Ondas
Deixa levar, deixe que vá deixa levar, deixe que vá.
Deixa as ondas levarem tudo de ruim que até aqui você carregou.
Deixa que esse vento que bate no seu corpo , leve cada palavra que atingiu em cheio seu coração.
Deixa essa sensação de leveza tomar conta do seu ser interior.
Mãe, sinto-te
no afago leve da brisa,
nas ondas mansas que balançam os barcos,
nas nuvens que desenham figuras no céu.
Nos rostos e nos olhos que me lembram os teus.
Na música, na poesia e no silêncio.
Cika Parolin
Antes fossem as ondas do mar que levassem pro meu coração toda mensagem ou dizeres que circulam pelo ar.
Uma transmissão, as vezes sem emoção real, que você digitou, acabou de chegar.
Eu vou ler e sentir o sinal.
Me mande sim um oi por mensagem, e-mail, sinal de vapor!
Seja como for.
Mas te entendo mesmo é no olhar.
Seu jeito doce de me provocar.
Aquela cara de lembranças.
Aquele semi-sorriso contido.
Não se engane, forte não é o rochedo impassivel diante da fúria das ondas, e sim o oceano que aproveitando-se dessa impassividade acaba por transformá-lo em cascalhos...
odair flores
De conflitos a paz momentanea
De ondas gigantesca que havia por dentro do planeta
Podemos apreciar as nuvens de paz e a brisa do vento nos acalmar
Por confusão das folhas vermelhas
E verdes o sol que se existia se extinguio por conta das nuvens
Que lá cobria
Simplesmente a chuva levou todas as folhas que estavam confusas nesta imensidão que existe
E trouce as novas para conhecer
E destas e muitas que virão hoje se repousa feliz o jardim
"Ela é o mar
Minha vontade é de te encontrar
Em pleno luar
Diante as ondas do mar
Olhando as estrelas
Se beijando na areia
Em uma noite de lua cheia."
Como o sol ilumina a Terra . Como a Lua Beija o Mar. Como as ondas na Terra para sempre eu vou te amar. Ainda que caiam estrelas sobre mim, só o que ficar será a arte de te amar.
Lá vou eu...senti a brisa doce dos teus olhos, ouvir músicas no vento, abraçar teu cheiro nas ondas... cantar teus olhos no mar !
24/02/2018
MAR BRAVIO
Ondas bravas vem, ondas débeis vão
O velho pescador, Joaquim e seu irmão
Navegando o velho barco pesqueiro
Enfrentam a fúria de um mar traiçoeiro
Jovens que nunca navegaram
Ancorados ao avô que sempre amaram
Protetor, o velho os acolhe
Mas teme, pois sabe, o mar é quem escolhe
Enfurecidas águas castigam forte
Três vidas que vislumbram possível morte
A esperança recai na modesta embarcação
Que essa cumpra sua perene vocação
Sem descanso, o barco sobe e desce
Passando mal, Joaquim empalidece
Seu avô, segurando no timão
Guia o barco, atravessando o furacão
Não há alento nesse mar tão arredio
Três vidas que seguem por um fio
Nas mãos do velho pende o futuro
Para os jovens o fim é prematuro
Ondas fortes fustigam ferozmente
Resta apenas torcer, infelizmente
Para os jovens o medo é muito forte
Para o velho o medo é seu norte
O casco suporta a grande fúria
Resiliente, não aceita vil injúria
Aderna, mas segue flutuando
Navega, não se sabe até quando
O pânico dos jovens só aumenta
Parece não ter fim atroz tormenta
O desespero parece dominar
O que fazer, a não ser acreditar?
De repente, a tormenta desvanece
Para os três, a esperança resplandece
A vida desta vez se compadece
Noutra vez, quiçá, desaparece
Parar e olhar o mar. Se calar para ouvir o mar. Para de sentir seu coração para sentir as ondas. Trocar de lugar com o mar é impressionante, sentir seu amor pela areia, sua ligação com a lua, e o principal, sua mudança constante e impressionante, que te faz vê o mundo com outros olhos. Vê as situações ruins como uma onda grande, que te derruba, mas se parar para analisar, quando ela volta,ela te impulsiona para que você levante.
Poeta do amor
O poeta do mar , vem navegar no meus pensamentos...
Venha com as ondas fazer o meu ser balançar ...
Suas ondas levam os pensamentos pra longe...
Suas águas esfriam o meu calor... refrescam essa turbulência do meu corpo...
Não deixe meu corpo naufragar no seu mar profundo...
Tentamos seguir juntos nessa navegação...
Vamos juntos navegar com a tranquilidade...
Vamos junto poeta do mar, para onde o vento nos levar... Neste mar de amor...Deixe as velas soltas...
Deixe que ele nos leve rumo a felicidade...
Que seguiremos de encontro a paz...
Ah poeta do mar, seja o meu poeta do amor...
Juntos iremos de encontro a vida no paraíso...
Vem poeta do mar amar e ser amado...
A intensidade com que às vezes te sinto obriga-me a amarras de mim. São ondas quentes que invadem os meus sentidos e me lançam num abismo saborosamente sem fim.
Assim como a noite deseja o luar
A praia almeja a carícia das ondas do mar
Eu anseio pela doçura de senti-lo meu...
A docilidade de poder te amar.
... Meu amor de oceano e luar.
Enquanto a lua não surge no céu
brincamos nas ondas do mar,
provamos o gosto um do outro.
Aqueçamos o amor que nos embala
... E quando a noite descer seu véu
sobre nossos corpos sedentos
vamos conjugar o verbo amar
em todos os seus tempos.
TELA DA JANELA
Da tela da minha janela...
eu vejo o tempo com suas ondas
como se fosse, cortejo de banda
tocando horas minutos e momentos,
ou... como se fosse um jogo de dama
com tabuleiro todo demarcado
onde nos somos as pedras prontas para
sermos manipuladas.
Todavia sendo roladas, p'ra lá e p'ra cá,
sem tomar tento da partida
nem o ponto onde chegar.
Da tela da minha janela...
Eu vejo o sol todo em pedacinhos
demarcado pelo arame do mundo
envolvido nas telhas dos sentimentos...
Eu vejo a tabuleiro sendo manipulado
pelas feras do poder, onde elas
é que fazem as cartas e as regras...
Elas é que coloca-as cartas sobre a mesa.
Vejo os pequenos tentando sobressair
das garras de um esquema posto
sobre eles mesmo no qual eles são
apenas a peça do tabuleiro e como tais...
são jogados para lá e para cá...
Feitos de bobos, por todo tempo,
pelo tempo todo.
Da tela da minha janela...
Eu vejo as ruas e as calçadas
os passos, passadas e passarinhos
eu vejo o tempo demarcado pela tela
e a minha saudade toda em pedacinho.
Antonio Montes
DANURAS DO MAR
A ilha era de areia...
E o mar... De ondas,
e com sua maré cheia...
Ele vinha se debatendo
com sua bravura...
Parava no cais, fazendo
espumas e danuras
todas... Duras...
Urrando como se fosse lobo
tremendo como se fosse medo
em um taco de sombra
na calçada de noite escura.
Ali havia o mar...
Fazendo paetês e brumas...
Se dissipando sob lua cheia,
bradando o choramingar do lobo
banhando os corpos
das mais belas sereias.
Antonio Montes
