Pena eu Nao fazer parte do seu Mundo

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"Eu te amo.
Mas também, se não te amasse, o que eu faria?
Eu te amo.
E como amo, mulher, amo-te da tarde quente à manhã fria.
Eu te amo.
E meu amor por ti é todo grão de areia, toda gota de chuva e cada bisão na pradaria.
Eu te amo.
Não amo sua beleza, o contorno do seu corpo, o curvilenear da boca, tampouco nossas bocas juntas, minha fantasia.
Eu te amo.
E meu amor é pura metafísica.
Eu te amo.
Amo sua alma, sua essência, o seu ser, amo-te, meu amor, nesta e na próxima vida.
Eu te amo.
E sei que Deus, por sobre os céus, em suas nebulosas e galáxias, supernovas, me castiga.
Pois eu te amo.
E ele queria que amasse a figura d’Ele; o que ele fez foi covardia.
Sabia que minha existência sem ti seria mesquinha.
Eu te amo.
E nesse amor, no castanho dos seus olhos, o tirano fizera minh’alma cativa.
Eu te amo.
Amo do cabelo cada fio; do corpo, cada átomo; da tez desnuda, cada pinta.
Eu te amo.
E por amá-la em demasia, esquecê-la seria sorte minha.
Eu te amo.
E não posso tê-la, incapaz de embalar em meus braços, guardar em meu abraço minha menina.
Eu te amo.
Como um mantra, rogarei, implorarei por ti na noite fria.
E direi uma e mais uma vez a minha frase preferida.
Eu te amo, amada minha…"

Talvez eu simplesmente parta.
Mas, desde que tenho você, a partida me assusta.

Não é que ela não me atraia,
é só que me dói imaginar você sozinha.
Me dói amar tanto, temer tanto te deixar para trás,
e ao mesmo tempo desejar tanto ir embora.

Que covardia…
Me sinto uma contradição ambulante,
uma verdade que se culpa por parecer mentira.

Porque não dá pra racionalizar
o vazio que mora no meu peito.
E o que machuca ainda mais
é perceber que nem esse amor imenso
consegue preencher o buraco que me engole por dentro.

"Meu amor, eu não te quero de volta.
Roguei tanto para que não fosse; hoje, aos céus clamo para que nunca mais bata em minha porta.
Perdão, amor, mas eu não te quero de volta.
Meu peito, no seu aconchego, era um todo de alegria; hoje, ao pensar em ti, minh’alma chora.
Ouvi, entendi, mas, amor, por favor, eu não te quero de volta.
Lembra das juras, dos pedidos, a mudança que nunca veio, as brigas fora de hora?
Então, amor, sei que lembras, e é por isso que não te quero de volta.
A vida é sofrida, a solidão aguerrida; por um dia ter lhe amado, eu queria ter arrancado o meu coração fora.
Amor, por favor, sem beijos; o seu corpo me atiça, é tão difícil resistir. Nem mais um passo: eu não te quero de volta.
A pele arde, os olhares se cruzam, sou incapaz de resistir, mas hoje, sim, as recaídas se tornaram histórias.
Memórias, só memórias, amor, pois hoje não te quero de volta.
Por favor, amor, não chora.
Você sabia o que viria, sabia o que haveria quando decidiu sair por aquela porta.
Obrigado por vir, tentar um beijo, um ardir; obrigado pelo cheiro doce e o vislumbre ao se despir, mas agora vá embora.
Amor, eu não te esqueci, mas resolvi lembrar de mim e, com lágrimas nos olhos, te digo: — Eu não te quero de volta..."

“Hoje, eu preciso ser claro como o sol: se você não entregar sua vida a Cristo e não nascer de novo, você não será salvo das péssimas consequências eternas que virão após a morte.”
— Anderson Silva

"Eu não tenho talento, só amor.
Não sou poeta, escritor.
Nem músico, trovador.
Só tenho saudades e dor.
Tenho sonhos de contigo e, no pesadelo da sua ausência, horror.
Eu não tenho talento, amor.
Tenho só um coração que bate por ti e, se tivesse um outro e mais um, bateriam por você até quando o universo se for.
Eu não tenho talento, só amor.
Tento ser o que sou por ti, meu amor: a lágrima que lhe banha o rosto; sou de sua face, quando tímida, o rubor.
Sou marinheiro sem porto, sem mar, Arpoador.
Para cada noite fria, para cada tormenta em sua cercania, lhe serei abrigo, lhe serei calor.
Para a sua infelicidade, quando o âmago do seu ser for gris, eu serei cor.
De tudo o que há no mundo, só posso te oferecer amor.
Perdão, minha religião: hei de abster-me, cessarei meu clamor.
Tentando afastar minhas agruras, louca paixão, minha eterna labuta, percebi algo que me causara torpor.
Escrevendo e relendo, jogado ao relento, sofrendo com o vento, percebi que: eu não tenho sequer um único talento, só amor..."

