Pequena Menina dos Olhos Castanhos
Pai
Aquele que pequena chamava de paizão, papai, paizinho
Aquele que pequena achava o máximo
Aquele que pequena considerava como super-homem
Quando estava lá a chorar, era ele que vinha a me acalentar
Quando estava lá triste, era ele que vinha a me agraciar
Quando estava lá a querer, sonhar e desejar algo, era ele que vinha a me realizar
Em tudo que pensava
Em tudo que desejava
Em tudo que sonhava
Nem bastava piscar que já ia estar lá pronto para me dar
Mas o tempo começou a passar
O trabalho ao lhe dominar
E a filha ao lhe tirar
E cada vez mais que o tempo passava
Ele foi perdendo a sua identidade
Se tornou frio, chato e amargo
Aquele que conhecia, passei a desconhecer
E o que lhe era demais importante estava sendo tirado por ele próprio
O amor paternal
Com isso aos poucos fui crescendo
Aos poucos fui amadurecendo
Aos poucos cheguei a uma fase incontrolável
Como ele dizia
Mas não era incontrolável
Isso só era para ele
Pois ele ficou intolerável e dispensável
Se estivesse parado um pouco para me reparar
Se estivesse parado um pouco para me olhar
Se estivesse parado um pouco para me observar
Você ia ver que estava a te esperar
Só tentava chamar a sua atenção para você voltar a me amar
Fazia o que fazia para você me notar
Mas de nada adiantava
Só lhe digo que tentei, mas a sua ganância falou mais alto
E deixou o seu bem mais precioso lá sozinho
No canto da janela a te esperar quem sabe um dia ira se tocar
Então a única coisa que me resta é pensar no filho que um dia haverei de ter
E que nada nesse mundo irá nos separar
Pois erro como o seu não tem como tolerar
Por isso eu lhe digo jamais eu irei blefar
E caso me aconteça, desculpas eu irei dar
Mas tirar meu filho, ninguém vai me tirar
O amor é uma palavra bem pequena e bem fácil de ser dita, mas essa palavrinha quando é exercida na vida se torna de fato uma grande palavra.
Quando pequena achava que o mundo era cor-de-rosa.
Depois, um pouco maior, ainda insistia em acreditar que o mundo era cor-de-rosa, mas HOJE, por mais que queira acreditar que o mundo ainda seja cor-de-rosa, as únicas cores que consigo enxergar são o preto e o branco, o branco e o preto...
Saudades.
Hoje sinto falta da minha pequena,
Mas não tenho dó nem pena.
Nao soube dar o valor merecido,
E hoje assumo o que foi por mim esquecido.
Um amor se cuida com atenção e carinho,
A falta destes adjetivos lhe farão colher espinho.
Escuridão
Pequena porta
por onde passa
uma velha encurvada e torta.
Pequena porta
do outro lado, a velha visita
sua neta morta.
A nossa vida é como o fogo...
Comessamos como uma pequena chama, continuamos crescendo e ganhando forças, chega a hora que encontramos outra chama e ai nos juntamos e ficamos mais fortes...
Até que formamos um incêndio...
Mas ai chega a hora que viramos cinzas.
E tudo se apaga.
"Uma gota dágua não mudará o volume do oceano, mas uma pequena atitude pode até mudar a sua vida para sempre!"
Ei, pequena. Levanta daí, para de chorar. Busque novas coisas, novos caminhos, novas pessoas… Pessoas de verdade, com toda fibra e fé! Não se deixe abater, não se deixe levar. Viva cada segundo da vida como se fosse ultimo. Erre, e erre de novo se poder, por que é só assim que você aprende a ser forte.
Eu não entendo uma hora eu acho que ta tudo bem, mais tem que existir sempre uma pequena palavra pra me deixar assim de coração partido!
Prefiro cortar a árvore podre pela raiz enquanto ainda pequena, antes q ela cresça e possa danificar o que está a sua volta!
Mistério: Numa pequena estradinha de terra, aos cinco anos de idade saí da escola ao caminho pra casa da Vovó, levei um susto quando um homem com aparência de escravo, apenas de calças amarradas pelo joelho de olhos vermelhos me falou: -Espera menino, eu te levo lá, eu sei onde está o ouro! Respondi: -Minha Mãe não deixa eu ir! Saí correndo, quando olhei para trás, do nada o escravo desapareceu no ar!
Mãe
Mãe...
