Pensadores Alemães
"As representações do mundo nada mais são que minhas próprias criações; sendo as crenças coletivas, evidências da manada, são a face do mundo transcendental, no qual as relações humanas, incluso nossa liberdade intrínseca, constituem apenas meros desejos perversos da nossa mente."
5 Sentidos
Morei dentro de uma casa
Onde não percebia que estava sozinha
O tempo passava.... E com Ele eu percebi também estava ficando Muda
Mesmo quando gritava
E os gritos eram tão ensurdecedores que aprendi a ignorá-los com o tempo
Domestiquei tanto o olhar
Ao ponto de ficar cega
E Agora? Muda e cega.
E a única coisa que ainda podia fazer era gritar, pra Eu ter a certeza que ainda estava ali
Resolvi então escutar os gritos como um pedido de socorro e não como loucura que acostumei a ignorar e conviver
E quanto a solidão da casa?
Ela morreu de fome por falta de comida.
Brilha, brilha estrelinha,
Lá no céu pequenininha.
Quando o sol for descansar e seu brilho então parar.
Sua luz irá brilhar e a noite iluminar.
Brilha, brilha estrelinha,
Lá no céu pequenininha.
E quem no escuro está, a sua luz irá guiar.
Antes não podia ver, o caminho a percorrer.
Brilha, brilha estrelinha,
Lá no céu pequenininha,
Cintilante brilhas tu,
Dando cor ao céu azul.
Olha só repare bem,
Já dormiu o meu neném.
Brilha, brilha estrelinha,
Lá no céu pequenininha,
Deus abençoe filho amado, seus pais querem-o cuidado
Outro dia logo vem, acordar digo amém!
Assim, foi o primeiro filósofo a olhar impulsos e sentimentos a partir de dentro, e pelo resto da vida escreveu muito sobre as preocupações interiores: sexo, amor, morte, sonhos, sofrimento, religião, suicídio, relações com os outros, vaidade, auto-estima. Mais que qualquer outro filósofo, ele tratou daqueles impulsos sombrios que ficam lá no fundo, que não suportamos encarar e por isso precisamos reprimir.
Quer dizer anular completamente a vontade. Aceitar que nossa natureza mais íntima é uma luta implacável, que esse sofrimento está em nós desde o começo, e que somos condenados por nossa própria na tureza. Quer dizer que precisamos primeiro entender o nada essencial desse mundo de ilusão e depois procurar uma forma de negar a vontade. Schopenhauer fez evitando o mundo do desejo.
Quando eu tinha trinta anos, estava cansado e aborrecido por ter de considerar iguais a mim pessoas que nada tinham a ver comigo. Como um gato que, quando pequeno, brinca com bolinhas de papel porque acha que são vivas e parecem com ele, assim me sinto em relação aos bípedes.
Todo mundo sabe que a vida é uma sucessão de perdas, mas poucos sabem que uma das piores perdas que nos aguardam nas décadas finais é dormir mal. Julius sabia muito bem disso. Suas noites consistiam num leve cochilo que quase nunca chegava a um profundo e abençoado sono em frequência delta, interrompido por tantos despertares que ele muitas vezes temia se deitar. Como tantos insones, acordava achando que tinha dormido menos horas do que dormiu, ou que passou a noite acordado. Em geral, só conseguia se convencer de que tinha dormido revendo o que pensou à noite e percebendo que, acordado, não pensaria coisas tão estranhas e irracionais.
Quanto mais ele ama, mais sofre com cada golpe dado pela mão que um dia amou. (...) você se distanciou de mim: sua desconfiança, as críticas que fez sobre minha vida, meus amigos, seu comportamento incoerente comigo, sua raiva das mulheres, seu descaso em querer me agradar, sua cobiça, tudo isso, e muito mais, faz com que você seja uma pessoa prejudicial para mim.
Nada mais consegue assustá-lo ou emocioná-lo. Ele cortou todos os milhares de fios da vontade que nos ligam ao mundo e nos puxam para a frente e para trás (cheios de ansiedade, carência, raiva e medo), num sofrimento constante. Sorri e olha calmamente para trás, para a ilusão do mundo, indiferente como um jogador de xadrez no final de uma partida.
Se concedessem ao homem uma vida eterna, sentiria tanta repugnância por ela que acabaria desejando a morte, farto da imutabilidade de seu caráter e de seu ilimitado entendimento.
Nada vive, que fosse digno de tuas emoções, e a Terra não merece um só suspiro. Dor e tédio é o nosso ser e o mundo é lodo - nada mais. Aquieta-te
"Se acreditamos que a cultura deve ter uma utilidade, logo começamos a confundir a utilidade com a cultura."
(...) Na maturidade da vida e da razão, sobrevém ao indivíduo o sentimento de que seu pai errou ao gerá-lo.
Há principalmente duas coisas que suscitam nos homens cuidados atentos e afetuosos: o fato de ser o único proprietário de uma coisa e a raridade da coisa possuída; raridade que torna esta coisa cara a seu proprietário.
Acaso sereis suficientemente filósofos para me fazer esta objeção? (...)
Escolhei a BOA solidão, a solidão livre, frívola e ligeira, aquela que vos dá o direito de permanecerdes bons, num sentido qualquer(...)
O cinismo é a única forma sob a qual as almas torpes tocam ao de leve no que se chama sinceridade. O homem superior deve apurar o ouvido perante qualquer variante do cinismo, felicitar-se de cada vez que ouve IDIOTICES do FARSANTE despudorado ou do sátiro científico (...)
Para um homem dotado de profundo pudor, os destinos e as decisões delicadas escolhem caminhos por onde poucos transitaram e de cuja existência nem os seus mais íntimos confidentes devem ter conhecimento(...)
Devemos livrar-nos do mal gosto de querermos estar de acordo com muitos(...)
Aquilo que pode ser comum tem sempre pouco valor. Em última instância tudo deve ser como é e sempre foi. As coisas grandes estão reservadas para os grandes, os abismos para os profundos, as delicadezas e os arrepios para as almas delicadas e, de um modo geral, tudo o que seja raro, para os raros.
