Obstinação
O Obstinado Amor de Deus por Nós
O amor de Deus é rico em misericórdia e graça, pois Ele sabe que somos falhos da cabeça aos pés.
Ele jamais desiste de nós, pois sabe que se estivermos fora do alcance do seu amor e graça, viveremos de desgraça em desgraça, e a nossa natureza pecaminosa nos levará infalivelmente para a perdição eterna.
Sua bondade e fidelidade não encontram barreiras para nos conduzir, a cada momento de nossas mais profundas tristezas e sofrimentos, para o seu consolo e alento. Por isso, Ele colocou o seu Santo Espírito dentro de nós, que clama dia e noite pela nossa redenção e salvação.
O obstinado amor de Deus por nós.
Deus é aquele que tem uma graça criativa, que dá vida aquilo que estava morto.
Aquele que traz esperança em meio ao solo árido de nossas almas, e produz uma paz e alegria em meio as nossas agonias a cada dia.
Aquele que, levanta o abatido, dá forças aquele que está perdido é o porto seguro e abrigo para todos que confiam no seu amor que traz para nós uma paz consoladora.
Aquele que, traz a alegria em meio a nossa alma dividida pelas nossas guerras diárias contra o mal, e nos faz suportar cada batalha com a sua bondade e misericórdia que jamais falha.
Aquele, que faz nascer a esperança em meio a incredulidade, e que através da fé renova nossas forças e nos dá a cada um futuro e uma esperança.
Aquele que, nos ensina o caminho do amor, e que em meio a sofrimento e dor traz em nosso interior o poder curador do seu Espírito Santo consolador.
ESTE...
Este, o soneto dum amador obstinado
Em que, viveu cada situação da paixão
Tal diz a prosa do coração aprazerado:
Se havia afeto, ele fiel a sua adoração
Este, o verso com sentimento ritmado
Dentre tantos sonhos, rimas de ilusão
Onde d’alma escoa o tom apaixonado
Enchendo o canto de fluida sensação
Este, o tinido sentimentalista profundo
Em que a nota poética, é um fecundo
Apreço, de encontros e de puro ardor
Este, o sentido dum cântico contente
Deste que no amor existe realmente
O qual sabes que és o singular Amor!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
29/09/2024, 12’55” – Araguari, MG
Poesia: O obstinado amor de Deus por nós
Deus, nosso Pai de amor, em sua graça e bondade, a cada momento busca nos levar ao conhecimento de suas verdades, para que elas nos tirem do engano e da maldade, levando-nos ao arrependimento e à verdadeira santidade.
Ele tem os nossos nomes escritos na palma da sua mão, e cada pulsar do nosso coração expressa um amor de tal maneira que excede a nossa concepção.
A sua graça, que é a sua misericórdia, bondade, amor e ação nos libertam do nosso caos e desolação interior, dando-nos direção e nos capacitando a andar em suas virtudes.
"Quando compreendemos o verdadeiro significado da resiliência, que flui de um amor obstinado e totalmente comprometido com o desejo de superar a nós mesmos e todas as nossas limitações interiores, vemos que o que verdadeiramente nos limitava era apenas a nossa mentalidade. Pois assim como uma pessoa se vê por dentro, assim ela se torna."
O obstinado e incansável amor de Deus por nós.
Somos alvos do amor de Deus em todo tempo. Ele sempre busca nos alcançar em meio às nossas deficiências e limitações, mostrando que, nele e por meio Dele, somos sempre mais que vencedores. Esse amor tão perfeito, cheio de graça e verdade, é a razão de não sermos consumidos por nossos pecados.
A cada momento, Ele busca nos livrar de todos os nossos sofrimentos, através de Seu amor e bondade, sendo Sua graça a transformar nossas vidas a cada instante.
O obstinado e incondicional amor de Deus por nós é a razão de permanecermos em paz, prosperidade e honra, mesmo quando pressionados e oprimidos pela maldade das pessoas e pelas adversidades deste mundo.
Vivemos a contradição de uma busca obstinada no por uma felicidade construída em prol de saciar os desejos que são insaciáveis.
Vivemos a era da informação
sob o poder obstinado da burrice,
onde a pseudo ideia de sabedoria
se confunde com o lapso temporal,
de sua consciência que fere e é ferida.
