Ontem
1471
"Todo Meu Passado, até ontem, foi de Felicidade, de Conquistas, de Realizações e de Amor entre Familiares! Eu teria que ser Ingrato ou Seguidor de Doutrinas Furadas para renegar Meu Passado. E não sou uma coisa nem outra!"
TextoMeu 1471
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"A exemplo do que foi ontem e do que será amanhã, também hoje é Novo Dia. Por enquanto é... Sou capaz de apostar!"
0023 "Ontem ocorreu a pior dor de cabeça já conhecida neste Planeta. Por quê? Porque foi em mim... Por que mais seria?"
0122 "Depressão? Até ontem não passei por isso e desejo o mesmo a todos. Pelo que sei, vi e vejo, Depressão é algo sorrateiro, cruel, terrível!"
0319 "Alguns são assim e Eu não minto... Ontem me ligou aquele 'Amigão' que eu não via há anos. Claro que ele está precisando de favorzinho meu. Por que mais ligaria?"
0386 "Vocês podem não acreditar, mas ontem levei minha 'wife' para um 'dinner'. Sim, sou eu imitando alguns papagaios brasileiros. Imito bem, né? Poizé!
0549 "Descobri e não foi difícil: Até ontem, visita de extraterrestre é como óbito por 'leite com manga'. Mesmo passando de pai para filho, existe só na teoria, nunca na prática!"
0582 📜 "Até ontem consegui viver bem e saudável, sem consultar (um só dia) essas coisas chamadas horóscopo, buzios, cartas e semelhantes? Terá sido milagre?"
Ontem milhares de balões azul flutuantes em comemoração ao Dia mundial da conscientização do autismo. Depois de um ano apreciando eles estáveis e oscilantes na calmaria da imensidão do céu segurados pela mão tranquila e semblante sereno do meu filho autista, hoje um deles se solta e estoura na imprevisibilidade de mais uma crise e dos pedacinhos do balão o que vejo são os caquinhos de vidros pelo chão.
SEJA A SUA VERSÃO
(Validando o seu autoconhecimento)
O que você era ontem amadureceu, e isso é a sua validação atual. Não se corrompa cobiçando aquela vida alheia que não é tua, porque muitas vezes é uma ilusão passageira que os olhos cegam, e vivem apenas da fantasia.
Lu Lena / 2026
O AVESSO DO RASCUNHO
(Entre marcas de expressão, a liberdade de ser essência lapidada)
Ontem, eu era um rascunho mal traçado. Hoje, quando olho no espelho, vejo marcas de expressão, rugas e fios brancos que sinalizam: sou uma sobrevivente de um passado que marcou e machucou, mas que também me fez feliz. Tive minha evolução!
Na tela do celular, distraio-me brincando com as letras até formar minha poesia e os escritos que quero deixar como legado — para que se lembrem de que minha essência, agora lapidada, permanece. Entre uma rolagem e outra, observo o sol que parece ser de plástico, enquanto rego, com lágrimas secas, o meu próprio caos.
Vivo num mundo caótico onde a esperança se renova a cada adormecer; pois é no sono que, desprendida da matéria, sou totalmente liberta.
Lu Lena / 2026
MENINA MULHER
(A força de hoje é o escudo da criança de ontem)
Que minha menina interior não se assuste com a versão mulher — às vezes frágil, mas muitas vezes leoa —, pois o hoje dela é a sua proteção lapidada de ontem.
Lu Lena / 2026
"A rejeição de ontem não define o seu destino de amanhã o 'não' de alguém foi apenas o desvio necessário para você encontrar o palco onde a sua voz finalmente será aplaudida."
Ontem sai para caminhar as 00:00 acho que se tornou meu horário favorito, não preciso me esconder disfarçar minha tristeza, mais ainda a vejo no sofá mesmo não estando lá.
Sinto que isso jamais terá um fim, te assustei por Ama-la demais, acho que jamais se sentiu tão Amada assim.