*O Uniforme da Virtude*


O jornal apareceu no meu jardim numa manhã em que eu não estava esperando por notícias.


Não era assinante. Nunca fui muito chegado a jornais, principalmente depois que descobri que as tragédias do mundo chegavam mais rápido pela internet e as mentiras continuavam chegando no mesmo ritmo.


Peguei o jornal pela ponta, como quem recolhe alguma coisa suspeita.


Levei para a varanda.


Sentei na cadeira velha e coloquei os pés sobre o parapeito. O gato estava deitado no degrau. Olhou para mim. Miou.


Parecia perguntar:


— Você vai realmente ler isso?


Não respondi.


Ele se espreguiçou, virou de costas e foi cuidar de assuntos mais importantes. Provavelmente dormir.


Abri o jornal.


Na primeira página havia um cidadão sorrindo.


Era um dos homens que ocupavam um dos cargos eletivos daquela nova cidade. O sorriso tinha aquela medida exata que os fotógrafos gostam. Nem alegria demais, nem preocupação demais. Apenas o suficiente para parecer humano.


Ao lado da fotografia, um título falava sobre dignidade humana.


Li.


O homem defendia respeito, inclusão, empatia, tolerância e todas aquelas palavras que hoje aparecem juntas com a mesma facilidade com que antigamente se escrevia “atenciosamente” no fim de uma carta.


Continuei lendo.


Não havia nada errado com o que ele dizia.


Esse era justamente o problema.


O sujeito tinha aprendido a dizer tudo certo.


Fiquei alguns minutos olhando para o papel.


Pensei que talvez eu estivesse ficando velho demais para certas coisas. Talvez o problema fosse comigo. Talvez fosse apenas implicância de um homem que já viu muita gente falar bonito antes de fazer alguma coisa feia.


Mas então lembrei que tratar alguém com respeito nunca foi o problema.


O problema começa quando a virtude vira uniforme e a consciência passa a usar crachá.


Parei de ler.


O gato voltou.


Sentou ao meu lado.


Olhou para o jornal.


Depois olhou para mim.


— É — eu disse. — Também achei estranho.


Voltei ao texto.


O homem falava sobre uma sociedade mais humana. Era uma boa ideia. Quase bonita.


Só que eu conhecia aquele tipo de discurso.


A cidade continuava cheia de gente que passava por moradores de rua sem enxergá-los. Velhos continuavam conversando sozinhos dentro de apartamentos silenciosos. Crianças aprendiam cedo que certas coisas eram vendidas antes mesmo de serem compreendidas.


E nós continuávamos medindo pessoas.


Pelo salário.


Pela aparência.


Pelos seguidores.


Pela utilidade.


Pela capacidade de nos servir.


Depois chamávamos aquilo de sociedade civilizada.


Talvez fosse por isso que a expressão “politicamente correto” tivesse adquirido tanta importância.


Não porque respeito fosse ruim.


Respeito é necessário.


O problema é quando a palavra passa a substituir o comportamento.


Trocaram a ética pela etiqueta.


É mais fácil.


Etiqueta exige apenas que você saiba onde colocar o garfo.


Ética exige que você saiba onde colocar a própria crueldade.


E isso dá trabalho.


Continuei lendo.


O político falava sobre empatia.


Eu pensei em quantas pessoas conhecia que publicavam frases sobre empatia e não conseguiam ouvir cinco minutos de alguém que discordasse delas.


Era uma coisa curiosa.


A crueldade havia aprendido gramática.


A hipocrisia descobrira o vocabulário da inclusão.


A mentira tinha feito faculdade.


E eu não estava completamente fora disso.


Foi aí que a leitura começou a ficar desagradável.


Porque é fácil apontar o dedo para o sujeito da fotografia.


Mais difícil é olhar para a própria mão.


Eu também já fui injusto.


Já tratei pessoas como inconvenientes porque estavam atrapalhando meu dia.


Já concordei com alguém em público e pensei o contrário em silêncio.


Já me calei diante de uma covardia porque falar custaria alguma coisa.