Além daqui -
Por vezes oiço ainda ao ouvido,
uma voz, densa, obstinada,
que sussurra, calma, uma toada,
desde quando era nascido …
Agora, longe dessa voz, vinda do além,
sinto calma, sinto Paz, porque é calada,
essa Alma, infeliz, intima, fechada,
que foi outrora, minha amada, também …
Quem era - não sei!!! Dizia coisas derradeiras!
Palavras intuídas que por vezes eram primeiras,
imersas em pouca claridade .
Por vezes, palavras-frias de Sol e harmonia,
outras, pesadelos-de-saudade, da morte qu’inicia
o místico caminho que dá vida à Eternidade.
cansei de gritarias
cansei das obstinadas tentativas
e agressões à garganta por demais quererser ouvido
de alertar
àqueles pelo que sabem bem o que fazem
de sangrar
por demais segurar para obter o mínimo
hoje me limito ao silêncio e a exclusão da minha presença
onde é preciso forçar para eu caber
meu corpo imediatamente se esgota e anseia por fuga
onde a energia que estou entregando não é bem recebida
meu ser logo me expulsa
a indiferença agarra-me pelas mãos
e me leva embora
Sofro, logo existo
Silogismo
1- Ansiamos obstinadamente por saber desde que nos damos por humano (''o que *não cessa* de *se escrever*'').
2- A coisa em si é inacessível (''o que *não cessa* de *não se escrever*'').
3- A verdade se apresenta apenas como possibilidade (''o que *cessa* de se *escrever*) e tudo isto nos causa angústia.
Esclarecendo
Me refiro a verdade da coisa e do real enquanto todo. A nossa relação com a verdade, real enquanto todo, é de angústia e ela marca seu impossível através da contingência, gerando pela lembrança sofrimento, pois o conjunto aberto nos causa incômodo, como prova, perguntar algo e ouvir uma resposta que não responde, além de termos uma necessidade não só orgânica, mas também em pathos pela verdade, por significados, sentidos e porquês. Uma das possíveis formas de elucidar que a verdade se apresenta a nós como possibilidade, mesmo ela sendo impossível, é o fato de tudo isto ser questionável, sendo assim, talvez a verdade nunca se apresenta, mas apenas a nós é representada enquanto impossível através de nossa linguagem insuficiente. Como a linguagem e a razão é o que nos define como humano, pois é o que nos diferencia, e sendo tudo isto seu grande marcador de realidade e desejo, podemos assim concluir por equivalência ou analogamente a regra da cadeia que sofremos, portanto, existimos.
Obs: Talvez este não seja o grande desejo da razão, principalmente no seu primórdio, talvez seja apenas meu objeto a, mas se atendo que é ela e a sua busca que nos define como humano, mesmo ela sendo um subproduto de uma complexa circuitaria neural ou detentora de uma substância pensante, ela é nós e nós somos ela em essência; só não nos damos conta de tudo isso porque o afeto não emerge a todo momento, até porque não desejamos, daí a fuga do tédio através do divertimento como retratou bem Pascal, mas este de fato é o nosso ser.
O dissimulado se esconde atrás de uma submissão aparente, mas no seu interior é obstinado e teimoso e quando tem oportunidade, segue o seu próprio caminho indomavelmente.
O homem de coração obstinado não se arrepende e nem perdoa, nem mesmo quando o seu estado paliativo lhe presenteia com a palidez dos moribundos - aquela que anuncia a proximidade inexorável da sentença final.
A ganância está obstinada a flertar com a alma nobre, mas está eternamente condenada a se contentar, apenas, com a alma sórdida.
Poesia: O Incansável e Obstinado Amor de Deus por Nós.
Podemos pecar demasiadamente sem cessar, porém o nosso Deus de amor e graça jamais deixará de nos amar e perdoar.
Podemos nos afastar do Seu amor, causando em nós uma dor colossal, mas nenhum sofrimento, afastamento ou dor poderá nos afastar do Seu eterno amor.
Podemos viver destituídos da Sua graça, mas continuamente o nosso Deus, através da Sua imensurável bondade, amor e fidelidade, sempre nos conduzirá ao retorno à Sua santidade.
Podemos viver no engano do pecado, mas Ele incessantemente buscará revelar a Sua verdade, transformando a nossa mente e alma através da presença do Seu Espírito Santo, que nos consola e nos renova.