Palavra mais doce de se falar,
Mas também de se ouvir.
Palavra tão pequena
E tão grande em sentimentos.
Mãe...
Só conjuga o verbo amar.
Porque é o que sabe sentir.
Carrega sua cria como uma pena.
Mesmo pesada, supera os sofrimentos.
Mãe...
Tem o colo mais quente para se ficar,
E é o melhor lugar para se dormir.
Você que nunca sai de cena,
Merece todo aplauso pelos seus méritos.
Sempre existirá uma minoria? E por incrível que pareça essa minoria não é pequena, da onde vem então essa expressão? Vem sim da minoria que quer diminuir o que é comum, e só não é mais comum, por ser visto de maneira distorcida. Deveríamos nos firmar no desigual já que é tão rico o plural que forma-se do singular!
A professora que não mordia
Lá, numa pequena cidade no Sul do país, num minúsculo bairro, em uma escola miúda,com um pequeno número de professores, com pouquíssimos recursos, uma professora brava, sempre irritada; cansada de seu trabalho, desgastada pela carga que há anos lhe pesa sobre os ombros.
Por causa do desgaste ela sempre desconta a sua ira em alguém. Hoje a vítima foi a merendeira. Dona Nilda, como é chamada a professora, queria uma xícara para beber café.
Como já se sentia postergada quanto ao horário de ir à sala, proferiu seus impropérios, e, com palavras que não consigo escrever, porque estão todas no aumentativo, maltratou a coitadinha da Dirce. Depois pediu desculpas, disse que estava nervosa. Mas todos sabem que ela o faz rotineiramente. Ela sempre maltrata as pessoas e depois dá uma de vítima. Aí vem e pede desculpas, e age como se nada tivesse acontecido.
Hoje ela ultrapassou os limites. Sempre me dói muito observar a forma que ela trata aquele menino lá do outro canto da sala; ela grita muito com ele, de forma agressiva, embora seja muito quieto. Hoje ela perdeu toda a paciência, e, quando eu olhei para o menino, ele estava vermelho, parecia um pimentão, os cabelos arrepiados de tanto ele mesmo puxar. Os gritos da professora Nilda ecoavam por toda a escola, e, a cada grito eu sentia mais medo, imaginava-me no lugar daquele menino, que já tinha dificuldade quanto a assimilação, e
com os gritos, tenho certeza que os ecos não o permitem dormir. Na hora eu tremia todo, temia que um daqueles gritos passasse perto de mim, afinal, até agora tenho visto a impaciência da professora, e imagino que, caso eu erre, ela não pensará duas vezes antes de gritar perto dos meus ouvidos.
Eu nunca falei com ela, nunca ousei encará-la. Meu medo nunca permitiu. Na hora de ir ao banheiro, sempre espero por um descuido dela, saio de fininho, corro parecendo um fugitivo policial, fico em silêncio pelo corredor para não chamar a atenção de ninguém, infelizmente não tenho um amigo que me dê cobertura enquanto fujo. No retorno, venho em silêncio, espero por um novo descuido, e entro para o meu lugar, como se nada tivesse acontecido.
Nessa hora, geralmente ela está de costas. Ainda bem que não usa óculos. Não há riscos de me ver refletido nas lentes. Hoje ela está terrível, e eu, apertado. Os gritos dela não cessam. Em um momento de tensão ela deu um murro na mesa, e xingou alguém. Eu não sei a quem, mas ouvi, ela xingou!
Esperei o descuido, não aguentava mais. A necessidade de ir ao banheiro era muito grande. Então, preparei-me para fazer-me um ninja. E ela começou a escrever no quadro.
Chegou a hora de agir. Mas ao chegar na porta os braços dela, enormes, me alcançaram, me seguraram na altura dos cotovelos.
-Opa!!! Onde o senhor pensa que vai?- Ela perguntou olhando nos meus olhos, eu, pela primeira vez na vida olhei para ela.
-Vou ao banheiro. Respondi com voz quase inaudível. -Ao que ela me disse:
- Precisa pedir. Não há que ter medo. Dessa vez você vai, mas na próxima vez terá que falar comigo, eu não mordo...
Olhei bem, e pensei comigo:- Só falta morder agora; se está difícil aguentar os gritos, imagine uma mordida.
Na pequena vila, perto do mar, tem um ditado muito antigo que diz: “Quem tanto pede o que lhe pertence, assim o mundo convence.”
