Pena eu Nao fazer parte do seu Mundo
"Seja qual for a sua missão neste mundo, faça com satisfação, gratidão e um sorriso no rosto. Um dia todo mundo se vai, não há remédio. O que a gente vai deixar pra sempre aqui, foi a maneira que viveu."
Quem dera poder viver
à partir de agora
e que fosse este mundo
de hoje em diante
Aquilo que a gente
sempre esperou
e ainda espera
Um mundo de gente sincera
Em lugar desse circo de feras
Um lugar em que se mente
Tão comumente
Que acaba sendo mais que comum
Desconfiarem também
da gente
Pensando que eu, simplesmente
Não passe de mais um
E também seja igual a elas.
Algumas pessoas conhecem a solução para os problemas do Mundo.
Outras pessoas são o problema de um Mundo sem solução.
A diferença entre elas é que as primeiras não tentam te convencer de nada e as segundas parecem sempre acreditar que as intenções delas são as melhores.
Todo dia quando cai a noite
E escuridão engole o Mundo
E todo mundo se recolhe
E avalia as suas escolhas
Uma noite só não basta
Você se desgasta
Sozinho, parado
Pensando, talvez, nas folhas
Que voam ao sabor dos ventos
Crepitando pelo vasto mundo
Você ouve na escuridão
A suave melodia da noite
batendo na sua janela
Noite, deusa misteriosa
Quem é ela
E o que será que quer comigo
Volte logo, luz do dia
E tira de mim este medo
Por favor, volte mais cedo
Tanta gente tem seus amores
Que guarda em segredo
Eu guardo este medo
e mais nada
Pois a noite e a madrugada
Parece que a tudo sabem
E guardam as piores tempestades
Pra que elas desabem
Pertinho da minha janela
Noite, deusa misteriosa
Por que é que ela
Judia de mim
tanto assim?
Todo mundo já viu terra
Todo mundo já viu grama
E sabe o que é frio ou calor
Todo mundo já viu o Sol
E sentiu medo do escuro
Todo mundo já quis saber
O que tinha atrás do muro
Todo mundo, às vezes erra
Todo mundo, um dia se escondeu
debaixo de alguma cama
Todo mundo já sentiu dor
Todo mundo assistiu futebol
Todo mundo um dia
Teve medo do futuro
E nem todo mundo
se esqueceu de tudo isso
Todo mundo conhece a Lua
Mas nem todos sabem
que lá não tem ar
E de tantos sonhos que tem
que nem lhe cabem
Parece até que vivem lá
Estive olhando o mundo
analisando friamente
com os olhos, a mente e o coração
o quanto a vida pode ser
Ao mesmo tempo boa ou ruim
pois tudo depende
de coisas que a gente simplesmente
não põe na balança enquanto vive
pois, apesar de viver pensando
Não cuida muito bem
dos pensamentos que nos vêm
cultivando valores falhos
houve dias que vivi à toa
e me foram muito mais produtivos
que outros dias de ativo trabalho
noutras vezes, após
mergulhar as minhas mãos
em um vespeiro
é que fui perceber
a minha afoitez incauta
Mais tarde percebi
que os dinheiros que eu não ganhei
não fizeram-me a mínima falta
diante das palavras de carinho
que muitas vezes eu podia ouvir
e não ouvi
As pétalas das flores
que o vento espalhou
subindo ao Céu
enquanto eu suplicava
que elas não subissem
Se ontem eu soubesse
metade do que eu sei agora
eu teria roubado e aberto
as gaiolas de passarinhos
de todos os meus vizinhos
a permitir que eles também
fossem embora
Contudo, optei por falar
Quando era hora de calar
e me calei, simplesmente
Quando uma simples palavra minha
Teria feito que este mundo
Se tornasse um lugar melhor
pra muita gente
Tem horas em que a gente
simplesmente se cansa
e passa a ver este Mundo
de um jeito que antes não via
e percebe que deixou de pesar
muita coisa na balança desta vida
enquanto vivia
Um dia
todo mundo queria
Que um dia
Todo mundo fosse feliz
e assim estaria
tudo pronto e acabado
Mas o que ninguém sabia
é que esse dia
talvez já tivesse chegado
Mas todo mundo
estava muito ocupado
Sonhando
ou vivendo o sonho errado
e assim
mais um dia foi passando
enquanto todo mundo procurava
aquilo que mais queria
e estava ali
o tempo todo.
