Orquestra
O cérebro pode até tentar reger a orquestra da vida, mas cabe ao coração decidir se oferece ou não os seus aplausos
"O universo é uma orquestra a entoar hinos de paz, amor e prosperidade.
Deus é o maestro, faça a festa!
☆Haredita Angel
"Externamente me mantenho calma e serena.
Mas, lá no fundo do meu eu
há uma orquestra sinfônica
gritando por você."
Imagine o seu ser como uma orquestra. Em que a razão, o físico, a emoção e a espiritualidade, nada mais é do que diversos instrumentos musicais: em determinados momentos da vida, alguns possuí sons mais agudos, outros mais graves. A sua tarefa é coloca-los em harmonia cotidianamente: como um regente.
A sinfonia do vento entra em contato com a orquestra e refaz-se em música desintegrando em pequenas partículas. A brisa leva ao início do fim e tudo se torna uníssono.
Rodeio em Tempestade
Os pingos da chuva, o rufar
do trovão fazem a orquestra
da divina criação e as nuvens
vestem de gala o Montanhão:
Rodeio em tempestade
embala sempre o meu coração.
Olhei para o céu se carregando
e agora chove aqui em Rodeio
e por todo o nosso Estado,
eis tempestade que vem teimosa
e eia brava tempestade que volta.
Leio notícias dos efeitos da chuva
no Ipiranga e no Rodeio 12,
e saúdo o esforço sublime
contra o tempo e uma gigante luta:
a nossa Rodeio até durante
a tempestade sempre orgulha.
A nossa gente é inspiradora
nunca decepciona e ilumina
com coragem o Médio Vale do Itajaí,
e pela poesia de cada dia repartida:
eu sou agraciada por viver aqui.
É essa poesia que se escreve
na História e somente
quem sente consegue ler,
é ela que me faz ter a doçura
na palavra e o respeito
para neste mundo conviver.
Tenho em ti todos
os meus sentidos,
Do meu peito tu tens
feito uma orquestra,
Meu milagre perene
de amor infinito,
De ti sou tua obediente
presa e destino,
Meu altivo Apacanim
místico de austral signo.
A Orquestra Kalush
venceu o festival
e pediu ajuda aos seiscentos
heróis feridos de Azovstal.
O festival acabou
e não se esqueçam dos Heróis...
O som de Stefania continua
na boca do povo,
e continua a guerra de novo.
O festival acabou
e não se esqueçam dos Heróis...
Das trincheiras do mundo
serei sempre o último soldado,
e por nada iria me entregar.
O festival acabou
e não se esqueçam dos Heróis...
Da trincheira poética
eu mesma me comando,
e da rebelião eu sou a pedra.
O festival acabou
e não se esqueçam dos Heróis...
Bombas de fósforo sob Azovstal
estouraram nos meus olhos,
mas não os meus sonhos.
O festival acabou
e não se esqueçam dos Heróis...
Não se esqueçam que ali
abandonados a própria sorte
feridos estão os heróis e eu aqui.
O festival acabou
e não se esqueçam dos Heróis...
O festival acabou,
Azovstal está no limite
e Mariupol sob mira resiste.
Acordes
O maestro gesticulando Mozart enquanto a pianista, com toda sua delicadeza, se debruçava sobre o piano para arrancar suas notas. Ah se um dia eu conseguir acompanhar seus movimentos! Cada músico esperando a hora certa de pôr seu instrumento pra cantar, todos conectados, o universo estava naquele palco. E quando tudo parecia não poder melhorar, uma peça bastante desabitual de um brasileiro, em que, no mínimo de som dos instrumentos, eu pude ouvir todos as angústias e lamúrias do mundo. E vozes gritando, e sinos tocando, e um trem chegando à estação. O som cada vez mais baixo, fazendo com que morrêssemos junto, para no fim ouvirmos todo o barulho que silêncio pode fazer. E foi ali que eu nasci de novo.
