Ontem
Observo como muda o meu humor, se ontem te amei, hoje sinto pouco e o pouco foi o demais que ouso. Acordo sonolenta e as palavras me dão ressaca se me desnudo na sala de minha casa calada. Pois que me desculpem os versos em vão, se tantas vezes caminho sem direção. Se digo que escrevo a você vislumbro o possível fim e muito mais escrevo a mim. Na pintura de minha face se derramam todas as minhas fases e como um camaleão mudo de cor e me misturo à paisagem. Eis que o sol raiou e é densa sua claridade, no azul do sábado que atravessa a cidade. E se eu amo tanto, também me esqueço verbalmente ao escrever um poema que não mente. O poema tira minhas vestes e encancara o peito que se faz mar celeste ou solo árido do agreste. Eis que é o mesmo sumo e me assusto ao ouvir minhas palavras e por um instante não sinto nada. Fecho as cortinas da sala, pois a ninguém interessa minha madrugada e o ímpeto de desmachá-la e já não sei quando minto ou falo a verdade, se tudo brota no caminho das ambiguidades. No sol ardente encaro a realidade, que muito mais se faz palpável se escrevo e me calo quando se escancara o sábado do passado que se busca na escuta alheia de algo que se assemelha. Busco através das palavras uma expressão que muda conforme minha face, que não ri, nem chora, pois que outrora tudo era mais intensidade, mas o dia concreto busca uma nova necessidade. O amor implacável enfraquece se no calor já mudou o meu humor. E me faça o favor de não acreditar em minhas frases, pois que contrasta o ser que sou e a pessoa que serei. Disso eu bem sei, se palavras passadas me deixam ruborizada e mais busco pássaros em revoada no céu que desconhece estrada. Hoje é dia de viver o hoje e me pergunto como pôde a noite escura se transformar em rima se hoje sigo nova trilha na paisagem que se descortina. Me visto com o meu rosto para evitar qualquer desgosto, se tanto me tenho exposto. Mais eis que são apenas palavras, que pouco dizem do meu ser, se sei fazer escurecer ou amanhecer. A roseira na janela nada espera se a maré se faz em cores amarelas e me pinto de aquarela em cada traço na tela. A poesia se faz como uma necessidade a conter minha intensidade, me abstenho da cidade e minha sala é um ecossistema que se retroalimenta. E minha doçura arde como pimenta na mão que acalenta e me faz e me sustenta. Sou mais que aparência. Eis minha essência.
Ao acordar agradeça a Deus por mais um amanhecer, pelo dia maravilhoso de ontem, pelos seus pais, familiares, amigos e inimigos, pelo abrigo e o alimento. Peça perdão pelos seus erros e pecados, forças pra suportar as consequências dos erros e pecados. Peça a sabedoria necessária para superar as dificuldades desta vida. Por fim reze um Pai Nosso.
"Senhor Eu sou teu servo, ordena-me que Eu faço".
Olhando as estrelas ontem, eu lembrei da minha mãe, da minha infância, de que tudo se torna verdade se a gente acreditar, inclusive que algumas coisas na vida são passageiras, e que isso nos proporciona uma visão amplificada da imensidão desse Universo.
Agosto chegou.
E ontem eu encerrei um ciclo que prometi pra mim mesma: um ano inteiro de autoconhecimento.
Um ano mergulhando em mim, em silêncio, com dor, com amor, com verdade.
Agora começa outra fase.
Uma fase mais madura, mais firme, mais alinhada com quem eu realmente sou.
Meu inferno astral começa dia 17.
Mas eu não tenho medo dele.
Porque quem viveu o que eu vivi nos últimos meses já enfrentou coisa muito pior.
Não vai ser o inferno. Vai ser a limpeza.
A peneira.
A lapidação.
E se você tá lendo isso, talvez também esteja sentindo que algo precisa mudar aí dentro.
Esse texto é só um lembrete: você pode recomeçar. Você pode ser outra.
Basta decidir.
Meu novo ciclo já começou.
E eu tô pronta.
Sem máscara. Sem jogo. Sem medo.
Só com verdade.
Obrigada por estar aqui.
Vocês fazem parte disso.
Cada story que você viu, cada produto que você comprou, cada silêncio que me sustentou.
Gratidão real.
O ciclo da nova Diane Leite começou.
Autoria: Diane Leite
Não deixe que o que aconteceu ontem tire a sua paz de hoje. Recomece junto com o dia e aceite com gratidão a bênção preciosa de poder recomeçar.
