Partir
LEGADO E HERANÇA e LEMBRANÇAS
de Gilberto Braga.
Sei que quando " partir", para onde eu ainda não sei, mas sei que deixarei de herança um tesouro " escondido " na minha alma e no meu coração....palavras em versos e e linhas : Esse é "O " legado" que chamamos de amor!
Se eu partir agora, não posso reclamar, pois a minha vida foi cheia de emoções, alegrias, tristezas ,derrotas e vitórias e o principal: Amor !
Estou pronto para morrer feliz !
Com as cinzas lançadas ao vento, nas montanhas de Minas Geraes ou quem sabe lançadas o mar.
Gilberto Braga.
Quando eu partir, não serei nada mais do que simples palavras ou versos, como estes, que por curiosidade ou saudade alguém resolveu ler.
Quem muito compara vive uma vida sem autenticidade por querer ser, ter e viver a vida a partir da vida do outro
Acomedido é aquele
que utiliza da dúvida
para obter a verdade,
pois ao partir da negaçao
do que lhe foi apresentado
oportuniza o confronto
de possibilidades que
o conduz a negar ou confirmar
o que foi duvidado.
Toda aprendizagem que se constroi
a partir do exemplo
se solidifica na replicaçao
do exemplo dado.
Sendo assim,
se o exemplo for construtivo
a aprendizagem também será.
Em breve, muito breve eu vou partir
Me aguarda na margem de cá
O Caronte, que me haverá de conduzir
Pra bem longe da tua presença
e muito além deste horizonte
Pois aqui, pra mim, não há mais nada
À você, que me induziu à queda
Sua alma é por demais pesada
Portanto, ele manda avisar
Que não há como aceitar
Sua moeda.
A escuridão só pode existir
até determinado ponto
à partir do qual ela já nem cresce
A escuridão simplesmente
não mais escurece
Assim também pode ocorrer
Com a claridade
Com a sua idade
e até mesmo com a vaidade
Existem limites latentes
embutidos ou inerentes
Existem limites para a nossa paciência
A nossa ciência também
é por demais limitada
Existe sim, um fim para o nada
Assim como os há para quase tudo
Mas não existem limites
Para o amor e o conhecimento
Apesar de nós mesmos
Através do uso
de todas as nossas limitações
Impormo-nos limites
a todo momento
Porém para todo momento
Também existe um fim.
Desfeitos os enganos
E feitos à partir de então
Somente bons planos
Esqueça-se agora
deste teu triste lado crítico
E torne-se o mítico artísta
Que desejas
Procure lêr nas entrelinhas
desta loucura poética
haverás de achar, então
a métrica perfeita
E verás
Que a canção
Já nasceu feita
Há momentos em que tudo que penso
é somente sumir, partir, ir embora
Estou por aqui há tanto tempo
Que nem ao menos me lembro
Qual das pernas eu uso
Pra dar o primeiro passo
Sinto saudades de um dia
Que nem ao menos sei dizer
Se realmente existiu
Ou se meu coração o criou
Pra espantar a tristeza
Num momento de rara beleza
Eu voava por sobre pântanos e montanhas
E me sentei, cansado
Embaixo de uma árvore
Arreada de lindos e estranhos frutos
Ao meu lado uma voz me dizia
Que aquele havia sido
O dia mais divertido de nossas vidas
Hoje, tudo que me resta
Além de dias diminutos
É a vontade de reencontrar
Os pássaros que voaram comigo
Numa antiga lembrança
de uma hora amiga
Que eu não sei dizer
Se realmente existiu.
Quem dera poder viver
à partir de agora
e que fosse este mundo
de hoje em diante
Aquilo que a gente
sempre esperou
e ainda espera
Um mundo de gente sincera
Em lugar desse circo de feras
Um lugar em que se mente
Tão comumente
Que acaba sendo mais que comum
Desconfiarem também
da gente
Pensando que eu, simplesmente
Não passe de mais um
E também seja igual a elas.
Desejo que a partir de hoje
Em nossos caminhos haja somente
A luz do Sol, Flores, amores de todas as qualidades
Dias felizes, solução para todas as crises
E uma cadeira de balanço
Nos finais de tarde
Eu vejo a luz do Sol descendo
Iluminando, aquecendo e clareando
A Terra, as raízes e as pétalas das flores
Eu vejo flores
A enfeitar nossos caminhos
A perfumar, A ornamentar, A tornar muito mais belas
A minha vida
A sua vida
E as vidas de todas aquelas
Pessoas que até a pouco tempo
Por viver uma vida de dor
Havia há muito
Se esquecido de algo que sempre vem por cor
Nos caminhos cinzentos pelos quais passávamos
Caminhando em silencio
Antes que os pássaros acordem
E uma cadeira de balanço
No final da Tarde
Eu quero que estejam bem próximas
As manhãs felizes
Que todas as nossas vidas merecem
Que esteja em nossos caminhos
O maior número possível de notas máximas
Que as pessoas que amamos
Estejam sempre bem pertinho
E que nunca recusem-nos abraços
E que possamos apoiar-nos
Uns aos outros
Na realização de cada passo desta dança
Que nos venha sempre
Aquele sonho de criança
Mas que venha sem fazer alarde
E que haja sempre uma cadeira que balança
Onde possamos nos sentar e gargalhar
No final de cada tarde.
"As pessoas dizem que desisto fácil demais.
Então, a partir de hoje,
e pela última vez, desisto.
De tentar provar que eles podem não estar certos."
A história da nossa vida
Poderia ter sido contada
A partir de simples olhares
Coisa que sabemos decifrar
Desde cedo
Colares de mau olhado
Olhos que causam medo.
Passagens bonitas
Belas, muito belas
Todas elas tiveram seu tempo
Num passado que ficou
À deriva de olhares
Passagens fraternas
Olhadelas furtivas
Olhos aos pares
Esquivas
O brilho que se apagou
Num olhar do passado
E que nos olha de outro jeito
Entre todos
Somente um olhar
Jamais se apagaria
O brilho do amor eterno
Pois amores eternos
São olhos tristes
Olhando pro par de olhos
De quem insiste em não os ver
E vão brilhar mais além
Das estrelas no firmamento
Eterno pranto
Sem retorno e sem apelo
Porquanto seria preciso
Olhar em nossos olhos
Para vê-lo.
Edson Ricardo Paiva.
