Pequena Menina dos Olhos Castanhos
Qual o poder dos corações endurecidos?!
Quanto egoísmo e ódio armazenado numa pequena válvula que carrega enormes corpos.
Se faz urgente acordarmos desta letargia...
O Orgulho é um sentimento complicado.
Leva-nos por vezes a trocar uma pequena discussão ou desavença por um sem número de momentos bons e memoráveis.
Em uma terra longínqua, havia uma pequena cidade. Cidade que tinha várias pessoas e que tinha várias casas. Em meio a estas casas havia uma que ao longe saltava aos olhos. Era a única sem cor, porém a que tinha mais flores.
Nesta velha casa sem cor e visitada por poucos morava uma velha. Velha que se alimentava de brotos e bebia os raios do sol. Todo o dia saia à noite para apreciar as estrelas. Necessitava das estrelas. Acreditava que as mais bonitas e cintilantes eram pessoas queridas que tinham lhe deixado. Seus dias passavam, as horas corriam e tudo permanecia inerte. E pensar que anos atrás sua casa era cheia de filhos, de amigos e de luzes que cresceram e dissiparam dela como a sua mocidade.
O relógio marcava três, quatro, cinco horas e a velha olhava. Olhava mais não via. Sentada em sua cadeira aquecia-se com suas lembranças. Lembrou de sua infância de seu casamento, de seu primeiro filho. Lembrou dos sentimentos eufóricos de outrora, lembrou… Apenas lembrou.
Adormeceu assim nas terras de sua memória. Viu-se jovem novamente, os filhos pequenos pedindo-lhe amor. E ela vos dava amor e recebia amor. O marido fazendo-lhe surpresas, os amigos reunidos em dias de feriado, o velho pôquer na sala de jantar. De repente todas as chaminhas se foram apagando; o calor também partiria. Ela expirou.
Uma pequena taça de vinho quase vazia, marcada de batom barato e gosto amargo, dá tom, ao fundo uma velha vitrola empoeirada ainda repete o refrão, no meu peito ferido ainda vive saudade e solidão.
Dedique tudo a Deus com aquela pequena oração que Ele lhe inspirar, ou com palavras de acordo com seus pensamentos e desejos e de qualquer outro jeito; e assim agindo, pensando ou executando suas atividades, eleve frequentemente seu pensamento a Deus.
A vida é tão pequena e tão frágil e tão rápida! Às vezes, não dá chances para tentar de novo.
Enquanto eu gasto tempo me comparando ao outro, querendo ser o que não sou, modulando mil mentiras para ocultar a verdade, MEU AMIGO, a vida passa! Depressa, desesperada, desenfreada e sem dó e piedade; deixando no caminho apenas uma bela ou triste: Saudade.
Tarde demais é uma palavra muito pequena para preencher, por menor que seja, qualquer aresta de vida.
↠ Flor de salsa ↞
Pequena flor a desabrochar
entre o verde, a cor alva
branca, como o branco do olhar,
fez-se sensível para ressalva
em rima graciosa,
da parte exótica da salsa.
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Mirrada plantinha,
no vaso da janela… dava graça
outrora: a sementinha,
agora: pétala que se desfaça
na fina erva flor de salsa.
Se você não é capaz de agradecer a Deus por cada pequena bênção diária que recebe, o que te faz pensar que as grandes virão?
Amar, uma palavra tão pequena, mas que porta um significado que pode mudar a vida de alguém. Eu poderia no momento comparar amar com muitas palavras, mas acho que a palavra que se encaixa melhor no momento, é medo.
Para se expressar melhor, eu diria, medo de amar.
Acho que todos concordam que amar é complicado, traz uma continua sensação de liberdade, que pode, ou não, ser arrancada brutalmente de você, te trazendo traumas, inseguranças, bloqueios emocionais, enfim, muitas coisas, e principalmente, medo de finalmente conseguir amar de novo e ser quebrado.
Sem dúvidas a melhor sensação é amar pela primeira vez, talvez, até a sensação mais sincera. Mas, nada é sincero por completo, amar é um caminho de decepções que te levam até o final do arco íris. Mas será que vale a pena se quebrar tantas vezes para que, talvez, você chegue, em pedaços, em algo bom, porem temporário?
Isso é uma pergunta que, infelizmente, nem um ser humano será capaz de responder.
O solo, por muito tempo adormecido, vai despertar, e a pequena grama vai se reerguer em meio às folhas secas, queimadas pelo frio.
Hoje observei uma borboleta voando alto no céu
Ainda que pequena, bem pequena, ela tinha o poder de colorir tudo em sua volta
Fiquei pensando que algumas pessoas em nossa vida são como as borboletas bem coloridas
As suas asas tem mania de transbordar os casulos por onde passa, brotando essência e esperança
O seu olhar tem a capacidade de nos enxergar sem pressa, de nos sentir, de nos cuidar... enxergando os avessos mais profundos de nossa alma.
As suas cores transformam as noites nubladas em dias ensolarados
Pessoas borboletas nos faz lembrar que a primavera brota logo depois das tempestades
Nos ensinam que as estações sempre hão de mudar
Que a vida é caminho que se começa há muito tempo
Que dias bons chegam e ficam, e que os dias ruins vão, mas sempre nos ensinam
Pessoas borboletas nos relembram do nosso tamanho, da nossa beleza, dos nossos sonhos
Nos faz sentir que os nossos passos seguem acompanhados mesmo quando caminhamos sós
Pessoas borboletas dividem o choro, a dor, enxuga as lágrimas
Dividem o colo, as histórias, os medos
Dividem as asas quando esquecemos que sabemos voar
E acima de tudo dividem o seu tempo
Ao lado das pessoas borboletas a vida fica mais leve, mais bonita, mais vida
Sentimos o cuidado no olhar, o afeto nos pequenos gestos, nas pequenas coisas
Não há definição de amor que pareça mais bonita do que essa
A sua beleza ultrapassa o mundo das coisas, do dinheiro, do poder
E nos alcança por dentro
Pessoas borboletas são raras
E muito caras
Repito
Raras
Caras
Repara
Quando mudamos o nosso destino por dar ouvidos a uma pequena onda ou a um pseudo senhor da paz somos covardes; covardes por não ousar-mos buscar a felicidade...
Amor uma palavra tão pequena,mas que pode ser dita a todo o momento,mas pouco sentida na realidade.
