Orvalho
Uma folha solta ao vento me traz a tua voz
Numa gota de orvalho sinto a tua suavidade
Nos pingos da chuva vejo as tuas lágrimas
Nos trovões ouço os teus gritos que me chamam
Na noite sinto o teu desejo meu amor
Os teus beijos são doces como mel
Queria estar nos teus braços
Perdida nos teus beijos
Os teus dedos enlaçam os meus
Como uma suave brisa aconchegante
Procuro-te numa ânsia ardente, mas em vão.
Você e Eu
Você é a gota de orvalho que embeleza ainda mais as lindas rosas solitárias.
Você é a espuma branca que se forma ao quebrar das ondas na praia e estas são acalentadas pela suave brisa que sopra do eterno mar.
Você é o brilho da lua solitária que se aquieta com sua solidão, dando luz aos que amam.
Você é o silêncio que soa no desabrochar de uma rosa; é a estrela que brilha só e se deita nos braços da lua, recebendo o aconchego do céu.
Você é a gaivota que atravessa o céu à procura de uma linda nuvem onde possa pousar seus sonhos.
Você é o sol que aquece os dias mais frios e ilumina os caminhos mais escuros.
Você é a melodia suave que embala meus sonhos e acalma meu coração.
Você é a razão do meu sorriso e a inspiração dos meus pensamentos mais profundos.
Você é a brisa suave que refresca a alma nos dias mais quentes.
Você é a chama que mantém acesa a esperança nos momentos de escuridão.
Você é a harmonia que transforma o caos em uma sinfonia de paz.
Você é um pouco de tudo, é um pouco de tudo, de tudo, de tudo! É tudo que mais quero!
E Eu? Sou apenas o cara que te ama, que te ama, que te ama demais.
Não preciso de muito para ser feliz se, diante dos meus olhos, seu perfume, mesmo no orvalho do dia, eu puder viver, ter e sentir.
Divida comigo todo o seu orvalho no meu paladar que adularei toda sua extremidade só pra te molhar novamente.
Estou tecendo a espera,
feitio de orvalho silenciosamente entregue a nuvem.
No futuro do presente, dia virá:
Tornar-me-ei a desaguar em tua pele.
O Amanhecer do Orvalho
Desperto antes do Sol, quando o mundo ainda respira em segredo. Levanto-me com o silêncio de Oxalá, aquele que traz a paz e a pureza das manhãs. Me alongo como se estendesse meu corpo até os troncos mais altos de Iroko, pedindo força e equilíbrio.
Respiro fundo. O ar da madrugada ainda carrega o hálito de Nanã — o mistério antigo das águas paradas, do tempo que não corre, mas mergulha. Ouço músicas como se fossem orikis, louvores antigos aos que me guardam. E quando entro no ônibus, sei: não é apenas um transporte. É um navio de tempo, conduzido por Ogum, senhor dos caminhos e das encruzilhadas.
As montanhas de Minas me acolhem com braços de Xangô — firmes, justos, cheios de presença. O Sol começa a romper o céu como a machadinha que corta o véu entre mundos. A garoa se dissolve nas folhas, e cada gota do orvalho é um axé que Exu espalha pelo chão: movimento, transformação, recado.
O céu avermelhado anuncia Iansã, que dança com o vento e sacode as nuvens com sua energia tempestuosa. Ela não pede licença: ela liberta. Sinto sua força nos fios do cabelo, no arrepio da pele, na velocidade do mundo que desperta.
As folhas pingam em silêncio, e Oxóssi, o caçador que conhece os segredos da floresta, caminha ao meu lado. Ensina-me a observar. A natureza me fala em símbolos, em aromas, em pequenos gestos. O cheiro da terra molhada é saudação a Omolu, senhor da cura e da renovação.
Na luz que esquenta devagar, vejo o sorriso de Obá, guerreira discreta, força que é ternura. E quando o calor toca a pele, é Xangô de novo, com sua justiça luminosa dizendo: “É hora de viver com coragem.”
Estou dentro do ônibus, sentado, vendo tudo passar depressa, mas dentro de mim tudo é lento, ancestral. O tempo gira em círculos, como os giros de Oxum nas águas doces, como os passos de Iemanjá nas espumas do mar. Tudo passa, mas tudo permanece.
Sou parte do mundo. Sou feito de terra, de água, de fogo, de ar. Sou filho do tempo, guardado pelos Orixás. O amanhecer não é só um momento do dia. É um rito. Um reencontro com aquilo que nunca dorme: a força sagrada da vida.
ASSIM NASCERAM NOSSOS FILHOS
Em vastas noites tranquilas,
Gotinhas de orvalho caíram,
Do céu, buscando uma flor.
