Pena eu Nao fazer parte do seu Mundo
Eu não conto história, eu fiz história, escrevi e vivi a minha, fiz parte da história de muitos, aliás da maioria fui o ator principal, pra alguns sou uma lenda e para outros fui um dublê que assumiu e fez muitas cenas perigosas e comprometedora para manter a integridade física e moral de certas pessoas, e para Deus sou apenas grato por ter me dado a importante participação como figurante nesse grande espetáculo chamado vida.
Obrigado meu Deus🙏
Crislan Antônio
É estranho olhar para alguém que deveria ser parte sua e não reconhecer mais como tal…
As vezes eu me questiono se é assim com todos ou eu sou um bicho estranho mesmo…
Deve ser esse meu coração geminiano que em determinados momentos é apenas uma pedra de gelo. Ou não.
“Há uma parte de mim que ninguém conhece, porque ela vive escondida nas lembranças que eu não tive coragem de contar para o mundo — nem para mim mesmo.”
— Anderson Del Duque
Eu vivo a vida com uma parte de mim que não deseja sucumbir, é a consciência que reluta em não ser eterna, afinal para onde irão todos esse nossos pensamentos?
Ei-los aqui para sempre, sendo eu, ponte de outros tantos pensamentos, chegam a ti em uma pequena parte do que fomos nós, seguem contigo e partem para adiante daquilo que podemos ser em outro ser.
É terno o quão ciente.
a parte mais bonita de mim.
Eu não sei em que momento você deixou de ser apenas alguém que eu amava e passou a ser um lugar. Talvez tenha sido aos poucos, como essas coisas importantes costumam acontecer, primeiro na maneira como sua presença mudava o peso dos meus dias, depois na falta que fazia quando não estava, até chegar ao ponto em que já não era possível distinguir saudade de vontade, lembrança de esperança, passado de alguma coisa que ainda insistia em nascer.
Existem amores que chegam como tempestade. O nosso nunca me pareceu assim.
O nosso sempre teve mais a ver com a luz entrando devagar pela janela de manhã, com aquela paz estranha de encontrar alguém e sentir que, por alguns minutos, o mundo finalmente parou de exigir alguma coisa. Você tinha esse efeito sobre mim. Não precisava fazer nada extraordinário. Bastava existir perto o suficiente para que as coisas comuns ganhassem outro tipo de beleza.
É o que mais me assusta.
Porque eu poderia esquecer uma conversa, uma data, uma tarde específica. Poderia até tentar convencer a memória de que determinados momentos não foram tão importantes assim. Mas como se esquece a sensação de ter encontrado alguém diante de quem a própria alma parecia descansar?
Eu te amo também nas pequenas coisas.
No silêncio que não precisava ser preenchido. No jeito como eu imaginava seus olhos encontrando os meus depois de um dia difícil. Na vontade de te contar alguma coisa quando acontecia, mesmo que fosse absolutamente insignificante. No desejo de dividir contigo não apenas as grandes conquistas, mas também as partes mais complicadas da vida, o cansaço, a preguiça, uma música, uma rua bonita, uma noite qualquer.
Porque amar você nunca foi somente querer você.
Foi querer a vida quando ela tinha você dentro.
E talvez por isso tenha existido tanta gratidão.
Gratidão por ter conhecido uma pessoa capaz de despertar em mim uma ternura que eu nem sabia que ainda possuía. Gratidão pelos momentos em que o mundo parecia pequeno o bastante para caber entre duas pessoas. Gratidão por cada instante em que eu olhei para você e pensei, quase sem perceber como pode alguém ser tão bonita quando simplesmente está sendo ela mesma?
Eu não precisava de uma versão perfeita sua.
Nunca precisei.
Queria que você se enxergasse pelos meus olhos...
Queria justamente aquilo que não podia ser ensaiado, seus defeitos, suas contradições, seus dias bons e seus dias difíceis, o que você escondia e o que deixava escapar sem perceber. Queria conhecer aquilo que existia por trás daquilo que todo mundo conseguia enxergar.
Porque há uma intimidade maior do que tocar alguém.
É ser autorizado a conhecer seus lugares inacessíveis.
E eu teria ficado ali.
Mesmo quando você não soubesse o que dizer. Mesmo quando o mundo pesasse demais. Mesmo quando você duvidasse de si. Eu teria querido ser aquela presença que não exige que você seja forte o tempo inteiro. Aquela espécie de abrigo silencioso onde você pudesse simplesmente existir.
A fita de amar alguém é isso, olhar para uma pessoa e, em vez de desejar que ela se torne aquilo que você imaginou, desejar que ela tenha liberdade suficiente para continuar sendo aquilo que é.
