Pequena Menina dos Olhos Castanhos
Por ter uma pequena debilidade mental vivo metido no meio de pessoas tristes, alegres, bem sucedidas, fracassadas, mas todas marcadas pela notável superação dos seus limites. Mas em todas vejo nítida a ânsia pelo reconhecimento, a busca pelos aplausos, e aplauso vicia. Até arrisco com eles frases de auto-ajuda, reflexões algumas vezes vulgares de meia-idade, no entanto, de profundo saber. Exponho desconfiança quando digo que adulto gosta de brincar e não apenas de sucesso, que gosta de ser desafiado no amor, que gosta de se sentir com ciumes, que gosta de sentir medo, que gosta do improvável e a contrapartida da vida é magnifica ela te ensina ser feliz. O problema é que ser feliz parece ridículo, pois ela te leva mais próximo das coisas simples e mais distante dos aplausos. Por isso hoje em dia ser feliz é tão difícil ou nós que a tornamos difícil.
E a nossa casinha vai ser assim, pequena, simples. Mas enorme, gigante, pra caber o nosso amor. Como dizia Shakespeare: é pequeno o amor que pode ser medido. Teremos um jardim secreto, onde o vento canta e o sol faz poesia. E de manhã, quando você estiver sentada na varanda observando o orvalho da manhã e o lindo nascer do sol no horizonte, eu vou chegar da granja com alguns ovos pro café e uma jarra de leite fresco. E de repente, vemos uma coisinha miudinha com os cabelos de tão louros quase brancos, arrepiados e arrastando um ursinho velho e esgaçado pelo braço, e com uma voz quase tão doce quanto a sua ele diria: “mamãe?” e você com seu sorriso contagiante e delicado o pegaria o nolo e levaria-no para a cozinha enquanto eu acordaria nossa filha. Levaríamos eles para a escola e perceberíamos que o amor não tem idade, porque se tão jovens que nos conhecemos nosso amor sobreviverá o tempo que precisar. Não teremos um final feliz de jeito nenhum, pois não teremos um final. Livros, papeis, músicas, ideias e amor. Isso vai ter de sobra. Você estará trabalhando em um livro e eu compondo um prelúdio no piano quase tão sagrado quanto nosso lar. Nossos filhos terão a infância perfeita, clm machucados, arranhões, brigas, reconciliações, natureza e risadas. E no fim do dia, eu ligaria para meu pai para saber se as crianças estão bem na casa do vovô. A gente sentaria na sala e veria o sol bater nos vitrais coloridos da janela e formar cores que jamais sonhamos em um dia ver. E na manhã de Sábado eu acordaria com o sol irritando meus olhos e apreciaria o sol batendo em suas costas e dando cor às curvas. Ficaria ali deitada olhando com uma idiota tanta beleza contida em uma pessoa só. Correria para a cozinha e faria panquecas com chocolate e suco de laranja, com a mesa de cama enfeitada com flores. Te acordaria com cócegas e você gritaria comigo, sem me importar com os tapas e os xingões, te calaria com um beijo apaixonado, assim como nos filmes. Depois de comer você passaria o dedo no prato sujo e passaria em meu rosto, nós brincaríamos e riríamos até a barriga doer. Levantaríamos e faríamos o almoço para quando seus pais e o meu chegassem tudo estivesse em seu devido lugar. Tudo seria perfeito, jamas haveria monotonia. A nossa casinha seria perfeita e se encaixaria perfeitamente em nossa vida, assim como você se encaixa em mim. Como feijão com arroz, chantilly com morango e quebra cabeça de criança.
Num cubículo grande
que virava a esquina
se sentia pequena, claustrofóbica
novamente... sozinha
Se esforçava para entender o problema
ainda era ingênua, com tantos porquês
apontando para sí, errava a direção
passar em branco, não iria resolver
Quem sabe permitindo-se sentir
um novo começo cruzaria finalmente
algumas experiências, outras escolhas
ter atitudes condizentes
Quer tentar mudar
mas não sai da cômoda escuridão
o agora está aí, e ela se assusta
o tempo passa, as horas se vão
Cerca-se de estranhos
porque cansou de ser única
sente o peso de uma decisão
não admite ser mais uma miúda
Saindo das sombras
tão serena e firme
todos os olhos conversam entre eles
Não a julge, não a subestime!
Amor è uma chama que começa pequena e cresce na presença e na ausença, no olhar e no silencio do olhar e com o tempo ela se desevolve.
Sonho que se sonha só...
