Ondas
Sobre as ondas do vasto mar a refluir,
O pensamento vagueia sem rumo,
Como eu, sonhador, a contemplar sem fim,
O mistério do oceano profundo.
Reflexões sobre a vida e sua maré,
Como águas a se entrelaçarem em dança,
Sinto-me pequeno diante da imensidão,
E mergulho na busca pela esperança.
Oh, mar, tu és o espelho da minha alma,
Revelando segredos e incertezas,
Assim como eu, cheio de contradições,
Nas tuas águas encontro minhas grandezas.
Refletindo como as ondas que quebram,
E se espalham em espumas ao vento,
Assim são meus pensamentos dispersos,
Buscando significado no sofrimento.
O mar, testemunha silenciosa do tempo,
Ecoa em mim as vozes do meu ser,
Revelando as múltiplas faces da existência,
E o eterno questionar do que é viver.
Nas areias da praia, caminho sozinho,
Refletindo sobre o fluir dos instantes,
Como a maré que sobe e logo recua,
Assim são meus momentos tão distantes.
Oh, mar salgado, meu reflexo no teu espelho,
Como as palavras que Fernando Pessoa fez,
Na tua vastidão, encontro a mim mesmo,
E na tua imensidão, encontro minha vez.
Nas tuas águas, mergulho minhas dúvidas,
E nelas encontro respostas fugidias,
Como as palavras do poeta incerto,
No reflexo do mar, surge a poesia.
Assim como Pessoa, reflito sobre este mar,
E nele encontro meu próprio labirinto,
Navegando entre ondas de incompreensão,
Buscando descobrir meu próprio instinto.
Em cada reflexão, encontro um enigma,
E como as palavras do mestre lusitano,
Na imensidão do mar me vejo refletido,
E descubro que meu ser é soberano.
Pois assim como o mar, sou feito de mistério,
E nas minhas ondas ocultas reside a verdade,
Refletindo sobre a vida e o seu sentido,
Entrego-me à imensidão da minha liberdade.
Oh, mar, tu és meu confidente e meu guia,
Nas tuas águas eu descubro minha voz,
Refletindo como as estrelas no céu noturno,
Descubro o universo dentro de mim, atroz.
Assim como Pessoa, mergulho na vastidão,
E encontro nas ondas a minha inspiração,
Refletindo sobre a vida e sua efemeridade,
Descubro que sou parte da eternidade.
A BEIRA MAR
De mãos dadas caminhávamos calmamente a beira mar, apreciando o balanço das ondas, suave como o flutuar das nuvens.
A água toca nossos pés, remexendo na areia que nos sustenta, apagando nossos rastros.
As gaivotas sobrevoam rasante a água para apanhar seu sustento, não sabem elas o quanto nos maravilhou com seus movimentos.
O sol aquece nossa pele, mas a brisa do mar refresca nossa alma. Sentimos esta troca de energia com este lindo oceano, onde descarregamos nossas angustias e retiramos força e paz, para uma nova fase, após esta noite, um novo dia vai começar.
Chegando ao fim da praia, temos belas pedras a escalar, apoiamo-nos nas menores , vamos subindo, até o topo da maior e mais alta de todas as que ali se acomodam.
Lá do alto avistamos um barco navegando, com sua vela balançando ao vento, procurando um porto, um alento, um recanto. E o barco vai seguindo sua viagem, até chegar à margem e nossos olhos vêem que ele encontrou no vento forças para chegar ao seu destino.
Ao fundo contemplamos o horizonte, os pássaros voando frente ao sol, num bailar encantador, mexendo suas asas suavemente.
O sol se esconde, deixando somente alguns raios iluminando parte do céu. Deixamos para trás as pedras, o barco e o horizonte. Voltando a caminhar na areia.
De volta para a casa que fica de frente para este encantador mar. Deitamos numa rede na varanda e ficamos escutando as ondas quebrarem, o vento sopra e entoa seu canto, assoviando em nossos ouvidos uma suave melodia.
A noite cai e a brisa fresca arrepia nossos corpos.
Eu te abraço, te aqueço, tenho-a bem perto de mim. Sinta meus braços cobrindo você, te aconchegando junto ao meu corpo.
Assim ficamos juntinhos sentindo este supremo momento, aonde aos poucos vamos conhecendo-nos. O coração bate mais forte, a respiração ofega, as mãos gelam, as pernas tremem.
De onde estávamos podíamos ver as estrelas e o mar, com suas ondas a dançar. Ali ficamos, namoramos, nos amamos, confidenciamos.
E tudo foi tão maravilhoso, encantador, divinamente encantador, sentimos em cada momento que foi Deus quem preparou tudo isso, desde o menor grão de areia que naquela praia estava passando pela rocha da qual apreciamos o barco navegar, até a oportunidade de nos encontrar e viver este momento, que não me sai do pensamento, e para sempre eu vou lembrar.
Ondas do Mar
O sol ainda aquecia minha pele, eu caminhava na areia rumando ao norte;
Apreciando o mar, sentindo seu cheiro e a ondas que não estavam forte;
Sentei naquela macia areia, vi as ondas indo e vindo chegando ao castelo;
Castelo que fizera pensando em você, minha princesa, ele era tão belo.
A água foi minando-o, até derrubá-lo. Junto com ele parte do meu sonho;
O sol brilhava na água e reconstruir este castelo eu me ponho.
Com torres altas, pontes belas e também passagens secretas;
Ele estava nos esperando, assim como meu coração, de portas abertas.
Deixei-o ali e fui me banhar, lembrei da única vez que juntos mergulhamos,
Tomamos banho de sol, apreciamos a natureza e depois nos amamos.
Mas desta vez você não estava lá. Mergulhei, mergulhei e não te avistei.
