Pai Nao Entende nada
A Alma precede a Consciência!
Porque,
a Alma é a Existência ou o Nada que pode se tornar algo ao apegar-se a alguma Essência ou Consciência ou Visão de Mundo!
Isto é,
a Existência precede a Essência.
É difícil contentar o descontente, porque o descontentamento é um vazio interno que nada externo consegue preencher.
NADA
Se penso em fazer voltar-te a rosa dada
Converto em dor os versos de lembrança
Sinto em mim uma sensação angustiada
Percebendo que já não mais é a aliança
Tua citação é mais nada, d’alma retirada
E, no meu cantar não mais a esperança
A outrora melodia, no meu peito, calada
Por ser mais nada, então, nada avança
Como eu posso devolver-te o mais nada
Se nada mais, tenho, nem nada a te dar
O meu versejar me serve como espada
Um escudo, a deter a lágrima a derramar
Pois, um dia se choradas, hoje enxugada
Rasurando os datados versos por te amar!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
05 março, 2024, 15’51” – Araguari, MG
É noite
uma única voz
solitária
se faz ouvir
Escuto!
inutilmente
tento identificá-la
é madrugada
e a voz
já não me diz nada:
nem ódio
nem amor.
Maldita voz!
Sem pudor;
cala-te
meu interior.
É absurdo para o evolucionista reclamar que é impensável para um Deus inegavelmente impensável fazer tudo do nada, e então fingir que é mais pensável que o nada se transforme em tudo.
Estamos dizem; os estudiosos da psiquê desesperados por ser feliz e ter bons resultados no dia-a-dia!
Mas acabamos sofrendo muito mais porque chega uma ocasião em que não temos o planejado, o esperado.
Nem dos mitos, tão pouco dos seres que acredito eu; não querer resolver muita coisa.
Nada!
Horas e horas neste ponto morto
Onde caiu agora a minha vida...
Nem um desejo, ao menos!
Só instintos pequenos:
Apetite de cama e de comida!
Nem sequer ler um livro
Ou conversar comigo, discutir...
Nada!
Neutro, morno, a dormir
Com a carne acordada.
Relaxe. Nada do que você fizer irá prolongar sua vida. Na verdade, o estresse só serve para encurtá-la.
ENREDADA DE NADA
Versejo triste, ralo, a poesia vazia
Verso sangrando de muito sonhar
Atrás de uma poética com alegria
Em vão me esforço para alcançar
Rimei paixão, sensação, ousadia
Sem nunca largar, ou desanimar
Em uma fé sedutora que me guia
Sofri, chorei... Noite e dia a idear
Poeto exausto, lerdo, desatento
Um canto de sussurro, lamento
Saem nos versos em enxurrada
E neste poetizar com verso rudo
A minha desilusão é quase tudo
Numa poesia enredada de nada.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
10 abril, 2024, 20’36” – Araguari, MG
Nada mais tão confortante
Nada mais de tanta raça
Que faça erguer esta taça
De valor tão fascinante
Ah que troféu retumbante
Suscitado em seu destino
Se é tudo tão cristalino
Hei de exaltar o feitio
Nada mais tão luzidio
Que o brio de ser nordestino.
No mês de outubro enalteço
A perseverança exata
E o dia oito é a data
Que consagrada ofereço
Esta data não tem preço
Realimenta o meu hino
Aprendi quando menino
Que o nordeste é varonil
Nada mais tão luzidio
Que o brio de ser nordestino.
Nada mais me reconforta
Nada mais tanto me encanta
Nada mais em minha planta
Neste nordeste me importa
Que um ser em si que comporta
Realce tão cristalino
Autêntico, genuíno
A merecer nota mil
Nada mais tão luzidio
Que o brio de ser nordestino.