Mas todo mundo, ao mesmo tempo
Estava olhando pro outro lado
Nesta vida e neste Mundo
Só existe uma certeza:
Sempre haverão outros
E outros e outros e mais outros
e depois deles
Virão outros e depois
Mais outros
Assim como outros
Houveram antes
e existem outros hoje
Amanhã, pode ter certeza
de que outros haverão no vir
e depois deles outros
Haja o que houver
Seja o que for
Haverá sempre outros
Esta é a única certeza
Não existe outra.
EdsonRicardoPaiva
O que a gente precisava, realmente
Era um mundo mais positivo
Mais abraços e menos discursos
Menos ira e prepotência
um pouco menos de mentira
De gente que fosse lá
E visse a cara da verdade
Ao invés de tanta credulidade
Menos aplausos pra tanta indecência
Um pouco mais de livros
Um pouco mais de voos de pássaros
E mais água pura nos cântaros
Menos gols combinados
Menos troféus comprados
Nenhum resultado tratado
Cansei-me se ser enganado
E que daqui a cem anos
Só houvesse verdades nos arquivos
Basta de corte nos orçamentos
Somente quando o destino do gasto
For o refestelo e o repasto do povo
Basta de tirar o ovo da ave
Cansei de ver bola na trave
Não cheguei até aqui
Pra contar somente com a sorte
O que a gente precisava
Há de ser bem mais ativo
Precisamos de mais coisas belas
Em vez de telas pintadas de morte
e tantas mortes ao vivo
Precisamos de mais arte
Mais ciência
Mais fotos de Marte
Mais festas de aniversário
Mais festas no calendário
Um pouco mais de alegria
Um pouco mais de trabalho
Precisamos disso urgente
Antes que se acabe o dia.
Ele quis brincar com a vida
Ele quis jogar com o tempo
E, tentando enganar o mundo
Lançou seus dados redondos
Sem sorte, que tarde trágica
contou com as cartas
e mágica
Deparou-se, de repente
Com a morte
Frente a frente
Mas o que a morte não sabia
Era que o tolo não sentia
Nenhum medo ao contemplar
Sua imagem, tão sombria
Na tarde daquele dia
Confundia uma inútil coragem
com vaga sabedoria
Ele quis brincar com a morte
Ele quis jogar com a sorte
Quis impressionar o Mundo
E chutou sua bola quadrada
Tolo esporte, que tarde trágica!
O destino, sem espírito esportivo
Não perdeu a chance
Já que alguém lhe deu motivo
Tirando do bolso a ampulheta
constatou que seu tempo cessara
E a tarde, no campo da vida
Recolheu-lhe
A alma atrevida
Patrícia
Nascemos os dois
Num Mundo bom
Sem saber de modo algum
daquilo que ocorreu
Nem mesmo se ocorreu
Num tempo longínquo
Passado
Às vezes perto
Às vezes longe
Sempre
Lado a lado
Qual Nefertiti e Akhenaton
Qual Pessegueiro e Sabiá
Olhávamos juntos o futuro
Sem mesmo imaginar
O que é que havia lá
De vez em quando
Um anjo visitava a gente à noite
e de manhã
A gente descobria
Que havia dividido
O mesmo sonho
E quando em um doía
Outro chorava
Caminhando lado a lado
Um Florido caminho de pedras
Se um chorava, outro chegava
e perguntava onde doía
No final
A gente sempre ria
Tem sido sempre assim
Desde que meu pai
Adentrou aquele portão
E anunciou sua chegada
E vai ser até o fim
Minha doce amiga
Que animou-me a caminhada
da vida
Por este Mundo deserto
E Mesmo que minha presença
Um dia pareça perdida
Estaremos para sempre
Sempre perto.