Já fui educado quando deveria ter sido honesto.


E talvez essa seja uma das formas mais discretas da hipocrisia.


Não mentir para os outros.


Mentir para si mesmo com boas maneiras.


Fechei o jornal.


Fiquei olhando para o jardim.


O gato tinha encontrado uma sombra e dormia dentro dela.


Ele não precisava escrever sobre dignidade.


Não precisava defender ninguém.


Não precisava publicar uma frase bonita.


Se alguém o incomodasse, ele simplesmente iria embora.


Talvez houvesse alguma sabedoria nisso.


A verdadeira decência nunca precisou de cartilha.


Ela aparece quando ninguém está olhando.


Quando você poderia humilhar alguém e decide não fazê-lo.


Quando poderia esmagar e prefere não usar a força.


Quando discorda sem precisar transformar o outro em inimigo.


Quando ninguém está fotografando.


Quando não existe plateia.


Quando não existe recompensa.


Talvez seja aí que começa o caráter.


Todo o resto pode ser teatro.


E o teatro sempre foi um esconderijo confortável para quem tem medo de ser visto sem maquiagem.


Voltei a abrir o jornal.


A fotografia continuava ali.


O sorriso também.


Pensei que talvez o homem da fotografia acreditasse sinceramente no que havia escrito.


Isso também me incomodou.


Porque seria mais fácil se ele fosse apenas um canalha.


Mas ninguém é apenas uma coisa.


Nem eu.


Nem ele.


Nem o sujeito que fala sobre moral enquanto pisa no outro.


Talvez o maior escândalo do nosso tempo não seja a existência de pessoas ruins.


Elas sempre existiram.


O problema é outro.


Aprendemos a vestir a roupa da virtude.


Aprendemos quais palavras provocam aplausos.


Aprendemos quais indignações rendem aprovação.


Aprendemos a parecer bons.


E, em algum momento, esquecemos de perguntar se ainda somos.


Olhei novamente para o gato.


Ele abriu um olho.


— Você tem alguma opinião sobre isso?


Ele fechou o olho.


Justo.


Talvez a humanidade pudesse aprender alguma coisa com os animais.


Eles não costumam fingir que são melhores do que são.


Nós fazemos o contrário.


Construímos discursos para esconder nossos dentes.


Chamamos isso de civilização.


Chamamos de progresso.


Chamamos de consciência.


Às vezes, talvez seja apenas medo de admitir que continuamos sendo animais assustados, egoístas e famintos por aprovação.


A diferença é que agora sabemos escrever sobre isso.


E escrever bem sobre humanidade não torna ninguém humano.


Fechei o jornal de vez.


Coloquei-o sobre a mesa.


O gato continuava dormindo.


Fiquei ali, olhando para ele e pensando que talvez eu tivesse passado a manhã inteira procurando hipocrisia nos outros para não precisar encontrá-la em mim.


Essa foi a parte que mais me incomodou.


Porque a consciência também sabe usar uniforme.


E, quando quer, sabe até sorrir para a fotografia.

⁠Peço a Deus que acalme a minha pressa. Que eu faça morada no presente e não me afobe com excesso de futuro.

Que eu possa aproveitar a companhia dos que estão perto de mim, e não me torture com a falta de notícias dos que estão longe.

Que cada espera tenha seu peso e sua medida, e que eu não me desgaste aguardando por aquilo que não merece ser aguardado.

Que eu não tenha pressa de me curar nem de mostrar aos outros que superei, mas que eu seja carinhosa com meu tempo e minhas dores.

Que a leveza me alcance, e com ela a capacidade de perdoar a corrida dos ponteiros do relógio e o entendimento de que nada é tão urgente quanto o momento presente.

Fabíola Simões.
Nu editelima 60/maio/2022

não precisa mais mudar, Eu mudei..

o Professor disse para duvidarmos de tudo,
mas eu não duvido do que ele disse..

O meu pecado clama por uma reparação que eu não posso dar; logo, somente Jesus, o Salvador de dignidade infinita e mérito superabundante, poderia operar a minha justa Redenção.

A higiene per se, não contribui para um coração limpo e puro.Não é que eu queira dizer que não se deve tomar banho. Um deve saber o que diz e o que pensa dizer.