Os raios de sol serão poucos para iluminar esse dia.
O canto dos pássaros não conseguirá formar a orquestra ideal para embalar sua alegria.
O perfume das flores será insuficiente para perfumar esse dia de felicidades.
Mas os momentos vividos hoje serão o complemento de tudo que faltar para tornar um dia abençoado por Deus
Como uma bela canção entoada,
Minimalista,
Feita pelas mãos do Mestre,
Entre sons e silêncio,
Aguardo,
Faço-me e refaço-me,
Em letras disfarçadas,
Embaralhadas,
Acordes dissonantes,
Entre cordas e metais,
Tempos e contratempos,
Distraio-me,
Perdendo-me no compasso,
Partitura rasgada,
Vista embaçada,
Regida pelas mãos do Maestro,
Retorno,
Desprovida de semitons,
Permaneço,
Agradeço,
Olhos fixos no Maestro,
Até o fim do concerto,
Mantendo-me em acerto,
Plateia singela,
Quieta, feito vaca amarela,
Sem grandes aplausos ao findar,
Para que toda Glória ao Grande Maestro,
Eu possa dar.
Céu trovoou, tremeu o chão, a vibração do meu tambor encantador de coração.
Sou tocador da natureza, o som da minha alfaia é uma beleza.
Toca esse baque pra todo mundo dançar, e distribui muito amor nesse lugar.
Esse terreiro que emana tanta luz, vai dividindo o peso de cada cruz.
Trovão da Mata abençoa cada ser e faça sempre o amor prevalecer.
Aí você começa a ouvir coisas, mas é só a voz da razão. De repente inicia uma barulheira ensurdecedora, e logo se nota que o coração também quer ser ouvido. E assim começa a orquestra! Depois de algum tempo, todas as vozes se juntam num grande coral, e você já não consegue mais identificar de onde vem cada timbre. Mas onde está o maestro?
Já me disseram que os maiores músicos são os eruditos,
Com suas orquestras e sua disciplina incomparável,
Já me disseram que os maiores músicos são os do Jazz,
Com seus improvisos espetaculares,
Já me disseram que os maiores músicos são os do samba,
Com sua espontaneidade sem limites,
Já me disseram que os maiores músicos são os do rock,
Com toda sua expressão indescritível,
Mas para mim, os maiores músicos são as crianças,
Que conseguem transformar
Todo aquele emaranhado
De notas pretas e fundo branco
Em um arco-íris
Incrível como vejo e sinto coisas que deveriam ter seu nome. Por exemplo: Uma noite de Lua cheia na praia, um sorriso de orelha a orelha, uma apresentação de uma orquestra sinfonica, um doce de brigadeiro, um abraço que aconchega. Bom, só alguns exemplos #Nanda Ribeiro
Amar É o Que Faz o Tempo Estar
.
Chega um momento em que as emoções se acentuam;
São nos toques que o amor ganha forma
E as vontades, nascidas do abstrato, se materializam.
Tudo é indispensável quando estamos amando,
Onde o amanhã parece hoje ser sempre o agora,
Pautado no imediato de um simples e puro gostar,
- Repletos de futuros primaveris.
Parece que a vida toma um ciclo proposital
De sonhos e realidades, envoltos do ser amado.
E nesse giro que movimenta o mundo,
Ao qual parte fica e parte se vai,
Amar é o que faz o tempo estar. E ele para,
- Ainda que por alguns relances de fragmentos -,
Fundamentado por doses únicas de paixão;
Esquentes como numa noite de verão.
Não se mescla dor com amor,
Embora erroneamente tentem associá-los.
Pois o amor segue como luz, como encantamento,
Plenos tons que orquestra sedução dentro da gente,
Dando calmaria aos sentidos, em sentimentos de paz.
Não, a dor não cabe no amor, e nem o acompanha.
Porque o amor, em legítima solitude, traz quereres,
Fica presente, empossa os corações dos amantes,
E por vontade própria, jamais se vai.