Sem compreender muito bem
O Mundo
Tentando entender
A Lua
Assustado igual criança
Que atravessa a rua
No colo do pai
Superando a vida
Passo a passo
Igual à qualquer outra
Alma perdida
Que não sabe onde vai
Ele ia assim mesmo
de qualquer jeito
todo dia
E pensava sinceramente
Que aquela condição
O fazia diferente
E assim
Colheu seus anos
Viveu sem fazer planos
Cumprindo a parte
Que lhe cabe
E um dia partiu
Sem saber
Que a gente
Também não sabe.
De um lado do Mundo Guitarras
Noutro hemisfério
Tremeluzem Cimitarras
Num Mundo canções juvenis
Noutro, Jovens com fuzís
Uns poucos preferem canções
Muitos, balas de canhões
Que falam mais alto
Muito mais alto
infinitamente mais alto
Que todos os violões
Num canto flutuam
canções que não morrem
Em outro
O sangue no asfalto
Dos heróis que haverão de viver
por toda a eternidade e mais um dia
E eu cá de cima do Muro
Me pergunto
Qual modo de viver
É mais correto ou é mais puro
Quem pode saber o Futuro
Quem sou eu pra falar neste assunto?
Olhei lá fora e, por um instante,
Parecia tão perto o sol,
Quase ao nosso alcance.
O mundo girava sob a luz do farol.
Por um instante, um segundo,
Nos afastamos da realidade amarga.
Observei seu sono profundo,
O silêncio e a paz que eu tanto sonhava.
Vi reflexos de nós dois:
Éramos crianças correndo entre rosas brancas,
Sem pressa e sem pensar no depois.
Eram tantas, nossas esperanças.
Eu sei, fábulas douradas não existem.
A razão nos impede,
Mas nossos sonhos resistem,
E o sonho permanece.
Somos condenados pelas ilusões,
Presos como bandidos.
Mas de onde vêm nossas inspirações?
Só quero que venha comigo...
Mentira, verdade — não importam agora.
Se permita sair do chão!
Há um mundo todo lá fora.
Não solte minha mão.
Se temes voar sem direção,
Ziguezagueando pelo mundo,
Feche os olhos, sinta apenas seu coração.
Estamos juntos.
Diz pra mim!
Se tudo é só questão de opinião,
Por que teus olhos dizem sim,
Mas teus gestos teimam não?
Vamos viajar,
Nos teus e meus sonhos.
Nada pode nos parar,
Tudo faz parte do plano.
A cada amanhecer,
Escrever novos dias.
Podemos morrer e renascer,
Criando novas fantasias.
Mas, se não vier,
Me permita ser memória.
Onde você estiver,
Você sempre será eterna em minha história.
Um dia depois do fim do mundo
A Lua ainda vai estar lá
Vai nascer um dia lindo
Em Plutão
Todas as fotos de cometas
Terão explodido
Juntamente com as gavetas
Armários e arquivos
Mas um cometa vai passar no Céu
Lançando um breve olhar furtivo
Sobre um espaço vazio
Que ficou no vazio do espaço
Então, alguém que estiver distante
Vai pensar na gente
De um jeito que ninguém pensou
Pois
Por mais tempo um povo viva
Nunca se vive o bastante
Um dia depois do fim do mundo
Toda a existência
Não terá passado de instante
Passado.
Edson Ricardo Paiva
Nada
Nesta vida ou neste mundo
Nos pertence
Apesar de tudo que fazes
Ou que sabes
O sapato apertado
A alegria que não te cabe
Cada dia ... cada segundo
Os olhos inchados de tristeza
A promessa vazia
A gula engolida
A ira, orgulho, a vingança
Voz desafinada
Os passos errados
Na dança do dia-a-dia
Melodia do tempo
A travessa de salada
Cada passo apressado
A cara amassada de tanto descanso
Nem mesmo o descaso
Que usam pra te afligir.
