Para uma Pessoa Perdida
Na trama sutil da solidão que tece,
Num fio de ausência e memória perdida,
Cadê você? Sozinho, ecoa a prece
De quem na vida não quer ser só partida.
Esquecera de mim? Nas horas tardias,
Teu nome toco em cada acorde baixo,
Sinfonias de amor, melancolias,
Na beleza pura que ao prazer faço laço.
Só penso em ti, na vastidão do dia,
Minha alma, em seu deserto, te busca inteira,
Sentindo falta da tua companhia,
No coração só, tua presença é ceifeira.
No caminho, um encontro, simples faísca,
Transforma o ar em júbilo, a solidão em festa,
Não desejo te possuir, apenas a mística
De um carinho que no amor sempre resta.
Lindo ser que sabe viver, é verdade,
Teu sorriso me desarma, me faz rei,
E nessa canção que em mim invade,
Canto o que foi e o que ainda não sei.
Por onde andei? Te procurando sem ver,
Na ignorância de um coração que tarda,
Mas agora sei, tudo que preciso é você,
A peça que faltava, que a tudo aguarda.
Eu protegi o teu nome, Beija-Flor,
Codinome de amores, escondido e sentido,
Nos lábios meus, o gosto do que é amor,
Atrasado chego, arrependido e remido.
Ainda é tempo, o ontem é tarde demais,
Hoje as horas estendem as mãos,
Para amar, para viver, para a paz,
Para aumentar o mundo, sem vãos.
Amar, desejar ser amado, verdadeiro elo,
Dar-se pelo outro, o ato mais generoso,
Na partilha do sentir, no doce apelo,
De viver o hoje, no amor, formoso.
Não confunda ovelha perdida (Lucas 15.4-7) com filho pródigo (Lucas 15.11-32). A ovelha não tem ideia porque se perdeu; por isso ela não sabe o caminho de volta. Então o Pastor deixa as 99 e vai em busca dela. O filho pródigo sabe muito bem porque saiu e conhece perfeitamente o caminho de volta. Sabe quem é seu pai, sabe o que ele tem em casa. Tem muito filho pródigo querendo ser carregado no colo, apresentando feridas que ele mesmo procurou.
De minh'alma inquieta
Fluem sentimentos andarilhos
Perdida de mim mesma
Por querer "andar em trilhos " alheios
Alheios à mim à ti e à todos
A colisão é inevitável
Sonhos guardados no fundo da mala
Enquanto eu me pergunto por que
De andar em uma estrada que não é minha
Os parentes me gritam na sala
Enquanto eu sufoco sozinha
Eles não vêem meus passos tropegos
Eles não vêem o peso em mim
dizem o quanto estou melhor assim
Depois que deixei aquela fase
Pamelapacheco @sobreapam
Só quero alguém que me abrace quando eu me sentir perdida , triste , sozinha e que me diga ao pé do ouvido vai ficar tudo bem minha menina , eu tô aqui ...
Eu nunca tinha me sentido perdida antes... Até chegar o dia em que você soltou as minhas mãos e me disse: daqui pra frente caminhe sozinha....
Eu lutei, eu tentei mesmo sabendo que a guerra estava perdida, não poderia permitir que matassem você dentro de mim, mas você se matou.
Nenhuma autoridade é sozinha, se não tiver Deus está perdida. Porque Deus é a autoridade maior que faz tudo acontecer. Acredite que Deus tem planos pra Você.
Uma dor indolor
Uma perda perdida
O fim de um começo
O começo do fim
Um pensamento não pensado
Algo que poucos entenderiam e entenderão
A última solução de uma opção.
O Dilema da Sabedoria Perdida
Tentando ensinar ao que não quer aprender,
É como dar pérolas a porcos, um esforço vão,
Pois na mente fechada, a sabedoria não há de penetrar,
E o risco é sempre duplo, um jogo sem chão.
