Perigosa
“Toda tirania começa quando o poder descobre uma razão para considerar perigosa a liberdade alheia.”
“A desigualdade mais perigosa é aquela que consegue apresentar sua própria existência como consequência natural das coisas.”
“A fronteira mais perigosa do Direito é aquela que separa uma existência protegida de uma existência descartável.”
A vigilância torna-se especialmente perigosa quando o observado desconhece quem observa, por que observa e o que fará com aquilo que descobriu.
Prender uma pessoa pode proteger a sociedade; compreender por que ela se tornou perigosa pode proteger a sociedade futura.
A desigualdade torna-se politicamente perigosa quando transforma privilégios em direitos hereditários.
O intelecto possui uma tentação perigosa: transformar sua própria janela em horizonte e acreditar que aquilo que não consegue compreender simplesmente não existe.
A ignorância torna-se perigosa quando deixa de reconhecer sua condição e passa a exigir autoridade sobre aquilo que desconhece.
A ignorância torna-se perigosa quando transforma uma interpretação parcial da realidade em uma verdade absoluta e passa a exigir obediência em nome dela.
Quando todas as informações estiverem disponíveis, a ignorância mais perigosa será aquela que ainda parecer conhecimento.
A opinião torna-se perigosa quando conquista a autoridade do conhecimento sem jamais ter atravessado o tribunal da evidência.
A ignorância é uma limitação do conhecimento; mais perigosa, porém, é a certeza jurídica construída sobre aquilo que ainda não compreendemos.
... em
tempos de crise,
evidencia-se uma perigosa
divisão entre lúcidos e alucinados - e,
se você, seja qual for a razão,
sejulga alguém lúcido,
cuide-se para não ser
pisoteado!
