Pena eu Nao fazer parte do seu Mundo
Há ocasiões em que precisamos de um abraço, de umas palavras ou de um sorriso cúmplice, que nos faça sentir que ocupamos um pouquinho do mundo de alguém. Para quem vier comigo no meu caminhar, as vezes, não pela distância de quem a mede, mas na proximidade de quem a sente, quem lança palavras que procuram cruzar-se com as minhas, preenchendo assim os meus dias, sendo cúmplices do que penso, sinto e sonho, mesmo que em silêncio de um pensamento que existo, do desejo de ser feliz, de aventuras por viver, de experiências por sentir, Que sejam desenhados sorrisos e se apaguem todas as lágrimas, e no mundo de alguém, poder Viver sem desculpas nem limites.
Mesmo usando
todos os adjetivos
apreciativos de todos
os dicionários do mundo
nem um poeta seria capaz
de expressar a beleza
e a grandeza de uma mulher...
Me vi por um instante
em um outro mundo...
Ahhhh.. Sou assim!!!
As vezes me perco
entre pontos,
virgulas,
e imagens...
"Todos os grandes Gênios foram mal compreendidos porque estavam a frente de sua época...
Assim como os grandes ignorantes são compreendidos
por estarem arraigados em suas épocas".
O apontador de metralhadoras
Deleite em sangue e dor e lágrimas que caem e são sopradas pelo vento
para longe, para bem longe de qualquer sentimento minimamente humanizado.
Com rígidas metas a seguir, o apontador segue em auxílio à barbárie
a metralhadora arguida pelo furor de sua própria ira interna
embrutecida na contramão da vida, orienta seu caminho.
A alça de mira em 'colundria' com a massa de mira,
ambas corrompidas pelo gatilho ligeiro da expertise militar
que dá vida aos projéteis lançados lentamente ao ar, feito plumas ao vento
higieniza toda a humanidade existente naquele lugar,
'desaprisionando' o grito aprisionado no peito
que o enche de adrenalina para guerrear
e também o comove, o entristece e o faz chorar.
Depois dos gritos de medo e pedidos de clemência, o tiro de misericórdia.
Os olhos se fecham e o brilho latente da retina se encerra
assim como se encerra a luminescência dentro de uma lâmpada,
quando se queima.
Faz-se um breve silêncio entre o instante imediatamente posterior ao disparo fatal
e o instante em que já sem vida,
o corpo percorre o trajeto da queda de sua própria altura
e encontra o chão duro e ressecado pelo sol forte que o castiga diariamente.
O som ensurdecedor do silêncio que se propaga após a queda do corpo no chão à sua frente
o faz perceber que a guerra que luta agora, nunca foi a sua própria guerra
foi sempre a guerra de outros,
justificada por motivos que ele jamais soube explicar.
E que os sujeitos por ele subjugados são na verdade,
tão inocentes quanto ele próprio.
E em meio a tantas agruras,
ele percebe que a criança que ergue as mãos em sinal de rendimento
o faz por não ter escolha,
por não ter também uma metralhadora, ou um fuzil
com mira a lazer e pente de munição letal reserva,
como a que traz consigo pendurada no ombro esquerdo
em um coldre de couro desbotado e sujo de sangue.
O que ele não percebe é o quanto essa batalha lhe faz mal
o quanto cada corpo caído no chão, sujo de sangue e de terra vai pesar em sua consciência
quando enfim parar de puxar o gatilho sem pensar no porque o faz.
O mundo julga sem dó. Se preocupa com a aparência e o vestimenta. Olham o físico e esquecem a alma. E mentir é quase cotidiano, iniquidade e maldade. Amor se tornou único e não se fala mais disso. A verdade tem que ter fatos falseáveis. Cada um é conformado que cada ser ter sua opinião. E viver é esquecer de que sobreviver é diferente. E esquecer ou deixar pra lá é obrigação de todo sem exceção. A luz é considerada trevas; as trevas são consideradas como luz. E a dificuldade é ruim; e a bonança é bom. Ou há regras ou há corrupções; mas nada de exceções. E o desejo seu é obrigação de seu filho. E viver de pouco é ruim. E se acha que critico o que há de errado nesse mundo, não! É bom, afinal, teria graça se fosse fácil?
Envolvemos nosso mundo violento e misterioso num pretenso conhecimento. Embrulhamos os vácuos de nossa compreensão com ciência ou religião, e passamos a acreditar que a ordem foi imposta. E, na maior parte do tempo, a ficção funciona. Roçamos a superfície, ignorando as profundezas. Somos libélulas voando sobre um lago, com quilômetros de profundidade, perseguindo caminhos erráticos atrás de causas sem sentido. Até quele momento quando algo vindo do frio desconhecido vem à tona atrás de nós.
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