Quando dizemos "sim" ao que não entende,
O simples assentimento pode até agradar,
Mas se a incompreensão é o que se defende,
A agressão, o acusar, não tardará a se manifestar.
É um esforço inglório, o confronto com o insensato,
Pois cedo ou tarde, a razão se esgota, se esmorece.
Seja pela força brutal ou pelo cansaço, um fato:
O desgaste é inevitável, e o desgaste, a vitória concede.
Tentativas de convivência se tornam um fardo pesado,
E a razão, em sua luta, pode se perder.
O estúpido, com sua ignorância e peito inflado,
É uma tempestade em que a sabedoria se vê a desaparecer.
O dilema é claro: a sabedoria não se impõe,
Mas a resistência e a negação têm seu preço.
Em cada tentativa, o risco se reescreve, e então,
O caminho do entendimento se torna um triste excesso.
O Encantamento
A princípio, ele pensou que ela fosse Ariadne — uma ninfa perdida entre os mitos e as constelações. Pensou que sua mente fosse um milagre oculto dos deuses, uma peça rara entre os destroços do caos. Via nela o brilho do improvável, como se cada gesto carregasse um segredo antigo.
Mas com o passar dos dias, ela foi se revelando... comum.
Pessoa binária — presa na contemplação medíocre entre o sim e o não, entre o bem e o mal. Uma alma regida por manuais. Uma mulher como tantas.
E ainda assim, ele a desejava.
Não por aquilo que ela era, mas por aquilo que ele imaginava que poderia ser, se ela aceitasse se lançar com ele ao vazio. Ele queria a vertigem. Queria sair do chão com ela, voar — não sobre nuvens, mas sobre abismos. Queria perder-se e, no fundo da queda, encontrá-la.
Ele era um homem subterrâneo.
Habitava no silêncio, na contramão do tempo. Carregava na alma uma solidão antiga, quase mineral. Tinha feito do abismo seu ateliê, seu altar e sua casa. E nela enxergava a possibilidade de dança, de salvação, de ruína bela.
Queria levá-la para esse mundo, onde a arte não tem preço e os gestos não pedem permissão. Queria que ela ouvisse o som da vertigem, o canto obscuro que move os artistas quando amam.
Mas ela tinha sonhos —
Sonhos com raízes, não com asas.
Queria se casar, ter filhos, construir uma casa com varanda e cortinas. Queria um homem estável, domingos tranquilos e filhos com nomes decididos muito antes de nascerem.
— E se não houver futuro? — ele perguntou, numa madrugada em que ela falava de imóveis e certidões.
— Então a gente inventa um — ela disse, sorrindo como quem jamais compreendeu a pergunta.
Ela não o entendia.
Achava bonito o que ele dizia, como quem acha bonita a chuva ou a música triste — mas não desejava se molhar, nem chorar.
Ele queria que ela rasgasse o destino e ardessse com ele num fogo sem nome. Mas ela dizia:
— Você precisa crescer.
E ele sentia que era exatamente o oposto: precisava desaprender.
No fim, ela partiu.
E ele ficou — com a ausência dela, com a vertigem não vivida, e com a verdade que o tempo traz como um veneno lento:
não era ela quem havia sido pequena —
era ele quem havia sonhado grande demais.
A matemática de um pastor é adicionar às 99 ovelhas a única ovelha perdida de seu pasto, custe o que custar, para não dar saldo positivo à fome contábil do lobo.
Como é bom jogar com a verdade: a mentira perde todas, ainda que arranje gente perdida e estratégica.
Se a sua cabeça está perdida, coloque Jesus Cristo no lugar dela e você vai achar o seu corpo no lugar certo.
A maioria da sociedade mundial tem perdida o foco de suas conquistas,
se deixando arrastar pelas más escolhas e adotando um decadente estilo
de vida, em vez de aperfeiçoar seus talentos, qualificar seus potenciais
e exercer as suas habilidades.
