lentamente capturado por interesses que preferem o automático ao criativo, o previsível ao genial.
Pensar com os pés, nesse contexto, deixou de ser metáfora poética da habilidade e virou sintoma de uma inversão: decisões tomadas longe do campo, desconectadas da essência do jogo.
A torcida, por sua vez, que antes era extensão pulsante da arquibancada, passou a reproduzir discursos prontos, terceirizando até suas próprias emoções.
Já não se vibra apenas pelo que se vê, mas pelo que se manda sentir.
E quando a emoção deixa de ser autêntica, ela facilmente se transforma em massa de manobra — barulhenta, intensa, mas pouco consciente.
E os jogadores?
Esses parecem cada vez mais pressionados a cumprir roteiros invisíveis.
Entre contratos, estatísticas e expectativas infladas, o improviso — que sempre foi a alma do futebol — vai sendo sufocado.
Jogar com a cabeça, no sentido mais nobre, exige liberdade para pensar, arriscar e errar.
Mas, em um ambiente onde o erro custa caro demais, a criatividade se torna um luxo perigoso.
No fim, talvez estejamos todos participando de um jogo que já não reconhecemos completamente.
Um jogo onde se corre muito, fala-se demais e pensa-se de menos.
E aí, ironicamente, aquilo que sempre nos encantou — a inteligência que nasce do corpo em movimento — vai sendo substituído por uma coreografia previsível, eficiente… e cada vez menos humana.
Porque voce me faz por os pés no chão, e toca sempre nos assuntos que me esquivo. Faz como os outros, fala do meu sorriso, não do meu silêncio.
Em algum momento, é necessário tirar os pés do céu, e voltar a pisar no chão. Não que sonhar seja errado, não é. Mas ás vezes um pouco de razão não faz mal algum.
Nada mais natural neste momento,
Do que araras de roupas,
Pés enfileirados a esperar passos,
Chuvas de poeira,
Trovões na alma,
Sono de tédio,
Sem palmas à porta
Sem tato..
Que falta de natureza viva!!
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