Você me ajudou a evoluir, em cada queda, você estava lá, em cada noite de solidão, você estava lá, mesmo a mais de 9mil km nunca me abandonou.
Por cada momento que passei,você esteve sempre em meus pensamentos,minha Idolatria a você te assusta,meu Amor por você te assusta,assusta mais a mim passar o resto da vida assim.
Ontem sonhei que estava em um tipo de abrigo, junto com várias outras pessoas que também precisavam de cuidados. Havia uma indiana chamada Lininus; ela era muito alegre e feliz, e estava com uma criança. Ela me dizia “Deus te abençoe” e me deu um abraço forte. Eu disse a ela que, se conseguisse algo material na vida, iria procurá-la para ajudar no que fosse possível. Ela riu.
Depois, apareceu um rapaz negro. Ele sorriu para mim e orou por mim, segurando o topo da minha cabeça com a mão direita e os olhos fechados. Eu também fechei os meus. Ao final, ele me desejou boa sorte e deu um leve beijo na ponta do meu ombro esquerdo.
Em seguida, havia uma menina que conheço. Ela estava diferente da vida real: tinha cortado o cabelo em chanel curto e estava muito, muito feliz ao contar um sonho que teve comigo, para mim e para quem quisesse ouvir. Ela começou dizendo: “Era uma linda flor, e apareceu o espírito…”. Ela gesticulava e ria. Eu vi várias outras pessoas conhecidas ali, naquele lugar.
No sonho, eu estava voltando para minha casa após dois meses me recuperando de uma cirurgia. O curioso é que, na vida real, estou na casa da minha sogra, me recuperando de uma cirurgia de três hérnias, uma umbilical e duas inguinais. Hoje, 18 de abril de 2026, faz 1 mês e 13 dias da minha segunda cirurgia.
Nesse sonho, acredito que eram guias espirituais zelando por mim, em forma de pessoas que conheço. Eu estava muito feliz e disse a todos que os ajudaria de alguma forma, algum dia na vida. No final, nem deu para ouvir o restante do sonho da Alessandra, porque meu marido entrou no quarto e eu acabei despertando.
Ontem precisávamos e queríamos aprender a falar, hoje, precisamos e devemos aprender a escutar, senão amanhã seremos somente ruídos.
Muitos
“indignados de hoje” são os mesmos apaixonados de ontem, os
Passadores de Pano
para comportamentos abusivos de policiais.
Simplesmente por comprarem uma bem pintada — e quase intocável — imagem de idoneidade policial.
Há uma espécie de conforto em acreditar em figuras incontestáveis.
É mais fácil sustentar a ideia de que existem instituições imunes a falhas do que encarar a complexidade incômoda de que todo poder, quando não muito bem vigiado, pode se corromper.
A romantização cega não apenas distorce a realidade — ela a protege de ser questionada.
O problema não está em reconhecer a importância da função policial, mas em confundir função com caráter, farda com virtude e autoridade com moralidade.
Quando isso acontece, qualquer denúncia vira ataque, qualquer crítica vira ingratidão, e qualquer vítima passa a ser suspeita.
E assim, cria-se um ciclo perverso: abusos são relativizados, silenciados ou justificados em nome de uma suposta “boa causa”.
A indignação, quando surge, costuma vir tarde — geralmente quando a violência rompe a bolha de quem antes se sentia protegido por ela.
Talvez o mais inquietante seja perceber que essa mudança de postura não nasce de uma nova consciência coletiva, mas de uma experiência pessoal.
Enquanto a violência atinge o “outro”, ela é tolerável; quando atravessa a própria pele, torna-se inadmissível.
Mas justiça não pode depender de proximidade.
Consciência não deveria ser fruto de conveniência.
Questionar não enfraquece instituições — fortalece.
O verdadeiro compromisso com a justiça exige coragem para enxergar aquilo que muitos preferem ignorar: que nenhum símbolo está acima de crítica, e que proteger a imagem não pode jamais valer mais do que proteger vidas.
