Os Inocentes de uma Guerra
GUERRA E PAZ
Da guerra... o que se espera?
São filhos meus... são filhos seus.
São olhos que se fecharam.
Para sempre num permanente breu.
São céus enegrecidos
por fumaça escura.
Dias como noites anoitecidos...
Cadê o Sol?
Envergonhado... ficou, entre nuvens espessas, dos homens escondido.
É tanta morte.
É tanta noite.
É tanto sangue.
Açoite, atrás de açoite.
O rio segue seu curso.
O mar – maré vermelha – a vergonha da Lua espelha.
Cadáveres armados
lado a lado...
Heróis... anti-heróis...
A paz... na guerra... era só o que haviam buscado.
... desesperados... desesperançados!
Seja Resistência
Subversivo
Intrépido
E audacioso
Leve paz onde há guerra
Luz onde há escuridão
Amor onde só há violência
E resistência onde há opressão
Seja um rebelde
Um herege
Mas nunca um covarde
Lute até a sua última gota de sangue
Até suas forças se esvaírem
Até o cansaço se apossar do seu corpo por inteiro
Onde quer que vá
Leve revolução!
O fraco arranja um pretexto para não lutar, o forte vai à guerra sabendo que o “objeto” da sua conquista é seu por direito e meritocracia.
Vivemos numa guerra civil entre policiais e bandidos, onde muitas vezes são pessoas oriundas do mesmo extrato social, amigos de infância que, por ironia do destino, estão lutando em lados opostos.
É deprimente esse cenário onde pisam-se, corrompem-se, prostituem-se, drogam-se, matam-se uns aos outros e todos que atravessam no caminho.
Enquanto os maiores culpados dessa realidade caótica desfrutam de um bom vinho bem distantes desse ninho.
Alguns homens entraram na guerra sem mesmo querendo ir,
disseram que era necessário. “Se todos os nossos guerreiros lutarem
nós venceremos” mas na minha opinião todos perdem.
Seja confiança, piedade ou vontade de viver. Mas, todos ganham
uma única coisa. Culpa.
Alguns também fugiram, para terem uma vida calma e criaram sua
família.
Alguns queriam ir, porque tinham confiança. Mas no meio da
batalha a confiança sai como uma bala na cabeça deles.
Eles são apenas marionete nas mãos do governo. No qual teriam
uma boa chance em conseguir uma parceria com o povo adversário.
Setembro e seus dias curtos mas que demoram a passar
nunca me deixei ser vencido pela guerra
mas nem só de vitorias se faz um guerreiro
não me considero um vencedor apenas um sobrevivente
onde o azul de agosto vai embora aos poucos
E vem chegando o laranja amarelado de setembro
é a primeira guerra que não vejo um vencedor
mas sim um tratado de paz
Onde os dois lados jogam as cartas na mesa
Onde um dos lados tem uma flor de espadas
e o outro tem uma flor de basto
fico feliz de estar do lado da flor de espadas
O argumento
De manhã
lemos anestesiados
as notícias da guerra (qualquer uma),
uma manchete
bem merece alguns combates;
cada bando
quer demonstrar que Deus
está de seu lado
com o argumento definitivo;
nossos olhos percorrem
as páginas
– buscamos mais confirmações
de nossa derrota
e o jornal traz o que esperamos encontrar.
Países, políticas e religiões, são adopções universais, humanamente à mercê, da guerra, da paz e dos séculos.
A guerra é coisa de homens imbecis que não sabem conversar. E na falta de capacidade deles,brincam com vidas inocentes que nem sabem porque estão em guerra e o porquê da guerra.
