Pena eu Nao fazer parte do seu Mundo
A gente vai vivendo a vida
Correndo as estradas do mundo
Repletas de descidas
e fartas encruzilhadas
A gente vai vivendo
a vida torta
Por essas estradas
Sem intendência ou fiscalização
Somente um pedaço de chão
esburacado
Só
A gente vai vivendo
essa vida sem parada
Juntando ao longo do caminho
o pó das diversas estradas
Esperando pelo dia
Em que alma parta
E que todas as lembranças
Sejam inexoravelmente
Engolidas pela terra
e esquecidas
E a gente
um dia também vire pó
espalhados pelas tantas estradas
de outras vidas
Edson Ricardo Paiva
Acordei de madrugada
Pra contar
Que duvido que haja no mundo
Amor de amar assim
Igual a esse, que existe em mim
Eu tenho vivido
Um amor em recesso
E tudo que peço
A quem eu amar
É um espaço pequeno de coração
Um momento sereno
de pura atenção
E que possa ouvir até o fim
Todas as juras
deste humilde coração que pede
Qualquer migalha de conforto
Pra um amor
Que acorda de madrugada
e passa os dias absorto
Por amar-te tanto assim
Um amor sem dor
Amor de alegria
Um amor que te traria
Qualquer coisa que fosse
No final de cada dia
Um amor que partisse
Apenas pra poder fazer
Com que você risse
ao vê-lo voltando
E saber que foi verdade
Aquilo tudo que eu disse um dia
Esse amor procura
Alguém que o entrelace
E num simples olhar
lhe diga somente
O quanto gostaria
Que ele ali ficasse
E depois suspirando
de tanta alegria ali contida
Tivesse a certeza
Que a beleza de tanto amar
Haverá de crescer
e permanecer pra sempre assim
Até o fim
de todos os nossos dias.
Edson Ricardo Paiva
A Perfeição do Mundo.
Veja o mundo
Pelo vidro da janela
Recebendo a luz distante
No instante em que a luz se move
Tudo em seu lugar, tudo perfeito
No jeito que a chuva chove
Há infernos pra todos os Céus
E desertos pra tantos ventos
Milhões de lamentos futuros
Pra tantos obscuros fingimentos
Tudo no lugar, puro e perfeito
De objeto a manifestar
A cura pros teus defeitos
E passam-se os anos
Abraços distantes
Olhares despercebidos
Tão perto e jamais se cruzam
Lágrimas fogem dos olhos
Fazendo a vez da alegria
A noite a engolir o dia
No Céu a Lua
Míngua transbordantemente
E é quando a gente percebe
Que nada
Exatamente nada
Necessita ser assim
Tão gritante ou eloquente
Quanto raios de Sol
Ou malhos do martelo
Desde que a gente aprenda
Que poder ser
Que lá na frente se arrependa
Por não ter compreendido
A beleza do poema simples e singelo
Está tudo no lugar, mundo perfeito
Pois
Está tudo
Exatamente onde devia estar
Antes que a gente
Mude tudo, pra melhorar
Perceba
Desde a enorme cegueira
Causada pela luz do Sol
Até a imensidão no ruído
Aprenda a enxergar tudo isso
E a vida
Surpreendentemente
Passa a fazer sentido.
Edson Ricardo Paiva.
A Imperfeição de Deus.
Está tudo no lugar errado
Desde quando o Mundo é Mundo
A começar
Pelo cálculo dos horas
E a miraculosa causa de nossas vidas
A pausa para o descanso
No voo dos gansos selvagens
Isso sem falar
Na mansidão da noite
Ou na brancura da nuvem que passa lá no Céu
Fazendo sombra sobre mim agora
Eu acho muito chato tudo ser assim
É simplesmente um erro
O formato rotundo do Planeta Terra
A lágrima daquele que erra
O engano daquele que chora
Todo mundo sabia fazer melhor
Portanto
Está tudo exatamente no lugar errado
Este é o único fato concreto
A noite dá lugar ao dia
O dia que se torna noite
Tudo isso, sem tocar no fato
de que Mares e Oceanos
Árvores, Estrelas, A Morte, A Doença
Nada disso deveria estar nos planos
Gente que pensa e que não pensa
O advento da Humanidade
As Máximas da nossa vã filosofia
Deus nem ao menos perguntou
Se alguém queria
A próxima mudança de Estação
As batidas do coração
A dor que dói agora
Quando a chuva cai
Ou quando ela não vem
A tempestade que destrói
A verdade que um dia aparece
E que destrói também
A fumaça que sobe
A gravidade, que a tudo faz descer
O lamaçal escorre
A grama cresce
O inesperado a causar espanto
O suave canto da Coruja
A viscosidade na língua do sapo
Quando impede que o inseto fuja
A Luz do Sol
Projetando a Sombra da Terra
Quando a Lua míngua
Água limpa, consciência suja
Um mundo todo errado
Ninguém que eu conheço erra
E tem sido assim desde o começo
O gato que mia
O latido do cão
Tá tudo errado
Abençoada imperfeição!