Fiquei a beira mar, com o corpo molhado e com o calor do sol me sequei.
De repente vi minha sombra na areia, as ondas vinham e nela tocavam,
Queriam destruí-la assim como o castelo, mas minhas forças não deixavam;
Ai então eu percebi que sou mais forte que as ondas do mar,
Que para vencer nesta vida, preciso primeiro me amar.
Mar do Meu Coração:
Em meu pensamento,
um mar de calma,
ondas suaves,
areia quente.
Sol poente,
cores vibrantes,
silêncio profundo.
Paz.
Às vezes as gotas dágua batem contra nós como se fossem grandes ondas...
Não é a força das águas
É do que sou formado
Pó, poeira e barro.
Preciso ter paciência
Esperar, esperar...
Na eternidade tudo se ajeitará.
Na areia da praia.
Nas águas do mar.
Quero pra sempre morar.
Ondas que batem no costão.
Rede que pescador joga pra buscar seu pão.
Marejar.
Água salgada meu corpo a salgar...
das dores e tristezas do mundo a me purificar.
Vivo no mesmo vai e vem das ondas... num pra lá e pra cá.
Pés na areia... mãos no mar.
A inspiração na poesia
É a alegria do coração que foi domado
É como ondas bravias
Num mar descontrolado
É como o suor de um dia ensolarado
É a intensidade de um alguém apaixonado
Ele desenhou um hamburguer como se fosse o sol
Pipocas como se fosse ondas de espumas
E refrigerantes como se fosse o mar,
Antes de tudo que sabia ,
Antes de tudo que pensava que sabia,
A lua seria uma imensa tapioca
E as mentiras de dietas era poeira de farinha...
Estava obeso feito o peso de sua solidão
Comia por carência, por compulsão...
O peso dos problemas pesava sobre o seu peso,
Ele desenhou um cuscuz como objeto de desejo,
Nada relativo a bundinha empinada da vizinha,
Não era mais uma fantasia ,
Era uma desilusão;
Trocara aquele desejo
Pelo prazer de pão de queijo,
Pelo frango assado, sem nenhuma metáfora,
Nada a ver com nenhuma posição...
Há tempos nenhuma ereção
Ele desenhou um beiju como se fosse a lua cheia,
O pão de açúcar, literalmente um pão doce,
Algo que adoçasse a sua vida, a sua desilusão;
Algo que não doesse ou não ameaçasse
Como aquela dor no coração...
PREFÁCIO
Trinta anos atrás eu amanhecia,
Encantado com as espumas
Que as ondas provocavam
Ao baterem impertinentes contra o quebra-mar
E politicamente radical
Com os cachos dos meus cabelos castanhos
Ou o black power do meu irmão; eu era um contestador
Há trinta anos atrás a gente sorria mais fácil
E era mais fácil ser politicamente radical
Há trinta anos atrás bastava um sonho,
Uma postura e a ilusão da democracia;
As utopias revigoravam nossa ideologia
Há trinta anos atrás,
Eu só tinha trinta anos
E trinta Anos era uma eternidade,
Agora eu tenho duas eternidades
E este desejo que arde
Como se eu tivesse treze anos
Cronologicamente o meu cérebro não se deu conta
Que passou tanto tempo
E meu coração não se deu conta de seus efeitos.
Ainda me encanto com o alvorecer,
Com os tons de cada estação,
Com os pássaros, com o que vejo ou só imagino...
Com essa coisa nova que tilinta, que sussurra, que sopra,
Que canta, que me desperta
Que me faz correr como se eu fosse um menino
E então qualquer momento é uma eternidade...
E eu sonho... é o meu destino...
Eu sonho...
“Atirei-me ao mar e enfrentei a terrível tempestade, mesmo sabendo que as ondas gigantes poderiam me engolir. Mas pescar nunca foi tão necessário.”
HUMOR
Ter humor é possuir a capacidade de andar sobre as ondas do pensamento como um surfista sobre as ondas do mar!
OPINIÕES
As opiniões e os escritos têm a mesma função na sociedade que as ondas no oceano: não deixar as água nem a sociedade apodrecer!
Sinto seu chamado
As ondas suaves batem como um tambor
Ouço sua voz na costa, e isso parece um lar
- Queen of the Seas
Até o fim
Nuvens plúmbeas no céu.
Gaivotas em voos rasantes.
Vem as ondas beijar a praia.
Nada mais agora é como era antes.
O sol não madruga mais.
O vento sopra ou não sopra... tanto faz.
A chuva cai alaga ruas, campos, jardins.
Ou não cai... seca tudo.
Racha-se em pedacinhos a terra seca.
Não há alma que não se esmoreça.
Tudo tanto faz... como tanto fez...
Quem foi que assim fez?
Somos só e somente só um contorno nas mãos de um escultor que os criou do pó.
O que tem de vida dentro de mim
Conseguirá respirar até o fim?
Um barquinho de esperança...
num mar de incertezas...
a vida ao sabor das ondas...
pra lá... pra cá... pra lá... pra cá...
Dia e noite, noite e dia...
tenta preencher sua vida de alegrias vazia...
pra lá... pra cá... pra lá... pra cá...
monotonia, monotonia, monotonia...
a única certeza: a morte
Encontrar Jesus seria sua maior sorte...
pra lá... pra cá... pra lá... pra cá... pra lá...
se não encontrar... vai lhe tragar a morte.
E fim.
Gosto das noites calmas.
Das ondas varrendo a praia docemente com suas águas salgadas.
Gosto de andar descalça pelas madrugadas à meia-luz que desponta na linha do horizonte.
Gosto dos dias tumultuados.
Ruas em completo turbilhão.
Eu?
Só mais um espectro que paira invisível na multidão.