Em um local rotineiro de uma pequena cidade parece que existe uma festa, muitos convidados, alguns amigos, outros conhecidos, pessoas das mais diversas classes com seus pensamentos atônitos sobre os mais diversos assuntos, todos presentes seguindo um único proposito.
Numa área central de um grande salão, pouco mais para o lado, ainda ao chão, à frente de um palco, dá pra ver uma mesa muito bem arrumada, não é muito grande, nela um arranjo de flores sobre uma toalha branca, um balde de gelo com alguma bebida provavelmente cara mas com uma aparência em tons pasteis, esperando por algo, como uma criança esperançosa a espera de algo mágico, logo ao lado duas taças transparentes refretem uma luz baixa que vêm de traz, um telão á frente com um ponto branco no meio, ao redor um grande quadrado preto refletindo sobre a tela.
Como num passe de mágica todas as pessoas alí presentes acendem pequenas velas e fazem um semi-circulo em volta desta mesa, ficando todas ao alcance dos olhos para o que está para acontecer, ninguem entende até que sutilmente duas pessoas se aproximam da mesa, ela com um vestido branco e flores nos cabelos, ele com um terno preto sobre uma camisa branca muito bem abotoada, uma leve música começa a tocar, com seu início baixo e doce de um som instrumental, o som aumenta e uma voz rouca diz a primeira frase dos versos da música, se inicia com a palavra "alegria"... é uma música em francês, espanhol ou algo do gênero, poucos entendem a letra ao inicio, mas ao passar das estrofes todos entendem o que aquelas doces palavras querem dizer...
"alegria, como o início de uma vida, alegria, como o doce sentimento de amar, como um palhaço que grita alegria, como uma rainha e suas jóias... serena... alegria"
Com seu terno preto muito bem vestido ele se aproxima de sua recém esposa, ela ainda não entendendo direito o que está acontecendo, aceita aquele momento como um jesto de carinho, estende a mão e olha nos olhos de seu companheiro, entende que aquilo é apenas o início de muitos dias que estão por vir, levemente olha para os lados, vê suas amigas, sua família, com velas nas mãos e lágrimas de felicidade nos olhares, seu rosto se curva novamente para frente, agora, enquanto seu marido prepara as taças com um suave champagne antecipando um brinde, ela começa a olhar seus melhores momentos registrados para o sempre passando na sua frente naquela tela muito bem posicionada, como se sua vida até ali estivesse preste as recomeçar, junto daquela mulher de flores no cabelo, todos vivem aquele momento como o início de uma nova jornada, os idosos, as crianças, as mães, as futuras mães, até mesmo os convidados mais distantes.
Ao passar da música, em sua progressão natural, como se fosse combinado, um amigo muito íntimo se aproxima com um lindo ramo de flores, entrega ao noivo, eles se abraçam, passam por um breve momento de felicitações e ele, com seu amigo voltando para o semi-circulo se vira olhando nos olhos de sua noiva, agora esposa, oferece as flores movendo suas mãos lentamente em sua direção, os dois com lágrimas nos olhos trocam olhares que significam mais do que mil palavras, entendem que estão ali porque queriam estar, esqueceram todas as brigas, os desentendimentos e a felicidade toma conta do ambiente, ela lentamente posiciona suas mãos sobre os ombros do marido, seus rostos praticamente se tocam em uma dança um pouco fora de compasso, mas que significa serenidade, amor, compreenção, alegria... como um raio de felicidade que vêm acompanhando seus sonhos desde o início.
Com um solo muito aconchegante de um violino mágico a musica vai desaparecendo e agora todos estão proximos e unidos para aquele momento especial, o mundo agora é de alegria e como se fosse uma historia, o sentimento de felizes para sempre foi sentido, naquele momento, não somente pelo casal que tem tanto pela frente, mas sim pela sinergia de todos os presentes. Todos emocionados desejam viver melhor a partir daquele momento.
03:43 da madrugada, os olhos se abrem, era mais um sonho, aquela noite para aquele garoto que já havia passado dos trinta anos de idade tinha sido difícil, seu dia cheio de tarefas havia exigido muito de seu eu, os pensamentos misturados sobre uma vida que já havia vivido se confrontavam com momentos que ainda poderiam acontecer, mas a realidade batia à sua porta como os sons dos lobos em uma noite de luar vindo atravez dos ventos gelados do inverno, os minutos passavam rápido, seu calor estava ainda adormecido, sentia frio e momentos de solidão pairavam sobre sua mente como fantasmas assombrando um cemitério, seu sono era substituído por inúmeros pensamentos, sua noite havia acabado e um novo dia começado..
