Pena eu Nao fazer parte do seu Mundo
Quando você diz que não é capaz de mudar alguma coisa é o sinal de que sua mente está aprisionada. O que você não descobriu é que você pode mudar a si mesmo. E ao libertar sua própria mente vai descobrir que tem um exército de mudanças ao seu redor. Não existe uma guerra física, ela é apenas mental. Não é preciso disparar contra ninguém. Basta abrir a jaula onde você se mantém. A chave está com você.
As vezes é preciso fechar o livro. Não se trata de apenas virar uma página. A história já acabou e por mais que tenha sido uma linda história. Ela vai ficar lá. Num lugar mágico e especial. Nossa memória.
Não dá para ficar voltando algumas páginas para dar a impressão que não acabou. Sentir o gostinho. Aceite. Foi bom, mas se foi.
Com esta compreensão teremos que começar um novo livro. Um que o final esteja longe de chegar e com as páginas em branco para que possamos escrever da forma que quisermos.
E no final se não tiver sido do jeito que queríamos. E daí? Escreva outra história. Quantas forem preciso. Afinal é a sua história.
As aparências não enganam mais senão ao próprio enganador. Ele acredita tanto que vive num patamar bem acima da realidade que não mais importa a sensatez de um equilíbrio emocional e financeiro. A verdadeira preocupação é com o que menos importa: O que pensam ou não de nós mesmos. Eu prefiro ouvir minha própria consciência.
Não há terra onde prospere como nesta a flora dos sem-ofício e dos parasitas que não trabalham. Esses sujeitinhos vestem bem, dormem bem, chegam a ter opiniões, sistema moral, ideias políticas. Ninguém lhes pergunta a fonte inexplicável do seu dinheiro.
“Toda solução é enigma de um problema, portanto não há modo simples para resolver problema complexo. Uma adptação de Descartes”
Pois sou humano
Não me fales de angústias
nem de medos, pois sou humano
não me fales de equívocos
e desengano, pois sou humano…
Não me fales de dores, de cabeça
ou de consciência, de insônias
ou de sonhos abortados,
pois sou humano.
Não me fales de desejos secretos
ou de esperanças vãs, pois, como tu,
nasci chorando, assustado
com a face tenebrosa da incerteza.
Não me fales da miséria cultural
que nós herdamos, pois
dela me alimento todos os dias
e repito os enganos dos meus pais.
Não me fales do futuro que me espreita,
como uma hiena pronta a estrangular
os sonhos das crianças, pois já fui criança,
reconheço muito bem o meu passado.
Não me fales da estupidez dos homens
que mesmo amando às vezes matam
ou da meiguice virtuosa das mulheres
que por amor fingem tanto e nos maltratam.
Não me fales da poesia da aurora
pois sou humano, quando devia ser poeta.
Não me fales dos enigmas que não queremos decifrar,
do medo da guerra que esquecemos,
se à noite é o dinheiro que nos impede de sonhar.
Não, não me fales destas coisas sem importância,
pois na vida, cedo ou tarde tudo perde a importância,
a convivência com a humanidade me fez indiferente,
insensível às dores do meu semelhante, todavia,
não me julgues, não me queiras mal,
pois afinal, eu sou humano.
A idiossincrasia do amor
o amor é inexplicável
assim o acreditam, homens e mulheres
que não conseguiram amar nem serem amados.
Os poetas também se enganaram neste respeito
e até hoje tentam descrever o amor que não conheceram
atribuem aos seu arquétipo de afeto invisível, à musa,
toda sua erudição obtusa, incognoscível, para descrever
um amor impossível, contudo, dela se quer ganharam um beijo.
O amor é inconstante, inconsciente
sem passado e sem presente
o amor não se revela nem se esconde
o amor é um mito, é tudo e nada
é sombra e claridade, às vezes escuridão
por vezes é angústia, cárcere, privação.
O amor pode ser destino, para outros escolha
amores em branco, túmulos de silêncio
porta de engano... o amor é discreto,
não se pronuncia onde não lhe chamam,
pode ser secreto, em seu simples plano
de acorrentar os deuses e de libertar gigantes.
Minha poesia
Minha poesia não é de fado
nem de medo, nem de tédio
minha poesia não é de hoje
aos que dela se alimenta
não trás culpa nem remédio
Minha poesia é riso ao que chora
minha poesia nunca foi despedida
minha poesia, inoportunamente fica
quando lhe pedem pra ir embora.
Minha poesia não é de angústia
nem de saudade dolorida
minha poesia vislumbrar o futuro
se agarra ao presente e dele suga vida.
São nos pequenos gestos que se revelam as personalidades, meiguice e ternura não são atributos invisíveis da alma humana
Não habitamos em casas simples nem em palácios suntuosos, habitamos, portanto, com toda nossa bagagem existencial, em nossa memória, e é para lá que sempre voltamos e encontramos conforto e segurança.
Ao menino que me faz voltar no tempo.
Posso sofrer a relembrar o passado
mas não posso evitar esta viagem
uma árvore não pode florescer nem dar fruto
se não tiver consciência física das suas raízes.
Antes da maturidade poucos homens
têm necessidade de voltar às suas origens
talvez por ingratidão gratuita ou receio
de encontrar sua verdadeira essência.
Vejo chegar, quase que diariamente
reminiscencias do que fui, nostalgia cara
que não raro me custam lágrimas
outras vezes parto e poesia.
Assim hoje penso, ninguém pode viver
alheio aos atos e fatos pretéritos
o menino que fui produziu o homem que sou
e este homem não viverá se ignorar suas raízes.
Lá neste passado onde mora o presente
encontro só lembranças luminosas
são referências, seivas que me formaram
proteínas espirituais que ainda me alimentam.
Para Josivaldo Bezerra, o menino que me fez
voltar no tempo.
Enquanto aqui vivermos, seremos aquilo que os homens pensam sobre nós, não podemos impor uma imagem ideal do que somos de fato. Ninguém sabe verdadeiramente quem somos, apenas nós reconhecemos e sabemos do homem interior que formatamos dia a dia.
Não pretendo causar espanto com o que escrevo, são apenas ideias, teses que não se podem comprovar com palavras.
“O crepúsculo dos sons
O Brasil empobrece a cada ano
não se escuta mais músicas nas esquinas,
o show da praça emudeceu.
As guitarras de Armandinho e Dodô
silenciaram.
A tropicália de Canô
envelheceu...
Caetano, Djavan, Bethânia e Gil,
a bossa de João encantos mil.
A onde foi morar parar a poesia
do canto de vitória e de folia
dos ricos acordes de harmonia...
A lira do Orfeu tá Bahia.”
―Evan Do Carmo
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