Eu, quando em criança
Vencia a corrida
E pensava que os pés eram meus
Cada ordenado recebido
Por cada trabalho malfeito
Eu fazia de conta que era meu
Assim como tudo na vida
Cada elogio, sincero ou fingido
Que eu hoje em dia não mais eu espero
Por cada poema mal escrito
Seja ele feio ou bonito
Eu pensava ou fazia de conta
Que eram meus ou pra mim
Assim como cada coisa errada
E cada coisa na qual eu não quero pensar
Cada marca de pés sujos
deixados ao longe na estrada
A comida que ficou salgada
Cada culpa atribuida
A palavra que não foi escrita
As contas que não davam certo
Nas lousas da infância
Nas coisas da vida
A pedra que não alcançou a vidraça
Na verdade não passou nem perto
E agora eu não sei
Se foi erro
ou se errar
foi o certo
Cada mentira mal contada, que a mãe descobria
E a dor das chineladas que levei da vida
Agora eu sei
Somente as dores e as risadas são da gente
Não se leva culpa
Nem talento
A vida é uma mera ilusão
Arrastada no vento
Um dia você olha tudo isso
E fica feliz ou se arrepende
O mundo ensina coisas
Lições que jamais se aprende
Mas um dia ouve tocar
O sinal de saida
E percebe, no apagar das luzes
Que da vida
Não se leva nada.
Edson Ricardo Paiva.
Se fosse apenas
O lançar um olhar ao mundo
Mas tem sempre alguma coisa a mais
Uma espécie de indiferença velada
A pergunta que germina da resposta
Quantificada na imensa quantidade
das eternas reticências
Que cada um de nós a guarda
Em silêncio profundo
Que diz que não vai dizer mais nada
Pois o mal não vem daquilo que faz mal
Ele só reage de maneira diferente
de gente pra gente, quaisquer sejam elas
Eternizando a alguma coisa
Que não encaixava e não cabia
e sabia que estava lá
Igualando desiguais, tem sempre algo mais
No invisível voo da Quimera
Flutuando em seu mais baixo nível
Te aguardando, sem demonstrar jamais
Que mais e mais ela te espera
O que conta é o que tivemos desde sempre
Escondido e sem fazer ruído
Em algum lugar dentro de nós mesmos
E que a gente morre
Sem nunca saber o que era.
Edson Ricardo Paiva.
A vida, aqui neste mundo
É tão minha, quanto a tia Sarah
Em um antigo álbum de figurinhas
Por mais eu a quisesse
Jamais pude achá-la
Assim a vida caminha
Aquilo que hoje não tem
Amanhã não há diferença
Se tinha ou não tinha
O ponteiro do relógio na parede
Mente
E mente mesmo quando
Não diz nada
Cada hora vivida é uma ilusão
Que a gente a pensa vivida
Mera imagem de espelho
Que a mente projeta
Essa gente, meramente abjeta
Moldura iludida, que longe se vê
A pintura, a caravana e o deserto
Se olhar a areia mais de perto
No reflexo, um Oceano de Estrelas
Convexo e cediço, cujo olhar carrega
Em sua esteira
A vida verdadeira
Inteiramente não passa
Mera entrega pra um mundo de sonhos,
Mesmo a quem
Se nega a vê-la assim e perceber
O feitiço do tempo
Eternamente irritadiço,
E que também não vê
A menor graça em tudo isso.
Edson Ricardo Paiva.
- Relacionados
- Textos de amizade para honrar quem está sempre do seu lado
- Frases de quem sou eu para status que definem a sua versão
- Poemas que falam quem eu sou
- Poemas românticos para declarar todo o seu amor
- Mensagens de amizade para valorizar e celebrar quem sempre está ao seu lado
- Poemas Quem Sou Eu
- Frases de alegria para inspirar e tornar o seu dia mais feliz
