Palavras de Separação
Ultimamente ninguém liga pro que eu tô sentindo
Me diz o que faria se ninguém quisesse te entender
Quero ver, mas seu orgulho não deixa eu voltar, não
Almas condenadas
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Quando duas almas infelizes
Já estão habituadas à desgraça
E conformadas com o inferno,
É necessário que uma das duas deseje o paraíso
A fim de que por meio de uma das condenadas
Ambas alcancem ao menos as proximidades do céu.
Somos agora meros desconhecidos que, lá atrás, dividiram a mesma escova. Espero que com o vazio do seu banco de carona você tenha aprendido que o essencial não é a velocidade do deslocamento, mas sim a intensidade da companhia, que torna as viagens mais duradouras. Amor, eu já fui.
De todas as dores que afligem o coração de uma mãe, a mais amarga delas é quando o filho cresce, sai debaixo das suas asas e da sua proteção, voa para longe para construir o próprio ninho e sai do seu campo de visão.
Nem tudo o que parece amor é vínculo.
Quando o afeto é uma encenação, a dor é o único sentimento verdadeiro.
Não entregue o coração por inteiro. Dê a metade. Assim, na decepção, ainda terá suprimento para uma sobrevida.
Mesmo que os séculos nos separem e os céus nos escondam, meu coração há de reconhecer o teu em qualquer lugar da criação.
Se você se dispôs a fazer as pazes com alguém, mas não encontrou ninguém do outro lado para reconciliar-se, talvez a única pessoa que você tenha que se entender, seja com você mesmo(a).
Será que em nenhum momento ele considerou que ela também tinha sentimentos e um coração, e que talvez o que ele tenha dito a deixou mau?
Ele era especial para ela, mas ela era alguém com quem ele gostava de brincar, e esse foi o começo do fim.
Deixando para trás conflitos.
Sei que independentemente do caminho, a batalha será constante, mas com menos confrontos e menos feridos.
Algumas noites, deito-me com as lembranças, e em silêncio chamo por você.
Em outras, ouço os ecos passivos da saudade, chamando-o por seu nome.
O que machuca entre idas e vindas é voltar sempre para a vida um do outro e se entregar mais do que o necessário e, ao recuar, perceber o quanto todas as vezes deixamos partes de nós no outro e o quanto do outro fica em nós.
Se nos indagarem sobre o que éramos, diremos que éramos a essência da completude, desprovidos de delírios e desvarios.
Éramos a totalidade um do outro, mesmo quando a compreensão nos escapava.