Desceram, em paz, perseguindo
O botão de uma rosa se abrindo,
Num jardim cheinho de amor.
E ali fizeram morada,
Na rosa mais perfumada,
Mais bela e mais singular.
Irradiando alegria,
Felicidade e harmonia
Em minha vida, em meu lar.
Orvalho
Há uma calma umidade que se detém,
silenciosa, atrás das cercas — nas tramas do mato,
onde o peso das horas mal se sente.
Não teve o tempo de ser apenas água,
carregou-se de sentido ao escorregar da
folha na sombra fria da noite.
Segue um curso que não escolheu,
um fio d’água, sentimento indefinido
que se perde nas dobras do ser.
Será lágrima do mundo ou suor da terra?
A incerteza do líquido que se dissolve é a mesma
da superfície breve de tudo o que vive.
Do gotejar ao chão, desfaz-se em ser,
água que se entrega ao jardim sem mágoa,
rompe as raízes, dissolve o silêncio,
sempre sendo outra, sempre fugindo de si.
Nas bifurcações da vida, onde tudo se entrelaça,
dilui-se para que a essência se revele,
ciclo de entrega e retorno, onde a fragilidade
se faz força.
Inquilina da própria queda,
desce da folha como do cílio uma lágrima,
com o gosto salgado do mar que nunca viu,
e o peso de todos os sonhos que se
perderam.
Não é a mesma lágrima de outrora,
não é a mesma gota que escorreu um dia,
quando despejada tocou as pedras que
chamei de peito.
Os pingos de orvalho
Nas pétalas das rosas
Enobrecem o arranjo
E a amada se
Desaba nos pingos
De lágrimas
O Desabrochar da Flor .
A Beleza que emana de si mesma ,
regada pelo orvalho da madrugada,
E aquecida pelo sol em suas petalas refletida
Promove o desabrochar da flor que de modo encantador atrai o negro beija flor , carrega em seu bico o doce sabor , retirado da mais linda flor , tem agora energia e alegria , para tornar doce o amargo dia.
Eu sou uma gota de orvalho, uma lágrima caída..., um sentimento perdido..., um pedaço de vida... da história, sou uma palavra ainda por inventar, eu ....
Linda Tammer!
Você não pode chorar, as suas lágrimas
são como o orvalho das flores que
evaporam no cair da noite...
A sua alma não pode entristecer
pela decepção de um grande amor....
Homem algum pode despreza-la e se
desprezam é porque não tem coração...
Enquanto os homens olham a sua beleza,
eu enxergo a essência de Linda Tammer
que busca no construto da vida um grande amor...
O caminho em que tu caminhares e não achares orvalho, já foi percorrido,tente percorrer nos caminhos novos
Bom dia! Hoje Deus nos abençoa com seu orvalho regado de bençãos, regando a terra que estava seca, precisando da chuva, assim como nós precisamos dela, a terra também precisa dessa benção de Deus, assim como todo ser vivo. Pense e agradece a Deus por tudo, porque ele está no controle de tudo. Nunca reclame, mas agradece, Deus sabe de tudo que precisamos, ele conhece o no coração e lê os nossos pensamentos. Tenha calma, tudo é no tempo de Deus. Tem um dia abencoado.
Tenho em ti o meu [atalho,
Tu és o meu orvalho,
Namoro o teu eu inteiro,
Cruzaste o meu [caminho.
Tenho a sina de
[adorar-te,
Encontrando em cada sinal,
Só a tua amante presença,
E como poeta
[desbravar-te.
A poesia senda e claustro,
De talvez nunca ser
[reconhecida,
Poesia sem livro,
Poesia sem dono,
Que corre o risco de ser
[roubada.
Tenho o principal: a [fé.
Misturada as minhas letras,
Que segue erguida sempre;
- corajosa e a [pé.
Tenho o espaço [aberto,
Para esse futuro [incerto,
Esse talvez [concreto,
De um viver [repleto,
Amando [silenciosamente,
Um amor que não sai da [mente,
E do coração, mas que persiste
De sempre seguir em [frente...
Eu sou uma flor negra, com orvalho cheirando melanina, que transformou por resistência a delicadeza de suas pétalas em aço, sem alterar sua originalidade... E os espinhos que carrego por todo meu legado de consciência, feri! Toda tentativa discriminatória de opressão ou invisibilidade que se processe contra minha identidade, sou também ornamento no jardim da diversidade.
Alinhamento das forças , brota da essência a flor, seu orvalho são as lágrimas molhando terra, num fertilizar ininterrupto de sementes para nascedouro de vidas ...
- Relacionados
- Chuva
- Gotas de Orvalho
