Orvalho
Na lentura que serenou o orvalho,
Nasce a flor de gredelém,
serenando de prata, Belém,
vivificando a nascente do Arrojado.
Do luzeiro, a invitação da sabedoria,
À juventude e suas singelezas,
De Uiraúna a sacerdotal poesia,
De ser encoberta por um denso véu de estrelas.
A Ordem DeMolay bordou,
Em cada canto um sentido de viver,
De Molay Uiraúna herdou,
A lealdade e a ousadia de ser.
Uma história de glória se escreveu,
Da Catedral, louvam o capítulo amado,
E dos sertões és o prodígio que nasceu,
O Capítulo Belém do Arrojado.
E na contagem da altivez,
o número é sete, meia, três.
O sol amanhã será esplendido como o alvorecer. E as coisas vão fluindo como o orvalho que pela manhã enobrece os restos de algua coisa que morre, o que é vivo, morre.
[Verso] Hoje eu senti a brisa suave em meu rosto O sopro do vento trouxe gotas de orvalho Do anoitecer trazendo vida ao meu sorriso E o brilho dos seus olhos me trouxe lembranças
[Verso 2] No silêncio da noite a lua a observar As estrelas no céu começou a dançar Cada momento com você faz o tempo parar E o som da sua risada faz meu coração vibrar
[Refrão] Quero voar por entre as nuvens ao seu lado Segurar sua mão sentir sua inocência minha filha Cada toque seu é um sonho realizado E no calor do seu abraço sinto renovar a esperança em meu coração
[Ponte] No balanço do mar as ondas vão e vêm vivem separados a saudade queima em meu peito fazendo meu coração pulsar com emoção ao ver suas fotos minhas amadas filhas
[Verso 3] Caminhamos juntos debaixo de chuva fina Os passos sincronizados numa dança divina Todo dia ao seu lado é uma história linda E a música do seu coração me faz sonhar ainda
[Refrão] Quero voar por entre as nuvens ao seu lado Segurar sua mão sentir sua inocência minha filha Cada toque seu é um sonho realizado E não calor do seu abraço sinto renovar a esperança em meu coração
Essa é para minhas queridas filhas amadas Yasmin Martins e Laura Martins
Sobre os campos de lírios frescos e Flores a luz da lua cobre
Amanhecida de orvalho e de essência duradoura
Teus são assim os olhos iluminados como pelos raios solares que se choca com o orvalho como gotas pérolas líquidas
Cheios de calma Sapiência...a vida vai se caminhando lentamente que tão neutra que não se sente
E quando a olly desperta o vulcão reacende desperta a frenesia
seus olhos visitam as flores tão soltos e singelos vê-los mais felizes a cada flor
E de no bojo das Manhãs largados no sereno banhada as flores e a vida passa em gotas
Meus anseios de ser seu dono cada dia aumenta
Olhando os amplos céus da imensidade a aseidade da saudade que você ainda não compreende....
Coração-mar além-Saudade o bosque abre a luz e salva a pétala que escorrega das rosas solitárias
entre as flores mais tristes... mais completas o amor vai recobrindo o livro branco que nossa vida ainda estar no inicio
Abrindo a porta para os desenlaces da luz
Há poemas de poemas, e um Soneto, largo minha alma depositada em uma urna e doada a ti e você não compreende
As palavras com nova carne e sangue dilatam
Sonho que façam o universo recuperar o sopro da vida em ti
O livro branco se criando colocam traços bem pespontados e as letras luam entre corpos celestes e nas estrelas somos escritos na eternidade
Por Charlanes Oliveira Santos ( Charles )
Os dias brotam na delicadeza das rosas no mesmo tom orvalho dão bebe o mosto e a relva do campo
Os polem são soprados ao vento na leveza natural
Nos bosques e jardins passeavam e catalogava os jardins mas perfeitos para repousá-la em meus braços
O vento levita a flor dente de leão é tão leve eu assopro na esperança das fissuras encontra ti
A delicadeza dos seus olhos lembrança que agora me feri por estar só
Em despedida desesperada pois aqui me traz muitas lembranças talvez longe posso esquecer você
O tempo deslocava nas ondulações das sombras noturnas
O Sol nasce no alto do mar da paixão, amar é meu castigo
Na escuridão, eu estava cambaleando
Queria encontrar o tempo, no seu lugar
Nebulosos acólitos cheios de medo na luz fria cintilante
Eles seguraram um espelho, e capturar a sua respiração
Eterno pelo seu amor mortal, o cálice vai te fazer adormecer
é certo a morte...es mortal em seus olhos aflitos e eu não posso doa parti da minha eternidade a ti
Falcão e a Besta entram em seu quarto e o ouro vai enferrujar
e será depositada na tumba real
Mas alivio seus medos e aparições noturnas que agora só acariciam seus pesadelos
Tenho que ir agora! minha face não envelhece
Gotas de orvalho...