Ainda bem
Pois, Quem criou tudo isso
Não deixou que nada
Ou quase nada eu tenha feito
Neste Mundo abarrotado de defeitos
Pois, de certo
Assim me resta
E não presta do mesmo jeito
Somente a modesta e desprendida inspiração
Em saber reconhecer em mim
Que a tudo que fiz em vida
Nunca fiz nada direito.
Edson Ricardo Paiva.
Pouca coisa, além de nada
Me serve a bondade nos olhos
Se a maldade está no mundo
Mas ainda a preservo, mesmo assim
Guarda-me, Deus
De tamanha iniquidade que observo
Conserva em mim
O coração de ouro que um dia recebi
Repleto de sentimentos puros
Com o tempo aprendi
Quão correto
Saber o quanto o ouro é duro
Entender que no mundo
Compaixão é uma palavra
Que descreve algo que não existe
Triste verdade
E mesmo assim eu prossigo
Mantendo a mansidão de sempre
Enxergando o que não veem
Sentindo o que não sentem
Fingindo crer, quando eles mentem
Absorvendo a dor da incompreensão
Percebendo as águas turvas e cristalinas
Invisíveis enganos gritantes
Tanta coisa que me entristece
Tanta gente pensando esconder a verdade
Enquanto ela cresce
Amanhã de manhã eu saio à rua
E este mundo continua como antes.
Edson Ricardo Paiva
O Mundo se move
A vida passa
e nada fica no mesmo lugar
Se olhar direito
Pro dia de ontem
Talvez a gente reconheça
Em sombras que se escondiam
Muito mais coisas ocultas
Nas dobras da escuridão
Pensamentos se cruzam
Qual se arroios fossem
E o tempo que passou-se ontem
Hoje nos trouxe
Um pouco mais de força
Talvez energia nova
Um certo apoio
Um abrigo no peito
O trigo apartado do joio
E que prova valer a pena, ainda
Prosseguir de alguma maneira
Pode ser que à margem do caminho
Pisando leve e pelas beiras
O nosso breve tempo
Que a cada dia se prolonga
Mais e mais
Um barco no rio
Quem sabe um dia frio
Onde não cabe um abraço
Um espaço de tempo
Antes que a tempestade desabe
Talvez uma vida sem paz
Um sonho um tanto pesado
No sono, a cada dia mais suave
Enquanto o tempo a vida leva
E talvez a gente nunca entenda
A estupidez ilógica
Que determina
Se existe uma vida de verdade
Com a qualidade
E a opção de ser feliz
Ou então
Se o mundo é somente
Uma ferida aberta
E não existe um lugar
E nem hora certa pra nada
Portanto
A gente vai pisando à margem
Andando pela beira pra sempre
Felicidade
Somente uma lenda
Até que o mundo compre o corpo
de quem não pôs a alma à venda.
Edson Ricardo Paiva.
