Perde
Não se perde aquilo que ainda não é ou nunca será nosso.
Nosso é somente aquilo que adquire-se com desapegos e nunca se perderá.
Aos que entristeceram por perder 𝗔𝗠𝗜𝗚𝗢𝗦 por causa da política: alegrem-se!? Ninguém perde um amigo que nunca teve.
Quem muito fala e não diz, rebusca por palavras oblíquas e conhecimentos se perde na raiz e se enfraquece no objetivo.
Cada vez mais o mercado de arte brasileiro perde os verdadeiros colecionadores. Parece mesmo que só restou ávidos investidores com a mera objetiva intenção de comprar barato para que obtenham um bom lucro e a curto prazo.
A academia no Brasil cega e estonteada perde a razão quanto a polarização politica. Pois a esquerda vem por uma agenda ultra conservadora enquanto o neo- liberalismo, mesmo que desordenado é todo de direita.
Infelizmente o Brasil de hoje perde toda sua cultura e civilidade. Devido a contumaz impunidade, a politica ruim e corrupta de assaltos as coisas publicas e ao poder. Sendo assim, esvai todo tipo de decoro de cima a baixo, um linguajar criminoso sem os devidos respeitos, desde os togados aos chulos e fanáticos eleitores.
O militarismo que não reconhece e exalta o civismo e o patriotismo de sua cultura, perde a vocação nacionalista em qualquer estado e governo livre. O militarismo sem o civismo cultural necessário, não passa de uma força armada mercenária organizada, imoral regida pelos interesses dos falsos poderosos e do dinheiro.
A maçonaria sem a arte e cultura embarcando numa plataforma futurista e tecnológica perde o papel de ser Luz Guia para ela mesma e toda insensata e equivocada descrente humanidade.
A Igreja católica desesperada na busca de novos fieis, se perde em uma agenda pastoral e abre a teologia de gêneros, reavalia o direito a vida pelas mulheres, faculta o celibato e por fim se finda por ela mesma. Só falta admitir a união de Jesus com Madalena, e a sua prole com dois filhos.
Com a extinção de um idioma e de uma cultura indígena, toda humanidade perde os conhecimentos dos saberes ancestrais e toda historia viva de hábitos evolutivos de uma região.
Um mais um é bom, o terceiro é o resultado da união, muito mais do que isto, perde se o controle e já é multidão.
Um povo sem a cultura e sem a sua historia, perde a defensora identidade e a liberdade. Ficando assim como um rebanho, a mercê das mentiras, na direção nefasta, da escravidão calada e da não insurgente dominação por parte dos perversos poderosos financeiros.
Quando se ama verdadeiramente,
O amor não pede tempo,
E nem perde tempo;
Todo o tempo é tempo de amor,
O amor constrói o seu templo.
Não quero e não permito
O meu coração ser ferido,
Por ti dei o melhor de mim,
E você não se fez esclarecido.
Não quero, não devo e não posso
De novo contigo me enganar,
Já passou tempo o suficiente,
E comigo você não quis falar.
Quando se ama verdadeiramente,
O amor não fere o sentimento,
E nem busca reafirmação;
Toda a cortesia é anseio,
Que o amor busca como meio.
Não quero o amor que me ame
porque precisa de mim,
O meu coração quer o amor
De alguém que precise
De mim porque me ame.
Não tenho outro meio
De internamente me curar,
Se comigo não quer falar,
A minha poesia só faz te julgar.
Quem procura
me entender:
sempre perde
a cabeça!
Nasci livre
como uma ave,
Insistir comigo,
de nada vale,
- não compensa
Sou um poema
de quinta,
- um verso vagabundo
Uma poesia bandida,
- rebelde -
Doidamente
transtornada,
Cauda de cometa,
- constelação efusiva
Doido verbo
e provocativo,
Dançando em cima
dos estilhaços,
Desse planeta
cheio de cacos,
Versos feitos
a fio da espada,
Brio, doçura e sangue
fervente
- e determinado
Pelos alçapões
do inconsciente,
Repleto de si
e com assinatura
- própria -
Corto com os versos
de Salomé
- o teu juízo -
E me misturo
aos teus aromas,
Furtando, assim,
o teu coração.
Então, repousa aqui,
bem aqui,
A tua mente
e o teu coração,
Assim, neste colo,
a fantasia,
O teu implacável
desejo
De mergulhar
na sedução;
Nascida
dessa cantiga,
E de cada verso
de paixão.
Voa, então, sobreviva,
Não se recuse, não se negue,
- se promova
Ao meu colo, se renda,
Prossiga como quem se atreve...
Tenha desprezo por quem perde a coerência do discurso em nome de permanência ou para galgar um espaço de poder.
As grimas batem no chão,
o teu olhar não se perde
de mim no meio da multidão,
O Maculelê erguendo o seu
canto imparável de tradição,
No teu coração estabeleci
endereço com as chaves
do teu amor e da tua paixão.
Quando se ama não se vê nem mesmo a doação, apenas se ama. O amor não machuca. No amor não há perdedores e nem vencedores. Apenas vive-se para o amor.
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