Perdemos o que Deveria ser nosso
Quando perdemos o affectus por Deus deixamos de tê-lo em primeiro lugar no nosso coração. Quando perdemos o affectus por Deus, por vezes temos dificuldades para contemplar a providência do Eterno dentro de nós mesmos. Quando perdemos a afeição pelo Eterno deixamos de entender o significado da aliança que ele tem conosco. Daí a dificuldade será grande em entregar tudo o que somos e temos para o Eterno. Muitas coisas se tornam o centro do nosso coração.
Sabemos que nos distanciamos de nossa alegria quando lamentar as coisas que perdemos ocupa mais espaço na alma do que a gratidão por tudo que nos proporcionaram.
Às vezes reclamamos que perdemos tempo por alguma coisa. O tempo não é perdido nem encontrado, está onde deve estar.
Passamos muito tempo tentando ganhar a vida e perdemos o carinho de quem amamos em fração de segundos...
Não se corta um braço apenas porque perdemos uma unha... Radicalismo é uma forma animalesca de viver.
Estávamos vivendo como se tudo estivesse no melhor dos mundos.
Hoje, perdemos o controle daquilo que pensávamos está em perfeito equilíbrio.
Tudo tomou uma dimensão tão grande que o mundo ilusório que cultivamos a vida inteira desmoronou, mostrando sua verdadeira face.
Devido a isso desenvolver sentimentos de medo, insegurança, saudade, desespero, entre outros tantos que fragiliza o ser humano, tornando-o porta aberta para os diversos elementos destrutivo.
O equilíbrio é algo que se deve buscar sempre em todos departamentos da vida, independente das condições que vivemos para que não venha à tempestade e afundemos juntos com ela.
Quando perdemos ou nos perdemos para uma pessoa por detalhes é porque era uma mera pessoa, porque para um amigo de verdade um detalhe é apenas um mero detalhe.
Às vezes parece que perdemos a essência da vocação humana que se resume em solidariedade e compaixão pelo próximo.
Atenção plena é a chave que abre as portas do viver intensamente. Quando perdemos a concentração, é como se estivéssemos ausentes dos verdadeiros momentos de amor pela vida. Viver por viver não dá prazer.
Morte é desperdício de vida, quando não vivemos intensamente, quando perdemos oportunidades, quando vivemos inadequadamente e passamos a vida protelando, adiando o prazer de viver.
Existem servidões que desejamos
Vitórias que não ganhamos
E sim, perdemos
Nos perdendo
Até achar
Outra alma capaz de nos redimir