O Mundo se move
A vida passa
e nada fica no mesmo lugar
Se olhar direito
Pro dia de ontem
Talvez a gente reconheça
Em sombras que se escondiam
Muito mais coisas ocultas
Nas dobras da escuridão
Pensamentos se cruzam
Qual se arroios fossem
E o tempo que passou-se ontem
Hoje nos trouxe
Um pouco mais de força
Talvez energia nova
Um certo apoio
Um abrigo no peito
O trigo apartado do joio
E que prova valer a pena, ainda
Prosseguir de alguma maneira
Pode ser que à margem do caminho
Pisando leve e pelas beiras
O nosso breve tempo
Que a cada dia se prolonga
Mais e mais
Um barco no rio
Quem sabe um dia frio
Onde não cabe um abraço
Um espaço de tempo
Antes que a tempestade desabe
Talvez uma vida sem paz
Um sonho um tanto pesado
No sono, a cada dia mais suave
Enquanto o tempo a vida leva
E talvez a gente nunca entenda
A estupidez ilógica
Que determina
Se existe uma vida de verdade
Com a qualidade
E a opção de ser feliz
Ou então
Se o mundo é somente
Uma ferida aberta
E não existe um lugar
E nem hora certa pra nada
Portanto
A gente vai pisando à margem
Andando pela beira pra sempre
Felicidade
Somente uma lenda
Até que o mundo compre o corpo
de quem não pôs a alma à venda.
Edson Ricardo Paiva.
Todo o entendimento que há no mundo
Pode caber num pensamento
Antes é preciso aprender
Que o pensamento move a tudo
Mas o mundo inteiro
a nenhum custo é capaz
De demover a um pensamento pleno
E a qualquer desejo verdadeiro
Que seja justo e sincero
Mesmo que pequeno
Em primeiro lugar
Entenda de uma vez por todas
Que nem sempre é preciso
dormir para sonhar
Mas o ato de acordar
É indispensável
Pra poder viver os sonhos
Não importam os seus tamanhos
Entenda também
Que sempre será perdida
Toda força despendida em vão
Pra saber onde se quer chegar
Não é preciso ir até lá
Antes, aprenda a medir a distância
Arrependimento
Pode ensinar muito mais que a guerra
Guarde consigo os seus erros
E saiba ler as palavras escritas
Na lágrima de quem erra
Pois a ira
é uma péssima conselheira
E a mentira,
Uma aliada traiçoeira
Olhe ao seu redor
Descubra o que espera do mundo
Quem não sabe direito o que quer
Na verdade não deseja nada
E vem recebendo da vida
A vida inteira
A única verdade que lhe cabe
Portanto
Seja na subida ou na descida
Aceite de bom grado
O que lhe der a vida
Pois isso é tudo que te resta
Até aprender desejar
Decida
Ou então
Nada além disso te espera
Nesta
E em todas as outras vidas.
Edson Ricardo Paiva.
Amanhece mais um dia
O tempo passa
O mundo gira
Nasce o Sol
E o Sol se põe
Nuns dias
a gente sabe onde vai
Noutros não
É somente uma questão de tempo
A vida vai correndo como um rio
Os sinos tocam
Mas você não os escuta
Sopra o vento
E vai mudando a cara do mundo
Momento a momento
Corre o rio
Frio e calor
Seu coração se enchendo de amor
Transborda segredos
Pra depois se transformar em ódio
Ódio em medo
E o medo traz saudade
Nesse momento você pensa
Que já possui sabedoria
Mas foi só mais um dia
Um dia na vida que passa
Não há nada que se faça
Ou que se possa fazer
A vida passa
O cansaço te alcança
O teu coração repleto de espaços
Incompletos
Vazio de valor
Amores e abraços
Agora há somente
Espaço e lembrança.
Edson Ricardo Paiva.
Sonhos.
Tem gente que sonha
Tem sonhos que vem a nós
Todo mundo sonha, enfim
Nada que se sobreponha
Às estrelas, que nos encobrem as vidas
Estradas atrozes
Um pouco de poesia
Sobre umas coisas poucas
Uma leveza inexistente
Que se houvesse
De sonhos não carecia
Nem de espera
Um cuidado que parecia excessivo
E não era
Era a gente imaginando a vida
Pouco sabia além
A bem da verdade, nada sabia
Pra tudo mais
Um pouco de poesia
A torná-la mais leve
Nada que se sobreponha
Aos sonhos que não acontecem
Mas teremos pra sempre
A noite, estrelas, palavras que não foram ditas
Ou que talvez tinham sido
Não nas horas em que a gente
Tanto precisava ouvi-las
Um breve devaneio
O olhar desatento
Pensamento errado na hora certa
Todo mundo sonha, enfim
Assim como também desperta.
