Ontem

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O cosmos adverte: o sol de hoje traz promessas alegres, que a noite de ontem não podia revelar.

Ontem é o hoje

Se um dia eu tivesse que escolher entre o hoje e o ontem, talvez eu não soubesse responder.
Não porque eu tenha medo de escolher, mas porque existem escolhas que o coração simplesmente não consegue fazer.

O ontem guarda coisas demais de mim.

Guarda lugares por onde passei, pessoas que abracei, palavras que disse e outras tantas que ficaram presas na garganta. Guarda risadas que ainda consigo ouvir quando fecho os olhos. Guarda lágrimas que ninguém viu. Guarda amores que chegaram devagar e outros que partiram sem sequer avisar.
O ontem guarda uma versão de mim que já não existe, mas que ainda mora em algum lugar dentro do homem que sou hoje.

E talvez seja por isso que sentimos tanta saudade.

Não sentimos saudade apenas das pessoas ou dos lugares. Às vezes, sentimos saudade de quem éramos quando aquelas pessoas estavam conosco. Sentimos falta daquele coração que acreditava de outra maneira, daquele sorriso que nascia mais facilmente, daquela inocência de imaginar que algumas coisas seriam para sempre.
Mas então existe o hoje.
E o hoje também me chama.

O presente não tem a segurança das lembranças. Ele acontece diante dos meus olhos, sem me perguntar se estou preparado. Ele chega todas as manhãs e coloca uma página em branco diante de mim, como quem diz:

Continue.

E eu continuo.

Continuo amando, errando, aprendendo, sentindo saudade. Continuo encontrando pessoas, perdendo outras, construindo histórias que talvez amanhã também se transformem em lembranças.

É estranho pensar nisso: o hoje é apenas o ontem que ainda não terminou de acontecer.

Talvez por isso eu não pudesse escolher.

Se escolhesse o ontem, escolheria tudo aquilo que me trouxe até aqui. Os abraços, os encontros, as despedidas, os amores, as dores e até os caminhos que pensei terem sido errados.

Mas, se escolhesse somente o ontem, perderia a possibilidade do amanhã.

E se escolhesse apenas o hoje, teria que abandonar todas as pegadas que fizeram de mim quem sou.

Então talvez eu tenha descoberto uma terceira resposta.

Eu não escolheria.

Carregaria o ontem comigo e continuaria vivendo o hoje.

Porque o passado não precisa ser uma casa onde voltamos para morar. Pode ser apenas uma janela que abrimos de vez em quando para lembrar de onde viemos.
E o presente não precisa apagar aquilo que passou. Pode ser a continuação de uma história que ainda está sendo escrita.
No fundo, somos feitos justamente desse encontro: daquilo que fomos com aquilo que ainda estamos aprendendo a ser.
Há pessoas que pertencem ao nosso ontem, mas continuam vivendo dentro do nosso hoje. Há amores que o tempo levou para longe, mas não conseguiu arrancar da memória. Há beijos que terminaram há muitos anos e, mesmo assim, quando lembrados, ainda parecem tocar os lábios.

Porque o coração possui um calendário diferente.

Para ele, algumas coisas nunca envelhecem.

Por isso, se um dia alguém me perguntar:

Você escolheria o ontem ou o hoje?

Talvez eu apenas sorria.

O ontem me deu histórias para contar.

O hoje está me dando histórias para viver.

E entre aquilo que vivi e aquilo que ainda estou vivendo, existe uma coisa que eu jamais gostaria de perder:
a capacidade de amar cada capítulo da minha vida, mesmo sabendo que nenhum deles foi escrito para durar para sempre.

“A ansiedade é a velocidade do amanhã atravessando um corpo incapaz de abandonar o ontem.”

“Evoluir é fazer do hoje um passo além do ontem.”

E aí, o dia amanhece, a gente agradece, dos problemas de ontem a gente se esquece...
E aí, a gente enche o peito de ar, renova as esperanças e o brilho no olhar e, de novo, se dispõe a lutar.
E aí, a gente entende que cada dia tem sua maravilha, que estar vivo é é a maior de todas elas e que, no fim das contas, o que importa é ser grato, é recomeçar, é dar continuidade, é nunca, em hipótese alguma DESISTIR.
É que da vida, a gente não DESISTE, a gente LUTA, a gente insiste.

"O que hoje é infraestrutura básica, transporte global e tecnologia avançada, ontem não passava de uma ideia mirabolante na cabeça de alguém que recusou o conformismo."