Raiar do dia sem sol ou orvalho
É como paixão caída por terra,
Que depois de solta do galho,
É manhã que o amor encerra!
Se gotas de orvalho são vãs
Em raiares do dia que tens tido,
É porque caem nas manhãs
Às quais nada tens oferecido!
Orvalho, que gorado estás,
Matuta nas escolhas feitas,
Se puxam gotas pra trás
Ou se caem às direitas!
Orvalho que à pétala não dá
Nem uma gotícula de amor
É como rosa onde não há
Espinho que cause dor!
Por folhas, galhos e intrigas,
Por onde cai a tua mágoa,
Gota de orvalho, não digas:
“Nunca beberei desta água!”
Terra ardida, sem cor
Colorida por orvalho
Faz renascer a flor,
Faz do fogo, borralho!
Anoiteceu, enluarou-se, penerou orvalho nas pétalas recém nascidas, realçando ao rubor cores e vida.
Sinto um aroma vindo do sul.
Me desperta pequenas porções da alma.
Meu olhar de sol e orvalho, suspende uma petição:
PODEM OLHAR MEU POEMA SEM PRECONCEITO?
Porque este respeito não se compra em farmácia.
Pois minha poesia é um andarilho em valas, aldeias e trapos.
Quando não, anestesiada em castelo primaveril, tropeçando em brilhantes de conchas, afinando a orquestra do lume, relaxando a navalha das palavras, e num florescer ardente, colorindo a silhueta de mim.
Soltei a moldura da viagem para sentir as réstias da realeza, que me agigantava nas magens dos sonhos, e num tratado de vida, respirei.
Rabiscos de Poesias Lema ....Leonice Santos.
PASPALHO
Quando tudo é desespero
Os pés queimam até no orvalho
Nada servem impropérios
Sem haver algum trabalho
E rever alguns critérios
Pra deixar de ser paspalho.
Delicado entardecer de flores
Amanhecidas em meio ao orvalho
e desabrochadas ao calor do sol
Sentimento insistente esse meu
Anoitece em suspiros apaixonados
Amanhece sem você do lado...
Eu tinha achado o meu campo
amanheci coberta pelo seu amor
desabrochei no calor do seu abraço
Anoiteci com medo de dormir
E acordar com minhas pétalas
frágeis anunciadas ao vento...
Acontece ...Tudo tem seu tempo...
Amei como pude ...Senti com ternura.
O destino deixou que me tocasse
Com sua chuva mansa,me floriu...
Você passou como a lua...
Blindando de prata meu ser...
Me tornei parte do seu mundo...
Tão juntos ...E tão distantes
Eu acho que sou aquela névoa do serrado...destinada a trazer as gotas de orvalho que matam a sede do manacá e ajuda a colorir suas lindas flores...Talvez a minha missão seja ajudar o mundo a descobrir beleza na simplicidade de um sorriso solto ...A liberdade de ser como a brisa se deixando levar pelo vento...
Conhecer-interagir - confiar - inteiramente- descansar...
Assim como o orvalho prepara a natureza na madrugada, ele nos prepara a cada manhã.