Edson Ricardo Paiva.
No mundo das ilusões
De vez em quando
Opiniões que divergem
Encontram o centro de gravidade
Como se deuses fôssemos
Capazes de estabelecer a perfeição
No campo das escolhas
No mundo das folhas ao vento
Há momentos que nos encontramos
Nos reconhecemos, flutuamos lado a lado
E depois seguimos cada qual seu rumo
Porque não há prumo e pouca coisa permanece
Parecia parecido, igual não era
Éramos sociáveis porque nos convinha
Mas não tinha de ser
No mundo dos espelhos
Fomos nossas próprias matrizes
Apaixonadas por si mesmas
No momento de mirar-se atentamente
Eram tantas cicatrizes que tentamos esquecer
Nada as podia unir
No mundo das medidas
Era hora de partir, de ir embora
Porque a conta de maior importância
Era a que contava o tempo
Superando imensamente a distância
Nos piores momentos de indiferença
Fomos nós apenas gentes
Cujas visões que, por demais diferentes
Refletidas, no espelho da vida
Enganadas, nos remetiam
A um mundo de ilusões
Como folhas ao vento
Perdidas, em desmedida distância.
Edson Ricardo Paiva.
No dia do Juízo
Um anjo indeciso
Pergunta ao miserável:
De qual maneira
Julgas este mundo
Que foi-te tão pouco amigável?
E o miserável responde:
Sina pior que a minha
Teve o poeta em vida
Recebeu somente indiferença
Tentando dividir a arte
Que a sorte não queria dividida
Escreveu, escreveu
Não resultou em nada
A sua letra trôpega
Foi do Alfa ao Ômega
Tropeçou no Gama
Caprichou no Sigma
Pediu a Deus talento
Não pediu sorriso ou agrado
Assim viveu o poeta
Lançando seta atrás de seta
Deus não concedeu-lhe pontaria
Jamais um sorriso, aplauso...
elogio
A pena com a qual escrevia
era digna somente de pena
Palavras na mente: choviam
Reconhecimento : Estio
Porém houve um dia
Um olhar mais atento
Quis olhar para o poeta
Por ao menos um momento
Esse dia jamais existiu
Já faz algum tempo
O poeta partiu
A terra sobre a qual
ele escreveu
Agora o esconde
Sem perguntar aonde
O anjo chorou.
Coisas passam despercebidas
Temores contidos
Quando o Mundo Gira
Peixes emergem assustados
Seres emitem som de lira
Pedras rugem
Quando brilha a Lua
Sombras que surgem das sombras
Coisas sem explicação
Rondando as fronteiras
do meu coração
Medos que me fazem
Criar coragem
Meu peito emite
Um silêncio lancinante
E os impulsos descrentes me fogem
Vai longe o tempo da inocência
A gente aprende de repente
a ter prudência
Ao perceber que a Floresta encantada
Que a gente enxergava
espiando pelas frestas
se tranforma do dia pra noite
Em bosque assombrado
Um dia
A gente há de acordar
E perceber
Que o Mundo esta melhor
Um dia
Você vai notar
Que a tristeza
Que parecia não ter fim
Não se senta mais à mesa
Não mais adentra a sua porta
A tristeza
Finalmente se foi
Pode ser até
Que esteja morta
Ninguém sabe
Ninguém viu
Fugiu sem pedir desculpas
Tornou se uma roupa
Que não mais te cabe
A tristeza finalmente
Foi embora
Olhe pros lados
Consulte o relógio
Pois pode ser que seja agora
A hora daquele momento
Tão profundamente
Acalentado.
Pode ser até que perceba
Que ela nunca esteve aí
E que aquilo que te fazia
Sentir se triste e solitário
Sempre a consultar o calendário
Nunca tenha deixado de ser
Somente um amigo imaginário.
