Ontem
A vida é incrível demais,
Ontem chorei, hoje já sorri,
Ontem plantei , hoje já colhi,
Por isso plante amor, caridade e
bondade sem parar,
Você não se arrependerá.
Depois do jogo de ontem, tenho essa certeza: o único hexa esse ano será do PT! Lula rumo ao tetra! PT rumo ao hexa!
Foi ontem. Foi ontem o dia em que abandonei tudo e segui o meu caminho sem deixar com que tudo o que ficou para trás, me atrapalha-se.
Foi ontem o dia em que eu acabei com o meu sofrimento por dependência. Aquela simples "obrigação" de dizer "Bom dia, como estás?" aos que te rodeiam.
Foi então nesse dia que, tudo acabou. Comecei a transparecer frieza mas, mesmo assim, continuei a ser eu mesmo.
Aquela sensação que já não sentia à anos, a sensação de estar sozinho. Aquele peso que perdes quando tiras tudo, responsabilidades, problemas, amigos... Tudo de cima de ti.
Aquela amizade que tinhas de 4 anos que, só abandonaste porque não vias mais sentido naquilo. Perdes-te nas falsidades e quando vais ver, o teu futuro descamba.
Foi ontem o dia em que refleti e tomei a decisão que provavelmente mudou a minha vida.
1 ano de apoio, 3 anos de mentiras, 4 anos de falta de inocência e 15 anos perdidos. Foi assim que eu pensei mas, contudo, acho que tomei uma decisão, a decisão que fez com que no fim, eu acordasse bem para seguir o meu dia.
Foi hoje o dia em que acordei e consegui sair da cama mal acordo. Não precisei de 30 minutos para cumprimentar todos os que me conhecem, perdi essa obrigação dada por mim mesmo.
Ontem é o hoje
Se um dia eu tivesse que escolher entre o hoje e o ontem, talvez eu não soubesse responder.
Não porque eu tenha medo de escolher, mas porque existem escolhas que o coração simplesmente não consegue fazer.
O ontem guarda coisas demais de mim.
Guarda lugares por onde passei, pessoas que abracei, palavras que disse e outras tantas que ficaram presas na garganta. Guarda risadas que ainda consigo ouvir quando fecho os olhos. Guarda lágrimas que ninguém viu. Guarda amores que chegaram devagar e outros que partiram sem sequer avisar.
O ontem guarda uma versão de mim que já não existe, mas que ainda mora em algum lugar dentro do homem que sou hoje.
E talvez seja por isso que sentimos tanta saudade.
Não sentimos saudade apenas das pessoas ou dos lugares. Às vezes, sentimos saudade de quem éramos quando aquelas pessoas estavam conosco. Sentimos falta daquele coração que acreditava de outra maneira, daquele sorriso que nascia mais facilmente, daquela inocência de imaginar que algumas coisas seriam para sempre.
Mas então existe o hoje.
E o hoje também me chama.
O presente não tem a segurança das lembranças. Ele acontece diante dos meus olhos, sem me perguntar se estou preparado. Ele chega todas as manhãs e coloca uma página em branco diante de mim, como quem diz:
Continue.
E eu continuo.
Continuo amando, errando, aprendendo, sentindo saudade. Continuo encontrando pessoas, perdendo outras, construindo histórias que talvez amanhã também se transformem em lembranças.
É estranho pensar nisso: o hoje é apenas o ontem que ainda não terminou de acontecer.
Talvez por isso eu não pudesse escolher.
Se escolhesse o ontem, escolheria tudo aquilo que me trouxe até aqui. Os abraços, os encontros, as despedidas, os amores, as dores e até os caminhos que pensei terem sido errados.
Mas, se escolhesse somente o ontem, perderia a possibilidade do amanhã.
E se escolhesse apenas o hoje, teria que abandonar todas as pegadas que fizeram de mim quem sou.
Então talvez eu tenha descoberto uma terceira resposta.
Eu não escolheria.
Carregaria o ontem comigo e continuaria vivendo o hoje.
Porque o passado não precisa ser uma casa onde voltamos para morar. Pode ser apenas uma janela que abrimos de vez em quando para lembrar de onde viemos.
E o presente não precisa apagar aquilo que passou. Pode ser a continuação de uma história que ainda está sendo escrita.
No fundo, somos feitos justamente desse encontro: daquilo que fomos com aquilo que ainda estamos aprendendo a ser.
