Perde
Mas há uma fé que pensa, discerne, espera,
Que não se perde em cada nova primavera.
É fé que examina, que busca entender,
E mesmo sem ver… escolhe crer.
O tolo perde tempo tentando decifrar o enigma entre humildade e ignorância, sabedoria e arrogância. Para ele, tudo parece a mesma coisa.
Quando minha mente se perde, ainda que por breves instantes, os pensamentos se tornam lâminas que cortam por dentro. No silêncio que a noite veste, o tribunal interno desperta, cada lembrança de derrota, uma acusação sussurrada, condenando meu valor, pedindo que me renda à sombra. É um ciclo que me aprisiona, uma dança de espectros onde a vigilância torna-se escudo e lança, uma vigília eterna para deter o veneno antes que ele corrompa o último lampejo de luz.
A felicidade serve para sentir e partilhar. Quem a procura perde tempo, porque esta é invisível. É somente visível aos olhos do coração.
A razão dura um momento; venerá-la perde-se a intensidade de todos os simples momentos relacionados à própria existência.
Eu vou, mas não como quem perde—vou como quem escolhe. Escolho partir porque ficar exige demais de quem já deu tudo. Vou porque sei o meu valor, porque o amor que me habita não cabe em metades, não sobrevive de migalhas. Não carrego mágoas, apenas a certeza de que mereço mais do que olhares distraídos e gestos que nunca chegam.
Fiquei o tempo que achei justo, dei o melhor de mim sem reservas, mas aprendi que presença não se implora, que reciprocidade não se pede. Amor sem cuidado é terra árida, e eu sou feita para florescer. Então vou, não por fraqueza, mas por respeito a quem sou e ao que ainda posso ser.
Saio sem pesar, sem rancor, com a cabeça erguida e o coração inteiro, porque sei que quem perde não sou eu. Eu fico comigo, com minha força, com o caminho aberto diante dos pés. Levo o que é meu: a coragem, a leveza e a certeza de que mereço o que é inteiro, o que é verdadeiro.
Vou, sim. Mas vou por cima, sem olhar para trás, porque o que não soube me ter, nunca foi capaz de me acompanhar.
A ALMA NÃO PERDE NADA DAQUILO QUE O CORPO PERDE!
A Alma não perde nada e não ganha nada, o que acontece é que ela se apega e se identifica com o seu contexto ou conteúdo!
O contexto ou o conteúdo da Alma são o Corpo, a Mente, a Consciência ou Personalidade e o Ambiente externo natural ou social!
A Alma Humana Terrestre está completamente apegada e identificada com o Corpo de tal modo que se vê como sendo o Corpo!
Vendo-se como sendo o Corpo, qualquer parte que o Corpo perde, seja um braço ou uma perna ou mesmo os dois membros inferiores ou superiores, a Alma percebe como sendo ela mesma que perde essas partes do Corpo!
Entretanto, é apenas o Corpo que perde suas partes, a Alma não perde nada e não ganha nada daquilo que o Corpo perde ou ganha, assim, quando o Corpo perde uma das suas partes a Alma continua sendo completamente ela mesma, mesmo quando o Corpo todo se perde ou morre a Alma continua sendo completamente ela mesma já em busca de um novo Corpo para uma nova experiência de existência física!
Ver-se como sendo o Corpo e desconhecer a existência do Criador do Corpo no Organismo chama-se Ignorância!
A Ignorância é a causa mãe de qualquer causa de todo o sofrimento humano!
Um dos grandes segredos para a Paz da Alma é o desapego e a desidentificação com o seu contexto, os outros grandes segredos são a correctude, a Holoharmonização e a holoconsciencialização ou a percepção de tudo incluindo a da existência do Criador do Corpo no Organismo!
...... No universo do amor
O possível perde a razão
A natureza das coisas fica sem conexão
Milagres acontecem no imaginário da imensidão .......
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