E ainda assim permanecer.
Ainda assim escolher.
Ainda assim olhar.
Porque algumas pessoas não são apenas desejadas. São reconhecidas.
Como se alguma parte nossa dissesse, antes mesmo que a razão consiga explicar, é você.
E eu reconheci você.
Reconheci na primeira vez e reconheceria em outras vidas, em outras cidades, em outros nomes, sob outras versões de nós mesmos. Reconheceria sua maneira de existir mesmo que tudo ao redor mudasse. Talvez porque certas coisas não sejam guardadas pela memória, mas por uma região muito mais profunda da gente.
Por isso, se um dia tudo aquilo que fomos virar apenas uma lembrança distante, eu ainda vou considerar bonito o fato de ter existido.
Não porque tenha sido perfeito.
Mas porque foi verdadeiro enquanto aconteceu.
E se o amor tiver mesmo alguma forma de eternidade, talvez ela não esteja em permanecer para sempre ao lado de alguém. Talvez esteja em conseguir carregar uma pessoa dentro de si sem precisar aprisioná-la.
Então eu não quero transformar o que senti em posse.
Quero transformar em permanência.
Daquelas que não fazem barulho.
Que continuam existindo numa música qualquer, numa noite silenciosa, numa lua cheia, numa vontade repentina de olhar para o céu e lembrar que, em algum lugar do mundo, alguém já fez você enxergar beleza onde antes havia apenas escuridão.
E se algum dia você se perguntar se foi amada de verdade, espero que a resposta encontre você antes mesmo da pergunta terminar.
Porque houve alguém que olhou para você e não viu apenas uma pessoa bonita.
Viu casa.
Viu oceano.
Viu a parte mais delicada de si mesmo refletida em outros olhos.
E, por um instante raro e inexplicável, teve a sensação de que finalmente tinha encontrado aquilo que tantas músicas tentam descrever quando falam sobre amor.
Não tô falando do amor que grita.
Não tô falando do amor que prende.
Mas aquele que simplesmente olha para alguém e pensa
se for para existir alguma coisa bonita neste mundo, que seja o tempo que eu tiver ao seu lado.
Eu não sou a verdade,
Ninguém é , posso ter
Intuição da verdade,
Dizer uma parte dela,
Posso ser inspirado por
Deus.
JESUS CRISTO É A VERDADE,
a verdade que começou
e que terminará .
Um dia toda a verdade
Será revelada em Jesus
Cristo.
Pensando nas vezes em que fui usado,🤔 não é estranho o consentimento de minha parte, pois eu achava as pessoas em questão, maravilhosas👀.
No fim, aprendi que consentimento é igual aceitar termos de uso sem ler — você clica em ‘aceito’ achando que vai ser divertido, e quando vê já tá pagando em parcelas emocionais com juros.🫣😖🤣
Gostemos ou não, aceitemos ou não, você e eu fazemos parte da LEI da CEIFA, de acordo com a Bíblia.
1. Você ceifará o que semeia (Gl 6.7-9);
2. Você ceifará de acordo COMO você semeia
(2º Co 9.6);
3. Você ceifará MAIS do que semeia (Mt 13.31-32);
4. Você ceifará SEMPRE (Gl 6.9).
Dizem que cada átomo no nosso corpo alguma vez foi parte de uma estrela, talvez eu não vá embora, talvez eu vá para casa.
A parte mais difícil de te ver partir não foi o adeus, mas perceber que eu ainda guardo um lugar à mesa para alguém que já esqueceu o caminho de casa.
Acolher o que está Quebrado
Eu não quero somente a parte bonita de você,
Quero conhecer o que você esconde quando ninguém vê,
Quero tocar suas cicatrizes sem fazê-las doer,
E amar até aquilo que você aprendeu a esconder de si mesma.
Se o mundo te ensinou que amar era sofrer,
Eu quero ser a prova de que pode ser diferente,
Vou ficar quando suas forças desaparecerem,
E te abraçar justamente quando se sentir insuficiente.
Não prometo consertar tudo que a vida destruiu,
Nem apagar cada lágrima que caiu do teu olhar,
Mas prometo ficar quando o teu coração desistir,
E juntar, com minhas mãos, os pedaços que você deixar quebrar.
Porque eu não quero um amor perfeito, quero um amor verdadeiro,
Daqueles que permanecem quando o encanto termina,
Quero conhecer teu caos, teu medo e teu mundo inteiro,
E ainda escolher você — todos os dias, por toda a minha vida.
Crônicas de uma vida – Parte que não se conta no currículo
Quando eu nasci, não entendia nada sobre humanidade. Nem por que raios eu tinha vindo ao mundo. Era só um choro automático, um corpo quente e confuso que exigia leite, colo e silêncio.