Há pessoas que pertencem ao nosso ontem, mas continuam vivendo dentro do nosso hoje. Há amores que o tempo levou para longe, mas não conseguiu arrancar da memória. Há beijos que terminaram há muitos anos e, mesmo assim, quando lembrados, ainda parecem tocar os lábios.
Porque o coração possui um calendário diferente.
Para ele, algumas coisas nunca envelhecem.
Por isso, se um dia alguém me perguntar:
Você escolheria o ontem ou o hoje?
Talvez eu apenas sorria.
O ontem me deu histórias para contar.
O hoje está me dando histórias para viver.
E entre aquilo que vivi e aquilo que ainda estou vivendo, existe uma coisa que eu jamais gostaria de perder:
a capacidade de amar cada capítulo da minha vida, mesmo sabendo que nenhum deles foi escrito para durar para sempre.
E aí, o dia amanhece, a gente agradece, dos problemas de ontem a gente se esquece...
E aí, a gente enche o peito de ar, renova as esperanças e o brilho no olhar e, de novo, se dispõe a lutar.
E aí, a gente entende que cada dia tem sua maravilha, que estar vivo é é a maior de todas elas e que, no fim das contas, o que importa é ser grato, é recomeçar, é dar continuidade, é nunca, em hipótese alguma DESISTIR.
É que da vida, a gente não DESISTE, a gente LUTA, a gente insiste.
Semana passada, pensei em você.
Todos os dias.
Hoje também.
E ontem.
E amanhã, com certeza, em algum momento,
Vou me lembrar do teu sorriso,
Da tua voz chamando meu nome.
A parte que dói
É saber que você partiu
Sem a mínima intenção de voltar.
Mas eu ainda insisto
Em te esperar.
Ontem eles cuidaram de nós.
Hoje nós cuidamos deles.
Ontem eles nos ensinaram a respeitar.
Hoje nós os respeitamos
Ontem eles se preocuparam com o nosso futuro.
Hoje devemos respeitar o passado deles.
Hoje eles e nós, fizemos uma história.
E essa história precisa ter um final feliz.
O Tempo nos empresta os papéis
Ontem, eles sustentaram nossos primeiros passos, quando o mundo ainda era um caminho desconhecido.
Hoje, o tempo, que nada tira sem antes ensinar, entrega-nos a honra de sustentá-los.
Ontem, ensinaram-nos que o respeito não se exige; conquista-se pelo exemplo.
Hoje, compreendemos que a gratidão é a única riqueza que cresce quando é compartilhada.
Eles preocuparam-se com o nosso amanhã. Trabalharam, renunciaram, sonharam e, muitas vezes em silêncio, construíram o chão sobre o qual aprendemos a caminhar.
Agora, o nosso dever não é apenas cuidar deles, mas honrar a vida que viveram. Quem reverencia apenas o futuro e despreza o passado desconhece o verdadeiro valor do tempo.
O tempo não é nosso inimigo. Ele apenas nos recorda que todos somos peregrinos da mesma estrada. Um dia conduzimos; em outro, seremos conduzidos. Um dia estendemos as mãos; em outro, precisaremos que alguém as estenda para nós.
A velhice não diminui a grandeza de uma pessoa. Ao contrário, é nela que a existência revela seu maior patrimônio: as marcas de quem viveu, lutou, amou, caiu e teve coragem para recomeçar.
Não existe sociedade verdadeiramente justa quando ela abandona aqueles que lhe deram os alicerces. Cuidar dos idosos não é um gesto de compaixão; é um ato de justiça. É reconhecer que a dignidade não envelhece.
No fim, seremos lembrados menos pelo que acumulamos e mais pela forma como tratamos aqueles que caminharam antes de nós.
Porque o tempo muda os papéis, mas nunca altera aquilo que realmente importa: a virtude de saber cuidar, a humildade de saber agradecer e a sabedoria de compreender que toda vida merece terminar envolvida pelo mesmo amor que um dia ofereceu ao mundo.
Hoje, eles e nós somos a mesma história. E toda história construída com amor merece um final feliz.
Peregrino Nino Carneiro
Ontem sozinha a pensar,
senti uma saudade imensa de você.
Um desejo que não sei dizer,
que não sei explicar.
Uma vontade louca de te ver,
Uma vontade louca de chorar...
sem saber... porque...
Olhei o céu de estrelas radiosas e
entre elas as mais formosas juntinhas...
bem juntinhas... a brilhar!
E sem saber porque crescia cada vez mais
o meu sofrer, crescia esta vontade de te ver juntinho de mim... bem juntinho...
Pra dizer-te bem baixinho... muito baixinho...
Eu gosto muito de você!