"O que hoje é tecnologia essencial, ontem foi chamado de utopia por mentes engessadas."

Semana passada, pensei em você.
Todos os dias.
Hoje também.
E ontem.
E amanhã, com certeza, em algum momento,
Vou me lembrar do teu sorriso,
Da tua voz chamando meu nome.
A parte que dói
É saber que você partiu
Sem a mínima intenção de voltar.
Mas eu ainda insisto
Em te esperar.

"Não importa o que aconteceu ontem, hoje você pode escrever uma nova história, mesmo com pequenos trechos. Lembre-se de que o que é mais valioso nem sempre é o que brilha, mas o que dá paz ao coração."


—By Coelhinha

Ontem sonhei que estava em um tipo de abrigo, junto com várias outras pessoas que também precisavam de cuidados. Havia uma indiana chamada Lininus; ela era muito alegre e feliz, e estava com uma criança. Ela me dizia “Deus te abençoe” e me deu um abraço forte. Eu disse a ela que, se conseguisse algo material na vida, iria procurá-la para ajudar no que fosse possível. Ela riu.


Depois, apareceu um rapaz negro. Ele sorriu para mim e orou por mim, segurando o topo da minha cabeça com a mão direita e os olhos fechados. Eu também fechei os meus. Ao final, ele me desejou boa sorte e deu um leve beijo na ponta do meu ombro esquerdo.


Em seguida, havia uma menina que conheço. Ela estava diferente da vida real: tinha cortado o cabelo em chanel curto e estava muito, muito feliz ao contar um sonho que teve comigo, para mim e para quem quisesse ouvir. Ela começou dizendo: “Era uma linda flor, e apareceu o espírito…”. Ela gesticulava e ria. Eu vi várias outras pessoas conhecidas ali, naquele lugar.


No sonho, eu estava voltando para minha casa após dois meses me recuperando de uma cirurgia. O curioso é que, na vida real, estou na casa da minha sogra, me recuperando de uma cirurgia de três hérnias, uma umbilical e duas inguinais. Hoje, 18 de abril de 2026, faz 1 mês e 13 dias da minha segunda cirurgia.


Nesse sonho, acredito que eram guias espirituais zelando por mim, em forma de pessoas que conheço. Eu estava muito feliz e disse a todos que os ajudaria de alguma forma, algum dia na vida. No final, nem deu para ouvir o restante do sonho da Alessandra, porque meu marido entrou no quarto e eu acabei despertando.

Ontem à noite aconteceu algo que me fez parar por alguns minutos e simplesmente observar.


Eu estava no banheiro quando meus olhos pousaram sobre o meu braço. Havia várias cicatrizes antigas ali. Algumas já tão apagadas pelo tempo que quase não podiam mais ser vistas. Fiquei olhando para elas em silêncio.


Então uma pergunta surgiu dentro de mim.


De quantas dessas violências eu ainda me lembro?


A resposta foi dolorosa.


De poucas.


Não porque não aconteceram. Não porque não foram graves. Mas porque foram tantas que a minha própria memória deixou algumas para trás.


O corpo, porém, não esqueceu.


As cicatrizes continuam lá.


Há algum tempo, meu esposo fazia uma massagem em minhas pernas quando começou a observar marcas espalhadas por ambos os lados. Eram muitas. Algumas pequenas. Outras mais visíveis. Ele perguntou sobre elas.


Então expliquei que aquelas marcas eram consequências das violências que sofri durante a infância e a adolescência.


Enquanto falava, percebi algo que nunca havia pensado profundamente antes.


Existem agressões que a memória não consegue catalogar individualmente.


Quando a violência se torna rotina, os episódios se misturam. Os dias se confundem. Os acontecimentos perdem suas datas.


Mas o corpo registra tudo.


Cada cicatriz é um documento silencioso de uma história que aconteceu.


Cada marca é uma testemunha que continua existindo mesmo quando a lembrança desaparece.


Achei curioso perceber que existem sofrimentos dos quais já não consigo me recordar claramente. Não consigo dizer qual foi o dia, qual foi o motivo ou qual foi a situação exata. Mas a cicatriz continua ali, como uma pequena assinatura do passado gravada na pele.


E foi nesse momento que compreendi algo importante.


Durante muitos anos, olhei para essas marcas como evidências da dor.


Hoje, começo a enxergá-las também como evidências da sobrevivência.


Porque cada cicatriz representa um dia que eu suportei.


Um dia que não me destruiu.


Um dia que eu atravessei.


As marcas contam uma história que o tempo tentou apagar, mas não conseguiu apagar completamente.