Com o passar dos anos, comecei a querer ser alguém **especial**. Não sabia ainda o que era humanismo, compaixão ou empatia — palavras grandes demais para uma criança que só queria ser notada. Então foquei no meu eu: minhas notas, minhas conquistas, meu quartinho organizado, minhas pequenas vitórias que eu achava que definiam valor. O mundo era um palco, e eu ensaiava meu monólogo principal.
Até que, numa noite qualquer — daquelas em que a cidade parece respirar mais devagar —, tudo mudou sem aviso.
Eu caminhava pela rua estreita atrás do prédio, fugindo da insônia e do calor abafado do apartamento. Foi quando a vi: uma figura encurvada, quase fundida com a sombra do poste. Uma mulher (acho que era mulher, a penumbra roubava detalhes). Ela revirava uma lata de lixo com uma paciência feroz, os braços magros desaparecendo até o cotovelo no fundo metálico. O som era seco, plástico rasgando, latas batendo. De vez em quando ela parava, examinava algo na luz amarelada, levava à boca e mastigava devagar, como se saboreasse um prato requintado.
Fiquei parado. Não consegui seguir andando.
Primeiro veio a surpresa. Depois, uma pontada de indignação quase infantil: **Como assim? Como uma pessoa igual a mim, feita da mesma carne, do mesmo sangue quente, pode chegar a esse ponto?** O cérebro tentava calcular: acidente? drogas? doença? família que virou as costas? E logo em seguida veio o desconforto pior: e se eu, com toda a minha pose de “alguém especial”, estivesse a apenas algumas más decisões de distância daquela lata de lixo?
Ela ergueu os olhos por um instante. Não sei se me viu de verdade. Talvez eu fosse só mais um vulto na noite, mais uma silhueta que passa e julga. Mas naquele segundo de cruzamento de olhares — ou de quase-olhares — alguma coisa em mim estalou.
Não foi pena. Pena é confortável, dá para resolver com uma moeda ou um sanduíche. Foi **reconhecimento**. Uma espécie de espelho torto e cruel. Ela ali, eu aqui. Mesma espécie. Mesma fragilidade essencial. Só que a vida tinha apertado o acelerador em direções opostas.
Voltei para casa com o estômago embrulhado e os pensamentos em looping. Naquela noite, pela primeira vez, percebi que ser “especial” não era uma conquista solitária. Era, na verdade, uma ilusão muito frágil, sustentada por circunstâncias que eu não controlava: nasci em berço que não desabou, tive acesso a escola, saúde, comida na mesa, rede de proteção invisível que a maioria nem percebe que tem.
A criatura furtiva da noite adentro não era “outra”. Era um **lembrete**. Um lembrete vivo, sujo, faminto, de que a humanidade não é mérito — é sorte, é sistema, é escolha alheia, é conjunto de acasos e de decisões coletivas.
E aí, devagar, quase sem querer, comecei a entender o que talvez seja o humanismo: olhar para o outro e enxergar, antes de qualquer coisa, o mesmo grito surdo de existir. Não importa se está dentro de um terno caro ou revirando lixo à meia-noite.
Aquele encontro não me transformou num santo. Longe disso. Mas plantou uma dúvida incômoda e permanente:
E se eu tivesse nascido do outro lado da lata?
E se, amanhã, a vida virar a chave e me colocar lá?
Talvez a verdadeira especialidade não seja chegar ao topo.
Talvez seja conseguir olhar para baixo — ou para o lado — sem desviar os olhos.
E, quem sabe, estender a mão.
Não por pena.
Mas por reconhecer, no fundo do peito, que aquela mão que revira o lixo poderia, em outra história, ser a minha.
E você? Ja passou por situação que fez repensar quem você acha que é?
Ysrael Soler
Quando eu daqui partir meu amor não parte por ti
O amor esta nas estações
do tempo
do avião
do metro
do buzão
Sinta o amor ele esta em movimento ao seu encontro.
O que eu vivo não é para muitos; é para poucos. Sou a parte do universo que não se encontra em nenhum outro lugar, até que eu reprograme o jogo.
Não falo de luxo, falo de uma paz que poucos alcançam. Sou o fragmento único do universo que se recusa a ser apenas parte do jogo.
Perdoar
-Perdoar, eu perdoo!
Mas, isso não quer dizer que continuarás fazendo parte da minha vida.
Também não quer dizer que eu te quero perto de mim.
Eu não te perdoo por ti.
Eu te perdoo por mim.
Pois, eu me amo e mereço paz!.
☆Haredita Angel
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