Observar
Observar a criação
e derramar o coração
em uma oração, isto nos deixa mais perto
de Deus e daí mostrar a ele nossos desejos!
Meu coração
Não
Suporta, observar a dor
Ocupar o lugar do amor
E ficar a distância em sofrimento!
***
Observar a paisagem,
com anelo
e pensar em alguém,
e imaginar o amor em câmeras lentas,
vivendo em felicidade
para sempre numa doce eternidade.
***
E maravilhoso escrever e sentir /
que as palavras fluem com suavidade/
e observar os VERSOS a se despir/
mostrando a quem faz a leitura receptividade/.
***
Debruçar sobre a janela
é observar o tempo
para sentir saudade.
Um canto de pássaro,
a chuva fina que cai.
O dia fresquinho,
o sol já se despedindo.
O cheirinho do bolo,
do café, da mãe, do pai.
Na memória do meu coração,
guardei esse tempo.
As brincadeiras, as incertezas,
as tristezas, as risadas também.
Guardei com carinho, cada jeitinho
daqueles que me fizeram tão bem.
Debruçar sobre a janela
é absorver o amor,
esquecer a dor.
Ser paz.
Ser o sorriso que faz serenar o olhar
de quem ao nosso lado sempre estará.
Podem as estações passar, o amor em mim sempre florescerá.
Debruçada sobre a janela,
observo o tempo passar
colhendo as rosas que hoje
começaram a desabrochar.
Girassóis
Abriu a janela para observar.
No quintal havia girassóis para seus olhos se encantar.
No seu coração o sol despontava,
no quintal girassóis ao som do vento dançavam.
Mesmo em dias nublados,
a alegria se faz presente.
A vida é um presente.
Desembrulhe com cuidado.
Sinta amor, deixe - se ser amado.
Ouça a canção que toca dentro de você,
sorria e dance.
Ninguém precisa lhe ver.
Basta ser você.
Abra a janela, deixe o sol invadir.
Dance com as pétalas lá fora, demore- se no que lhe faz viver.
Demore - se em você.
E se quiser, deixe alguém demorar - se em você para ao teu lado, todos os dias, ver o céu amanhecer.
Disse - lhe para não miar,
precisava me concentrar.
Quietinha ficou á me observar.
Versos para ler, emoções a rabiscar.
Ela me olhou, ronronou e foi para a grama brincar.
Gatinha esperta, já sabe rim(i)ar
o verbo amar.
Já sabe que o amor é poesia que se lê no silêncio de um olhar.
Já sabe que o amor é feito abraço,
que a gente chama de lar.
Beija - flor pousou na janela.
Ficou à me observar.
Meu olhar distante
se encontrava,
com meu amor
desejava estar.
Contemplando
a minha tristeza,
beija - flor de
coração puro
doou - me suas asas
para lhe encontrar.
Jamais me esquecerei
de tamanha bondade.
Quanta generosidade!
Despiu - se da vaidade
para que dois corações
pudessem se encontrar.
O céu amanheceu tão lindo
e tão azul, a paz invadiu,
o amor meu mundo floriu.
Graças ao Beija Flor,
aprendi a versar o verbo amar.
Aprendi que a vida nada mais é do
que se doar.
Aprendi que a vida nada é se o amor em nós não habitar.
Deixe o amor fazer de ti um lar,
com janelas abertas para o sol entrar.
Deixe o amor teus caminhos guiar,
a vida nada mais é do que se permitir ao amor se entregar.
Queria não olhar para trás e pensar na honra de viver na honestidade, mas, dou por mim a observar o tempo e agradeço por ter sido sempre fiel as minhas convicções e aceitar viver na honestidade e fidelidade humana.
"Resolvi observar o pôr-do-sol, admirar as estrelas, escutar o barulho do ar. E descobri que sou a pessoa mais feliz do mundo!"
-Aline Lopes
É interessante observar a formação dos novos grupos de influência e como a idade biológica se distancia completamente da maturidade. Suas experiências contribuem à subjetividade.
Não se trata de reagir ou não reagir às situações da vida, mas de observar-se reagindo ou não reagindo nelas.
Não adianta acelerar a vida, por mais que se apresse a carroça, pode até não observar os jardins florindo, mas será inebriado pela doce fragrância das rosas
Não cabe a psiquiatria medicalizar o sofrimento, com um atenuante da dor, mas observar o porquê do paciente ser tão apegado ao sintoma e não em exterminar a causa como fator gerador da desordem do sujeito
