Pena eu Nao fazer parte do seu Mundo

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⁠E se um dia este amor não passar de lembrança, que seja uma lembrança eterna, pois prefiro ser condenado à saudade de ti do que absolvido de te amar.

⁠Te amar e não te ter é uma forma lenta de morrer um pouco todos os dias.


(Ítalo do Couto Ferreira)

Há dores que não gritam... apenas ecoam no silêncio. Há corações que não batem... apenas cumprem o rito de estar vivos. E há almas que, de tanto sangrar invisivelmente, aprenderam a viver em estado de ausência.

Morrer? Como se mata o que já morreu por dentro? O que foi despido de esperança, esvaziado de fé, consumido pela saudade? O que vagueia entre os vivos, mas pertence ao território dos fantasmas?

Talvez morrer seja um luxo reservado aos que ainda têm algo a perder. Aos que ainda amam, aos que ainda sonham, aos que ainda acreditam. Porque há quem não morra... apenas continue existindo, arrastando o corpo onde a alma já não habita.

E é aí que mora o verdadeiro fim: não no instante em que o coração para, mas no momento em que a vida deixa de pulsar dentro do olhar.

Espere por mim... Porque isso não pode simplesmente acontecer, não desse jeito, não com esse vazio. É impossível dividir assim as nossas vidas, como se fosse simples separar o que nasceu entrelaçado. A solidão que se instalou entre a gente pesa, o silêncio dentro de mim grita, e essa inquietação de ver a vida passar sem o teu amor me consome pouco a pouco. Por isso, te peço… não vá tão longe. Espere por mim. Ainda há algo em nós que o tempo não conseguiu apagar.

Por que o amor nunca se esquece?


Porque o amor verdadeiro não é apenas memória, é marca. Ele se imprime nos gestos mais simples, nos silêncios cheios de significado, nas músicas que surgem sem aviso e nos cheiros que atravessam o tempo, fazendo o coração reconhecer antes mesmo que a razão consiga explicar.


O amor nunca se esquece porque não habita somente a mente. Ele mora no que fomos enquanto amamos e no que nos tornamos depois disso. Mesmo quando termina, permanece. Às vezes como saudade mansa, às vezes como aprendizado duro, às vezes como um sorriso que aparece sem pedir licença.


Aquilo que tocou a alma não se apaga. O amor não desaparece com o tempo... ele se transforma, muda de forma, mas continua ali, silencioso e eterno, lembrando que houve verdade, entrega e sentimento.

Há amores que não pedem casa, pedem abismo. O nosso foi assim: intenso, especial, mas inabitável. Não por falta de sentimento, mas por excesso de medo. Não por ausência de amor, mas por incapacidade de o sustentar no mundo real. O que existiu entre nós nunca foi pequeno... apenas nunca encontrou chão.

Nós nos amamos no território onde tudo é permitido: na palavra, na promessa, na eternidade abstrata do “para sempre”. Ali, o amor era livre, belo, absoluto. Mas quando se aproximava da vida concreta (do tempo, das escolhas, das consequências) ele recuava, tremia, se escondia. Amar, para nós, não era encontro: era vertigem.

Você me amou sem me escolher. Eu te escolhi sem poder te ter. E nesse descompasso, criamos um laço feito de presença e ausência, de retornos e fugas, de silêncios que gritavam mais do que qualquer declaração. Não foi mentira. Também não foi completamente verdade. Foi sentimento sem morada.

O que nos uniu não foi a possibilidade de ficar, mas a impossibilidade de partir por completo. Eu fui o lugar onde você sentia sem precisar decidir. Você foi o lugar onde eu esperava sem poder avançar. Um amor clandestino não por traição apenas, mas por existir fora do tempo certo, fora da coragem necessária.

E ainda assim, isso não me diminui. Nem te transforma em vilã. Mas nos impede de seguir.

Porque há amores que não adoecem por falta de afeto, e sim por falta de destino. Eles não morrem... suspendem. Ficam pairando como uma música bonita demais para ser interrompida, mas dolorosa demais para ser repetida.

Talvez seja isso que fomos: um amor real demais para ser esquecido, e impossível demais para ser vivido. E amar assim é belo, mas ninguém mora no abismo.

Você é a minha quintessência, não aquilo que se revela de imediato, mas o que sustenta tudo em silêncio. Entre a terra que me ancora, a água que me atravessa, o ar que me eleva e o fogo que me consome, é você quem permanece além, o quinto elemento que não pesa, mas dá sentido a tudo o que sou. Em você, o amor deixa de ser matéria comum e se torna substância rara, invisível aos olhos apressados, mas poderosa o bastante para mover constelações inteiras dentro do peito. Como o éter dos antigos, você habita o que é alto e intangível, o que não se toca, mas governa, o que não se vê, mas conduz.