Elas contam a história de uma menina que viveu situações que nenhuma criança deveria viver.


Mas contam também a história de uma mulher que continuou caminhando.


Uma mulher que construiu sua própria liberdade.


Uma mulher que conseguiu proteger aqueles que amava.


Uma mulher que, apesar de tudo, não se tornou aquilo que tentaram transformá-la.


Hoje, quando olho para essas cicatrizes, não vejo apenas violência.


Vejo resistência.


Vejo a prova física de que sobrevivi a capítulos que poderiam ter me quebrado.


O passado deixou marcas em minha pele.


Mas não levou a minha capacidade de amar.


Não levou a minha fé.


Não levou a minha esperança.


E talvez seja essa a maior vitória de todas.


Porque algumas pessoas passaram anos tentando me ferir.


Mas nenhuma delas conseguiu apagar quem eu realmente sou.


As cicatrizes permanecem.


Mas eu também permaneci.




24 de junho de 2026 14:22

Que amanhã não seja igual hoje
Que o ontem não se repita

Ontem eles cuidaram de nós.
Hoje nós cuidamos deles.
Ontem eles nos ensinaram a respeitar.
Hoje nós os respeitamos
Ontem eles se preocuparam com o nosso futuro.
Hoje devemos respeitar o passado deles.
Hoje eles e nós, fizemos uma história.
E essa história precisa ter um final feliz.

O Tempo nos empresta os papéis
Ontem, eles sustentaram nossos primeiros passos, quando o mundo ainda era um caminho desconhecido.
Hoje, o tempo, que nada tira sem antes ensinar, entrega-nos a honra de sustentá-los.
Ontem, ensinaram-nos que o respeito não se exige; conquista-se pelo exemplo.
Hoje, compreendemos que a gratidão é a única riqueza que cresce quando é compartilhada.
Eles preocuparam-se com o nosso amanhã. Trabalharam, renunciaram, sonharam e, muitas vezes em silêncio, construíram o chão sobre o qual aprendemos a caminhar.
Agora, o nosso dever não é apenas cuidar deles, mas honrar a vida que viveram. Quem reverencia apenas o futuro e despreza o passado desconhece o verdadeiro valor do tempo.
O tempo não é nosso inimigo. Ele apenas nos recorda que todos somos peregrinos da mesma estrada. Um dia conduzimos; em outro, seremos conduzidos. Um dia estendemos as mãos; em outro, precisaremos que alguém as estenda para nós.
A velhice não diminui a grandeza de uma pessoa. Ao contrário, é nela que a existência revela seu maior patrimônio: as marcas de quem viveu, lutou, amou, caiu e teve coragem para recomeçar.
Não existe sociedade verdadeiramente justa quando ela abandona aqueles que lhe deram os alicerces. Cuidar dos idosos não é um gesto de compaixão; é um ato de justiça. É reconhecer que a dignidade não envelhece.
No fim, seremos lembrados menos pelo que acumulamos e mais pela forma como tratamos aqueles que caminharam antes de nós.
Porque o tempo muda os papéis, mas nunca altera aquilo que realmente importa: a virtude de saber cuidar, a humildade de saber agradecer e a sabedoria de compreender que toda vida merece terminar envolvida pelo mesmo amor que um dia ofereceu ao mundo.
Hoje, eles e nós somos a mesma história. E toda história construída com amor merece um final feliz.
Peregrino Nino Carneiro

“Corrige-se os adultos de hoje porque as crianças de ontem não foram bem instruídas.”

O amor necessita ser exaltado diariamente... Hoje,ontem,amanhã...Eu te amo,tu me amas...

⁠Ontem sozinha a pensar,
senti uma saudade imensa de você.
Um desejo que não sei dizer,
que não sei explicar.
Uma vontade louca de te ver,
Uma vontade louca de chorar...
sem saber... porque...
Olhei o céu de estrelas radiosas e
entre elas as mais formosas juntinhas...
bem juntinhas... a brilhar!
E sem saber porque crescia cada vez mais
o meu sofrer, crescia esta vontade de te ver juntinho de mim... bem juntinho...
Pra dizer-te bem baixinho... muito baixinho...
Eu gosto muito de você!

O que você cria hoje, se torna o que você deixa para ontem e o que têm amanhã.

O agora é a realidade da base de apoio para o amanhã que foi formada ontem

"O ontem esculpiu o chão onde hoje pisamos. O agora é o sopro que nos sustenta. E o amanhã? É o horizonte que desenhamos a cada passo dado no presente.⁠