— Desculpa por ontem.
— Pelo quê exatamente?
— Pelo meu jeito… às vezes eu sinto ciúme até das pequenas coisas.
— Ciúme de quê?
— De dividir sua atenção com qualquer outra pessoa.
— Você é bobo.
— Talvez. Mas, no fundo, por mim você seria só minha… e de mais ninguém.
Ontem milhares de balões azul flutuantes em comemoração ao Dia mundial da conscientização do autismo. Depois de um ano apreciando eles estáveis e oscilantes na calmaria da imensidão do céu segurados pela mão tranquila e semblante sereno do meu filho autista, hoje um deles se solta e estoura na imprevisibilidade de mais uma crise e dos pedacinhos do balão o que vejo são os caquinhos de vidros pelo chão.
SEJA A SUA VERSÃO
(Validando o seu autoconhecimento)
O que você era ontem amadureceu, e isso é a sua validação atual. Não se corrompa cobiçando aquela vida alheia que não é tua, porque muitas vezes é uma ilusão passageira que os olhos cegam, e vivem apenas da fantasia.
Lu Lena / 2026
MENINA MULHER
(A força de hoje é o escudo da criança de ontem)
Que minha menina interior não se assuste com a versão mulher — às vezes frágil, mas muitas vezes leoa —, pois o hoje dela é a sua proteção lapidada de ontem.
Lu Lena / 2026
O AVESSO DO RASCUNHO
(Entre marcas de expressão, a liberdade de ser essência lapidada)
Ontem, eu era um rascunho mal traçado. Hoje, quando olho no espelho, vejo marcas de expressão, rugas e fios brancos que sinalizam: sou uma sobrevivente de um passado que marcou e machucou, mas que também me fez feliz. Tive minha evolução!
Na tela do celular, distraio-me brincando com as letras até formar minha poesia e os escritos que quero deixar como legado — para que se lembrem de que minha essência, agora lapidada, permanece. Entre uma rolagem e outra, observo o sol que parece ser de plástico, enquanto rego, com lágrimas secas, o meu próprio caos.
Vivo num mundo caótico onde a esperança se renova a cada adormecer; pois é no sono que, desprendida da matéria, sou totalmente liberta.
Lu Lena / 2026
Todas as mulheres deveriam ler isso. Que se ontem você não conseguiu alcançar o que queria, hoje é um belo dia para conseguir. O mundo dá voltas para nos mostrar que vale sempre a pena recomeçar. Nunca desista daquilo que acredita. Você é forte, corajosa e tem uma luz única que ilumina por onde passa. Sua resiliência encanta, seu sorriso transforma e sua presença faz diferença. Permita-se recomeçar sem medo, sabendo que cada passo seu é inspiração. Deseje ao mundo um dia e uma vida de Paz! Comece por você: espalhe bondade, confie no seu taco e siga em frente. Você é incrível.
Foi ontem, quando começou nossa eternidade! Quando nos reconhecemos, assim o amor se fez, de uma vez para nunca mais se repetir igual e tão perfeito!
Carta à Minha Mãe
Hoje senti muito a tua falta, mãe.
Ontem também.
Os dias passam, mas
não apagam o reflexo do teu olhar protetor,
no caminho dos meus passos;
não esconde em mim a emoção
da tua eterna lembrança,
dançando nos espaços do meu relógio interior.
Suzete Brainer (Trecho do poema do livro: Trago folhas por dentro do silêncio que me acende).
Ontem posso ter saído pra a rotina com sentimento de ira no coração. Ainda na parada de ônibus o amor do palhaço quebrou meus sentimentos. Que amor é esse? Me coloquei no lugar do palhaço. Toda minha revolta se foi.
Na rotina após ir ao banheiro encontrei um amigo. Me fez perceber e entender o peso de algumas rotinas. Acredite... Nem sempre é tão simples quanto parece. Mas respire, beba água... Se alimente e tente descansar um pouco. No final... Apenas Deus precisa saber os detalhes e ele se encarrega de colocar as pessoas certas nos momentos certos.
O Espaço do Novo
Todo fim é semente,
Um ontem que se faz ausente
Para o agora florescer.
É preciso deixar morrer
O que já não nos habita.
Ressignificar é a escrita
De quem entende o sinal:
O encerramento é o portal,
Não o ponto final.
Esvazio as mãos do que foi,
Pois o que fica, me constrói.
E o que parte, abre o lugar
Para o universo me apresentar
O que eu ainda não ousei sonhar.