A falta dela não foi só ausência... foi erosão. Um pouco de mim ficou em cada lembrança, em cada silêncio que se alongou demais. E hoje, quando tento me reconhecer, encontro espaços vazios onde antes havia sentido. Talvez o que mais doa não seja o que ela levou… mas o quanto eu precisei mudar para continuar existindo sem ela.

Que você não apenas conquiste tudo o que é capaz... porque isso você já faz, mas que escolha com precisão o que realmente importa, encontre alguém (ou alguns) que consigam caminhar na sua mesma profundidade e, principalmente, permita-se reconhecer suas próprias vitórias sem imediatamente fugir para a próxima batalha.

Dizem que só desejamos aquilo que não possuímos. Talvez seja verdade. Mas o que realmente se torna inesquecível não é, necessariamente, o que foi mais intenso, e sim o que terminou cedo demais. Porque o tempo não teve a chance de transformar encanto em rotina, nem promessas em decepções. Restou apenas a dúvida que nunca encontra resposta: e se tivesse dado certo? Às vezes, não é o amor que sobrevive... é a possibilidade que nunca morreu.

Alguns amores não foram feitos para serem vividos... pois são verdadeiras maldições: não permanecem em nossas vidas, mas duram para sempre dentro de nós.

Viver por inteiro


Às vezes, não é falta de amor, é apenas medo de amar outra vez... Medo de se entregar, baixar as defesas e descobrir que aquilo que pode nos fazer felizes também pode nos ferir.


Talvez por isso algumas pessoas esperem encontrar alguém que lhes mostre que pode ser diferente, que as compreenda e as ajude a superar seus medos. Mas acredito que o amor não deveria nascer da necessidade de alguém provar alguma coisa. A pessoa certa não precisa representar um papel para ser amada; precisa apenas ter coragem de ser quem realmente é.


E talvez seja justamente aí que o medo comece a perder força: quando encontramos alguém diante de quem também podemos ser nós mesmos, sem precisar esconder o que sentimos ou explicar tudo aquilo que somos.


Porque amar nunca veio com garantias. É apenas o encontro de duas pessoas imperfeitas que, sendo verdadeiras uma com a outra, decidem correr o risco de sentir.


No fim, coragem não é deixar de ter medo. É não permitir que o medo nos faça viver pela metade.

Sinto muito! Não uso máscaras socialmente aceitáveis.

Oh tempo que venera as mudanças de rotinas, literaturas cuja as páginas não respondem as dúvidas coletivas. Mas da poeira surgem as alegrias de um instante, onde uma página cativa os leitores estranhos. Entretanto surgem as arestas de um livro esquecido, onde a memorização se torna um aprendizado repentino. Versos que transcrevem os pensares longínquos, revelando um grande otimismo. E assim viram às páginas amareladas, chamando o interesse de várias gargalhadas.

Esforços físicos, mas que não foram realizados pelo físico. Atividades de intensidade variável, mas os esforços seguem um clima experimentado. Natureza de revelações surpreendentes, mas não se reconhece os parênteses. Distâncias percorridas em uma rotina, cuja as metas são competitivas. Porém não competimos pelo contato físico, mas sim pelas origens do empirismo.

Buscas pelas falas não exclusivas, mas encontram uma criatividade ilusionista. Mágica que condena uma crença, no passado de exigências infinitas. E transformam os períodos em imensas sintonias, das quais as sinfonias não ditam os ritmos de vida. Louvor de um período esquecido, e os interesses se tornam imperativos.

Felicidades transformadas,
mas momentos vividos no passado.
Atitudes distorcidas,
na era não vivida.


Conjunção de pensares,
no interior das vaidades.
Itinerário de longa trilha,
no MBA de várias vidas.


Humanidade que se reconstrói,
na fidelidade de vossos heróis.
Papéis sobre a mesa,
onde perdesse a selva da existência.

Roda roda e não gira, onde a trava do cronômetro pede pilha. Fraqueza energética, onde Li resolve um papel esquecido. Tabela de variações na natureza, mas esquecem do tempo vigente da própria natureza. Gestação não existente, onde os momentos se tornam presentes. Mas buscam a semelhança de Deus, acreditando nas crenças ruins. Confusão de homônimos terrestres, mas a prova só demonstra desgraças na Terra.

Visão modificada, mas as memórias não estão intactas. Dificuldades no reconhecimento pessoal, e cometem erros pessoais. Entretanto vasculham à natureza, afim de conquistar à própria natureza. Dança de acasalamento, mas o tempo demonstra outro relacionamento. Horóscopo de incertezas, mas ditam uma estrela. Brilho que reflete um carisma, na eterna vontade divina.

Obsessão de deficientes físicos, mas não são sentidas as incapacidades. Sensações de uma longa trilha, onde as moradas não apresentam vidas. Escolhem um grupo, mas à cultura não se torna relativista. Energia que se demonstra através dos corpos, mas as áreas estão instáveis. E assim seguem um caminho, cujo o passado foi desprezado.