Perda de um Amor por Orgulho
SEGREDOS DE AMOR
Quero encontrar um meio de sossegar de vez;
Quero esconder um segredo;
Um segredo que deveria ser só meu.
Que não convém a ninguém saber...
Mas está visível as mais ingênuas das criaturas;
Pois, não consigo ocultar:
Amo você!
Impossível disfarçar que te amo;
Os meus olhos te buscam
Entre os conhecidos e estranhos;
Entre os transeuntes apressados...
Entre aquelas que descansam nas praças sentadas.
Meus ouvidos se aguçam convenientes;
Que coisa! Parecem treinados...
Buscam nas ondas do vento escutar a tua voz,
em todas as direções e por todos os lados.
Meus lábios me traem, movem-se sozinhos;
Pois, balbuciam sem querer,
- imagino ser por engano, talvez por vício,
cicia o teu nome...
Se guardas o segredo que me conquistou,
talvez tenha o antidoto que me faça te esquecer;
Ou ainda, algo que camufle o que tento em vão,
por demais e de todos esconder:
Acredite! Eu tento...
Eu te amo...
Não adiante ser uma alma gemeá de amor ou um ser fantástico como um leprechau ou um mago que tudo transforma ou talvez um Nero um Hitler que destroem e transformaram a mudança vem de si mesmo não são os anjos ou as mortes de criancinhas um guerreiro que fez filho em sua própria mãe ou animais fantásticos como um minotauro a mudança e um unica coisa e procede de nos mesmos.
Melhor ler um livro de segunda mão, primeira edição, do que as posteriores, cheias de amor-próprio em notinhas de rodapé.
UM POEMA DE AMOR (soneto)
Onde escrever um poema de amor
Se branco está o papel sem pauta
E é preciso senti-lo sem sugar dor
Falando das partes sem sentir falta
Quero escrever um poema de amor
Rima-lo tal a poesia da luz da ribalta
Com acordes tão suaves de uma flor
E o perfume da cor duma doce flauta
Quero torná-lo cada vez mais viçoso
No silêncio de estar eterno amoroso
Sereno, para a longa noite do mundo
Onde escrever este poema carinhoso
Sentindo circular num verso desejoso
Expressando este tal amor profundo
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Agosto de 2017
Cerrado goiano
O amor é uma construção, onde cada um tem a mesma responsabilidade de construir essa grande tarefa chamada amor...
Aflições
Por quantas aflições passa um
coração apaixonado?
Por quantas ilusões de um amor
mal resolvido e acabado, vive ele.
Quando ele só fica, permanece
envolvido nessa dor.
Quantos danos causamos nós à ele.
Mas pouco nos importamos, e sem que
notemos, novamente na teia do amor,
nos envolvemos.
Pobre coração, das dores e dos amores
vives no redemoinho do nosso egoísmo
mesquinho, na inconsequência dos nossos
falsos sentimentos, és a vítima maior,
dos nossos descaminhos.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U B E
"Amor é palavra simples de se escrever,no berço as crianças deveriam ter,rumo a um mundo mais humanizado.Onde o homem não seja algoz da convivência,que não é simétrico com a sapiência, de entender que não passamos de um mero acaso".
(Rodrigo Juquinha)
Quero amar loucamente
Mas não aceito amores quaisquer
Nem um simples amor sequer
O amor tem que ser surpreendente
Desses que me faz sorrir contente
Quero uma louca paixão
Mais louca que a própria razão
Mais paixão que a própria loucura
Na medida de quem a procura
Um amor desigual e irreal
Superando a inveja
Tenha uma mente, tendo compaixão um pelo outro; amor como irmãos. - 1 Pedro 3: 8
Escritura de hoje : 1 Pedro 3: 8-12
Com a língua na bochecha, alguém definiu a felicidade como "uma sensação agradável decorrente da contemplação da miséria do outro".
Poucos de nós concordariam com essa definição, mas receio que todos possamos ver a verdade suficiente para nos fazer recuar. É compreensível querer ser um sucesso como um vizinho. Mas é errado ter uma atitude que diz: "Se não posso, também não quero que mais ninguém o tenha".
Eu tinha cerca de 13 anos quando comecei a perceber que as habilidades atléticas do meu irmão de 10 anos, Len, eram maiores que as minhas. No começo, um tom de ressentimento surgiu dentro de mim, mas não teve a chance de se transformar em um forte sentimento de inveja. Por quê? Porque eu amei Len. Logo comecei a me orgulhar de suas realizações atléticas e senti com ele a alegria da vitória e a agonia da derrota.