O orvalho da verdade tem o poder que mil tempestades do engano sequer conseguem conceber. É algo além do que podem na sua boçalidade e crime possuírem dimensão. Venham, tempestades! O orvalho aqui resistirá. O orvalho trará a verdade.
Você e Eu
Você é a gota de orvalho que embeleza ainda mais as lindas rosas solitárias.
Você é a espuma branca que se forma ao quebrar das ondas na praia e estas são acalentadas pela suave brisa que sopra do eterno mar.
Você é o brilho da lua solitária que se aquieta com sua solidão, dando luz aos que amam.
Você é o silêncio que soa no desabrochar de uma rosa; é a estrela que brilha só e se deita nos braços da lua, recebendo o aconchego do céu.
Você é a gaivota que atravessa o céu à procura de uma linda nuvem onde possa pousar seus sonhos.
Você é o sol que aquece os dias mais frios e ilumina os caminhos mais escuros.
Você é a melodia suave que embala meus sonhos e acalma meu coração.
Você é a razão do meu sorriso e a inspiração dos meus pensamentos mais profundos.
Você é a brisa suave que refresca a alma nos dias mais quentes.
Você é a chama que mantém acesa a esperança nos momentos de escuridão.
Você é a harmonia que transforma o caos em uma sinfonia de paz.
Você é um pouco de tudo, é um pouco de tudo, de tudo, de tudo! É tudo que mais quero!
E Eu? Sou apenas o cara que te ama, que te ama, que te ama demais.
Não preciso de muito para ser feliz se, diante dos meus olhos, seu perfume, mesmo no orvalho do dia, eu puder viver, ter e sentir.
Divida comigo todo o seu orvalho no meu paladar que adularei toda sua extremidade só pra te molhar novamente.
O Amanhecer do Orvalho
Desperto antes do Sol, quando o mundo ainda respira em segredo. Levanto-me com o silêncio de Oxalá, aquele que traz a paz e a pureza das manhãs. Me alongo como se estendesse meu corpo até os troncos mais altos de Iroko, pedindo força e equilíbrio.
Respiro fundo. O ar da madrugada ainda carrega o hálito de Nanã — o mistério antigo das águas paradas, do tempo que não corre, mas mergulha. Ouço músicas como se fossem orikis, louvores antigos aos que me guardam. E quando entro no ônibus, sei: não é apenas um transporte. É um navio de tempo, conduzido por Ogum, senhor dos caminhos e das encruzilhadas.
As montanhas de Minas me acolhem com braços de Xangô — firmes, justos, cheios de presença. O Sol começa a romper o céu como a machadinha que corta o véu entre mundos. A garoa se dissolve nas folhas, e cada gota do orvalho é um axé que Exu espalha pelo chão: movimento, transformação, recado.
O céu avermelhado anuncia Iansã, que dança com o vento e sacode as nuvens com sua energia tempestuosa. Ela não pede licença: ela liberta. Sinto sua força nos fios do cabelo, no arrepio da pele, na velocidade do mundo que desperta.
As folhas pingam em silêncio, e Oxóssi, o caçador que conhece os segredos da floresta, caminha ao meu lado. Ensina-me a observar. A natureza me fala em símbolos, em aromas, em pequenos gestos. O cheiro da terra molhada é saudação a Omolu, senhor da cura e da renovação.
Na luz que esquenta devagar, vejo o sorriso de Obá, guerreira discreta, força que é ternura. E quando o calor toca a pele, é Xangô de novo, com sua justiça luminosa dizendo: “É hora de viver com coragem.”
Estou dentro do ônibus, sentado, vendo tudo passar depressa, mas dentro de mim tudo é lento, ancestral. O tempo gira em círculos, como os giros de Oxum nas águas doces, como os passos de Iemanjá nas espumas do mar. Tudo passa, mas tudo permanece.
Sou parte do mundo. Sou feito de terra, de água, de fogo, de ar. Sou filho do tempo, guardado pelos Orixás. O amanhecer não é só um momento do dia. É um rito. Um reencontro com aquilo que nunca dorme: a força sagrada da vida.