Seu companheiro, um litro de conhaque barato o fazia companhia, aquele sonho não saia de sua cabeça, aquela música, era como um circo maravilhoso, cheio de pessoas encantadas com um número jamais visto sobre a terra, parecia que todos se emocionavam com cada gesto, cada movimento, cada segundo, interminável e ao mesmo tempo tão veloz.
Diga a ela, essa era a voz em sua imaginação, será que ela sabe onde estou, será que sabe quem eu realmente sou, ou será que sabe que estou só?
Assim como a luz da lua naquela noite fria continuava a caminhar sobre seu ambiente a realidade acabava por ficar cada vez mais clara, era mais uma noite que acordara na madrugada imaginando algo que queria ter, procurando respostas, esperando, despresando o tempo, sem mais ter onde ir.. Será que ainda teria que esperar? Será que aquela criança conseguiria ver a magia acontecer perante seus olhos?
O sol está prestes a nascer, uma roupa qualquer que seja confortável e ao mesmo tempo bem vista estava a espera por mais um dia, mais dezenas de voltas no ponteiro de um relógio velho de pulso, era apenas mais um dia, onde muitas coisas acontecem ou deixam de acontecer.
A realidade havia chego como um raio em um dia de tempestade, lindo e destruidor, apenas mais um dia, a esperança está quase morta, apenas o desejo resiste, seus olhos ele fecha, mas os dela estão abertos, ele achara que havia chego tão perto, mas agora vê, que no fim ele amou não somente por sí, mas pelos dois.
Foi quando a noite chegou e o sono apareceu, novamente repousa em seu quarto, só, esperando por não sonhar esta noite.
Beijos amargos de uma amarga vida, dizem à boca pequena, que não existe poema, que dê jeito em sua rima.
Aprende pequena
O mundo nem sempre roda do jeito que a gente quer
No mundo esse é o grande dilema.
Mas se acalma tudo que vem um dia volta de forma serena
Aquela injustiça se torna coerência
E aqueles que faltaram com sinceridade
Um dia serão pegos de surpresa.
Agora aqueles que a vida é mole se tornam
Menores que nosso problema
E conosco que a vida foi dura
Se tornamos tão grande quando a nossa própria sinceridade e competência
D.N.
E então, a pequena Alice se cansou do salto, colocou um tênis e foi andar de skate.
Tchau Alice!
- Página, Alice no país das realidades.
É pequena, a vida é feita de textos clichês que jamais irão acabar, e o incrível é que todas essas palavras clichês são as que mais nos descrevem.
Onde se perdeu o amor?
Esta naquele café inacabado?
Naquela pequena flor?
Esta na poesia que fiz no telhado?
No olhar daquela pequena pessoa?
Esta embaixo na cama?
No sol, no céu ou na garoa?
Escondido embaixo da lama?
Ontem tinha amor? Leve e solto,
Naquele abraço que lhe dei?
Talvez na vontade de dar-lhe outro...
Talvez em tudo que pensei.
Quando a vi ali na chuva,
Havia algum amor ali?
Minha vista é turva,
Juro que não a vi...
Onde está o amor agora?
Tomando seu café até o fim?
Pisando nas flores do canteiro?
Quem fala de amor a essa hora,
É louco, poeta ou algo assim,
Mas, falar de amor assim, alegra o dia inteiro.
O tempo me mostrou que deste pequena a amizade pode se formar assim como a nossa que veio do berço de ouro!
Bom mesmo é poder seguir em frente por um caminho abençoado, uma mala pequena, o coração leve e a mente renovada.
Apenas uma lágrima é suficiente para demostrar todo sentimento que sinto por vc,pq por mas pequena que ela seja, foi criada por um enorme amor.
Medo, uma palavra tão pequena que tem o poder de nos fazer perder o que poderíamos facilmente ganhar.
Eu te dou asas meu bem,
Para que voe em cada mudança de estação,
Eu te dou sonhos minha pequena,
Para que neles tu guardes a tua esperança,
Disfarçada de canto,
Soada pelo balançar nas pontas das tuas asas,
E coberta pelo doce ânseio de ser feliz,
Seja o que quiser ser, como quiser, mas seja livre,
Com teus milhares de sorrisos, que me achem de vida,
Para que andando como o vento, através das nuvens,
Possamos juntos beijar os céus.
Todo dia eu vivo uma mudança, as vezes pequena, outras vezes grande o bastante para se notar... e nunca serei como antes.