Nem tudo a gente sabe
aonde é que se inicia
Porém, todo mundo sabe
Que tudo um dia chega ao fim
A vida te dá o que pedires
Pede então, a parte que te cabe
Peça o que houver
Lá no fim do Arco-íris
Pois antes que a vida se acabe
Muita coisa chega ao fim
Simples assim
Termina pra você
Excede também pra mim
Resta apenas a Luz da Lua
Iluminando a nosso casa
Que ficava no fim da rua
Hoje a gente nem mora mais lá
Chegamos ao fim do caminho
Hoje, estou aqui sozinho
Melhor que seja mesmo assim
Enfim, vou-me embora
do mesmo jeito que um dia vim
enfim
Tudo um dia chega ao fim.
Erguei, irmãos, a taça
Hoje o Mundo amanheceu em paz
As pessoas se reúnem nas praças
Acabou a dor, cessaram todas as guerras
O amor venceu, há imensas colheitas
a serem feitas em todos os milharais
e tudo mais que se planta no Mundo
O leão e a hiena hoje são amigos
Não há mais fumaça no ar
Os Beatles vem aí para cantar
Novas canções e canções antigas
Há Sol no Céu, mas ninguém há de pegar insolação
Erguei a taça, meus irmãos
O Pássaro Preto e o Canário
Nunca mais vão viver em gaiolas
Todo mundo agora vai jogar bola
e todos os jogos haverão de terminar em empate
Somos todos vencedores
Não há mais necessidade de saber quem é melhor
A idade de todo mundo vai parar nos trinta
As cobras terão asas
Porém só vão comer
Os insetos que forem muito chatos
Tem tinta pra pintar todas as casas
Todas as crianças vão ganhar sapatos novos
O Polvo vai inaugurar um Parque Aquático
A Matemática nunca mais vai ser difícil
Vamos todos nos reunir e tirar um grande retrato
Erguei a Taça, meus irmãos
façam espocar os fogos de artifício
Acabaram as doenças
Se extinguiram o engano, as diferenças
Terminou a indiferença
Todos os juízes de futebol
Agora terão duas mães de verdade
Encham suas taças com champanhe
A vida vai ser só felicidade.
Abrace antes o Mundo
E encare a vida face a face
Mergulhe fundo nos teus sonhos
Antes que os anjos se afastem
E o tempo leve seus melhores amigos
Não deixe que seus desejos
Se transformem em sonhos antigos
Sem que antes tenha tentado
Não existe nenhuma garantia
de que vão se realizar
Mesmo assim
Não permita que um dia
Você mesmo se cobre
Pelo arrependimento nada nobre
de ter visto a vida passando
e que você não disse
não fez, não foi e nem viveu
por medo
Não permita que enterrem
Junto a ti
Os teus segredos
Viva os teus sonhos
Grandes ou pequenos
E permita que eles permaneçam vivos
depois de você
O Mundo é como um violão pendurado na parede e a vida é como uma canção. Existem milhares de canções pra se cantar e muitas mais que ainda não foram escritas. Aprenda os segredos do Mundo como quem aprende os segredos de um instrumento e faça da sua vida a mais linda canção que já se ouviu. Ainda dá tempo!
"A tecnologia do mundo de hoje torna a atual geração de jovens indubitavelmente mais bem informada do que era a minha, na minha juventude. Mas isso não a faz em absoluto ser mais inteligente, parece até que regrediu. Se quisermos realmente ter uma Humanidade mais inteligente, creio que devemos mesclar a educação antiga com a tecnologia atual. Está mais que provado que a tecnologia sem direcionamento falhou."
Quatro almas de repente
Mudam um Mundo inteiro
Mudaram-no tão profundamente
E tanto para melhor
Que chego a pensar
Que a História poderia
Ter parado alí
Não conheci nada e nem ninguém
Que resumisse tão bem
Aquilo que minh'alma desejava ouvir
Mas o tempo não parou
Assim como não morreu
e jamais haverá de morrer
O meu querido e amado
Bom e velho Rock'n Roll
Duas dessas almas
Hojem transformam em festa
As calmas tardes celestes
E cá neste mundo é tarde
Pra quem não viveu pra vê-los
As duas almas restantes
Dividem-se em quatro
Pelas quartas partes do Mundo
Nunca mais, em momento algum
Houve melodias
Que me tocassem tão fundo a alma
Se eu pudesse escolher um presente
Pediria a Deus somente
Em algum dia de algum domingo
Poder me sentar e passar algum tempo
Cantando junto com Paul e Ringo.
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