Essa experiência me ensinou que amor e inveja não podem coexistir no coração humano. Agora, sempre que a inveja eleva sua cabeça feia, lembro-me de como meu amor por Len o expulsou de mim. Também me lembro da advertência de 1 Pedro 3: 8, “Amor como irmãos”. Isso me permite “me alegrar com os que se alegram e chorar com os que choram” (Romanos 12:15).
Estar comprometido em amar os outros é o segredo para superar a inveja.
Refletir e orar
Das sementes da inveja no coração,
brotam as ervas daninhas do ódio;
Então, ajude-me, Senhor, a amar aquele a
quem acho difícil de tolerar. -D. De Haan
Uma dose diária de amor semelhante a Cristo curará a doença cardíaca da inveja. Herbert Vander Lugt
REQUIESCAT IN PACE (soneto)
O amor é apenas uma negativa
Se eu um dia com ele já fui teu
Omitamos está outra alternativa
Pois, desta, o nosso já morreu
Ah! Porque alegação subjetiva
Nada mais em mim sobreviveu
Se hoje o senso está à deriva
Não és meu bem nem eu o teu
Não diz nada, se ali amamos
Nossas almas estão separadas
Não lembres mais, esqueçamos!
Deixemo-lo ir repousar em paz
As lembranças estão enterradas
E no coração, hoje, é tanto faz! ...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2018, outubro
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
O amor é um sentimento muito poderoso! Através dele nos transformamos e aprendemos a transformar! 🦋❤️✌️
Entendendo um amor
Não me importo se é paixão
Mas para mim isto vai muito além
De uma temporária emoção
Não me esquecerei de ti
Não chegará nenhum dia
Que acordarei e direi esqueci
Isso marcou o meu coração
Foi desenhado em minha mente
A sua personalidade e imagem
Em minhas mãos estão escritas
O seu belo nome
E sua voz ecoa aqui dentro
Até mesmo em sonhos
Pude lhe ver
E reconhecer que sinto algo
Mas fui muito fraco
Deixei de ser quem era
E me tornei um erro
Mas em desespero tentei
Porém falhei mil vezes
E pensei em sair da história
Acabei ficando longe
Mas eu estava perto
Agora vago no deserto
Sem seus sorrisos e risos
Sem seus olhares
E sem nossas conversas
Desculpe se algum dia eu disser
Algo ruim me referindo ao que sinto
Pois o tempo passa e mudamos
Mas tenho a certeza que ficará
Ao menos na minha memória
Uma notória lembrança de ti
E tenho que admitir
Sim, é melhor assim
Mesmo que doa para mim
E sei ainda que não nós veremos
Por muito tempo
Talvez por uma vida toda
Mas num próximo momento
Mesmo que distante
Verei você e escutarei sua voz
Mas tenho a certeza
Que você não me verá
E nem escutará
Sorrindo lembrarei de tudo
Revendo os instantes que vivi
Um pouco perto de ti
Todos os poemas
Todas as frases e atitudes
Serão sentidas novamente
E o amor será abraçado
E guardado no meu coração
E valorizado em todos os dias
UM AMOR (soneto)
Foste o amor maior de minha existência,
ou talvez o danado... o pior ou o gentio,
glória e tormento, a escuridão e luzidio,
contigo fui poesia sem uma reverência!
Morreste, e a minha solidão é residência :
ardes-me o suspiro, enches-me de vazio,
e o meu anseio tem gosto de doce arrepio,
e rolo-te no pensamento com insistência.
Amor extremo, árvore de insano fruto,
foi o tempo, muito mais que só instante
por que, feito, eu não vesti o teu luto.
Sinto-me o beijo, e no abraço te escuto,
triste olhar rútilo! e desejo tão delirante,
na ferida saudade deste amor irresoluto.
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
30 de janeiro, 2019
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
CRIAÇÃO (soneto)
Há no amor um tempo certo de se firmar,
que é o momento de plenitude e bendito:
as almas são de uma total grandeza ímpar,
e onde, os dois corpos, poetam no infinito.
Tudo é um êxtase no peito a proclamar,
de força e surpresa, a um coração aflito;
acesa, mãos tremulas, se põe a celebrar,
num vagido, eclodindo num gentil grito.
Rasga-se em luz o olhar dos amantes;
cada gesto a carícia em plena euforia,
e o tempo, estaciona em cada abraço.
Porque, entre cada gesto refrescante,
brota todo o Universo, em doce alegria,
acalmando o dia, dos beijos em rijo laço...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
05/04/2018
São Paulo
Olavobilaquiando
Reformulamos o amor porém se fórmula
não existia como repeti-la?
É preciso criar um eco ambíguo
que deixe de ser eco e tome a forma
do que viver possa ter sido:
encontraremos restos do sentido
que num instante incerto alguma coisa fez
e nunca poderá ser repetido