Meu filho, minha inspiração
Meu filho, talvez um dia você não entenda quantas vezes eu chorei em silêncio para que você não percebesse o quanto eu estava cansada.
Talvez você nunca saiba quantas noites passei pensando no seu futuro, tentando encontrar caminhos, respostas e forças para enfrentar um mundo que nem sempre está preparado para entender você.
Mas quero que saiba uma coisa: eu nunca enxerguei você como um problema.
Eu enxerguei você como meu filho.
Como um presente.
Como alguém que me ensinou um amor que eu nem sabia que existia.
Cada pequena conquista sua toca minha alma. Cada evolução me faz lembrar que nenhuma batalha foi em vão.
Eu não sei o que o futuro nos reserva, mas sei que, enquanto eu puder caminhar ao seu lado, você nunca estará sozinho.
E quando eu estiver cansada, será o seu sorriso que vai me lembrar por que eu continuei.
Você não precisa ser igual a ninguém para ser incrível. Você só precisa ser você.
E eu estarei aqui, todos os dias, te amando, te protegendo e acreditando em você. ❤️‍🩹
— De uma mãe atípica que descobriu que, às vezes, o amor também é uma forma de coragem.

Ando todos os dias sobre o Rio Saracura. Não que eu seja Jesus Cristo para andar sobre as águas, mas trata-se de um curso d'água soterrado e canalizado aqui no bairro da Bela Vista, na capital de São Paulo.


Benê Morais

Não importa para onde o vento sopre ou onde os caminhos da vida decidam nos levar. Desde que eu tenha a sua mão na minha, sei que estou no rumo certo. O amor não é apenas o destino final, mas cada quilômetro que escolhemos rodar juntos, dividindo o silêncio, os risos e os recomeços. Prometo ser o teu cais quando o mar lá fora estiver revolto, e a tua paz quando o mundo insistir em fazer barulho.


DeBrunoParaCarla

⁠⁠Eu não escolhi ficar sozinha
O destino preferiu assim
para quando o grande dia chegar eu esteja preparada e limpa das minhas próprias vaidades
E assim ter o entendimento do seu real objetivo.
e
E mesmo assim,eu ainda serei uma aprendiz.

Por: Edilma Azevedo

Senhor Deus, hoje eu não quero pedir nada. Eu só quero agradecer. Obrigada por cada amanhecer, por cada livramento, por tudo que chegou e até pelo que não aconteceu. Que eu nunca me esqueça: ter-Te comigo já é a maior bênção.

⁠"Eu ainda não sou rico materialmente, mas sou rico por dentro. A riqueza já vive em mim, e ela está se manifestando todos os dias na minha realidade"

Não que você

não mereça

eu te querer,

Você em pouco

tempo povoou

a minha fantasia

Elevando a minha

vaidade feminina.



Não posso ficar

onde sei que não

tenho como

emocionalmente

sustentar;

Não preciso

prever o futuro

porque sei que

entre nós tem

tudo para dar errado.



O amor pede de nós

profundos cuidados,

Da forma que você

está acostumado,

Não sou eu é que

farei impossível

para te modificar.



Não, não há nada

de errado comigo,

E nem contigo;

Apenas temos

expectativas

diferentes,

Só não quero

colocar o meu

coração mais

sob o teu perigo.

Eu deixo você ir embora,

O tempo sabe a hora,

- se não for de verdade,

Você já pode ir agora,

Quero um aconchego

Com sabor de sossego,

- se é amor de verdade,

Enfrento até o medo.

Quando se ama, se divide

Até o maior segredo,

- se você é anjo que caiu do céu,

No meu colo

Eu te recebo.

Tenho em mim a alma

De todos os continentes,

- o meu espírito é cigano

O cigano só muda de lugar,

Mas o amor sempre

Leva com ele.

O amor quando acontece

É o maior dos presentes.

Talvez você não conheceu o caminho

Do amor e da afeição,

- o amor quando acontece

Tem a paciência que só vem do coração.

Se é amor de verdade, não corremos perigo;

- quero te amar até na tempestade,

E também ser o teu ninho.

O amor segue os nossos passos,

- sem escravizar um ao outro,

Eu ocupo os teus sonhos,

E você os meus planos.

Conheça um pouco mais

Desse espírito crítico,

- amor sublime, amor....

tenha juízo, por favor!

Eu te observo desde de sempre, e ainda quero

Acreditar que você existe amor!

Esse sorriso quando sorri é para tentar

Transformar esse mundo sombrio,

Mas não significa que ele

Não te pertença,

Sou tua caça, e ser tua

Caçadora bem atenta.

⁠A regra humana é: faça o que eu diga, mas não faça o que eu faço. E sobretudo gritar nos ouvidos de quem não merece para fazer valer a autoridade.