O Vento e a Chuva
SOZINHO
O coração grita
A chuva cai lá fora
E dentro em mim um vento frio
Então deixo tudo
Vou para o chuveiro
No bosque embaraçado escrevo teu nome
Sem saber se existo dentro de você
As lágrimas dessem quentes dos meus olhos
E vai ao encontro da chuva
Um relâmpago o coração dispara
E o medo faz com que grite teu nome
Agora pergunto...
Onde você esta que não ouso tua voz.
Será que está fazendo o mesmo...
Assistindo a chuva cair
Sem poder fazer nada.
OSB 2002
Como num vento tudo acontece,
A chuva vem e escurece,
A alegria do bem entristece,
A solidão vem fácil e engrandece;
O que vale a pena nessa vida?
Viver solto como passarinho,
Indefeso aparentemente no seu ninho,
Ou viver em busca de um caminho;
Sei lá é tudo confuso,
As coisas não tem sentindo,
Sentimentos bons e ruins são tudo parecidos,
Procurei amor e me senti perdido,
Não tem nem um homem ou uma mulher,
Que saiba o valor de um abraço,
As vezes é amor eterno,
Outras vezes é o laceado do acaso;
Me diga o que te faz feliz!
Quem te veio na memória,
Me lembre de tudo nessa hora,
É arriscando que a vida vira história;
Quão duro é se apaixonar,
É abraçar um desafeto do mal,
Alimentando um amor doente e banal,
Ou um amor repentino e real?
Na hora que fechamos os olhos,
Todo mundo passa a ser um boa pessoa,
Desfaz os sonhos de uma vida toda,
Ame de verdade ou perde a vida a toa!
Deutes Oliveira (18 de Dezembro de 2020)
Os braços da saudade abraçam o vento,
E as lágrimas no rosto do amor
Nos remete à chuva vinda do firmamento
Para sermos lavados e livres da dor.
Corpo ardente em chamas,
tempo de alma,
vento frio, chuva quente,
desequilibrio que amas,
voz quente e inocente,
Cativa-me com seu mistério envolvente.
Sussurro do corpo,
arrepio da mente...
Ah, como posso chamar essa calma?
Já não enganas a quem te amas...
Quando o vento move o seu cabelo, eu preciso ser o vento também, quando a chuva molha todo o seu corpo, eu sou a gota que se recusa a secar...
Do que me resta
Da noite … as sombras.
Da chuva… o rio.
Do inverno… o frio.
Do vento… a brisa.
Do céu… um sol sombrio.
Do que me resta…
Do pouco que a vida me empresta…
Na janela uma fresta.
Do que me resta: esperar acabar a festa.
SOZINHO
Eu distante de você,
O coração grita
A chuva agita lá fora
E dentro em mim um vento frio
Um vazio esperando por ti
Então deixo tudo e ainda o medo,
Vou para o chuveiro me energizar.
Procurando me libertar da solidão.
E a sensação da noite é esta na contra mão.
No bosque embaraçado escrevo teu nome,
Sem saber se existo dentro de você.
As lágrimas dessem quentes dos meus olhos sem porquês,
É como a chuva que caem do telhado lavando as janelas de ipês amarelo.
Um relâmpago o coração dispara
De dentro da alma sai o seu nome,
É o som e o grito
A fome que me consome...
É a saudade sentida e o sentimento ofegante.
Ainda existe muitas horas de noite,
Agora pergunto aos anjos da corte celestial.
Onde você esta que não ouso tua voz.
O gemido mais bonito que sempre enraizar,
Esse pobre infinito de minha alma.
Será que está fazendo o mesmo?
Assistindo a chuva cair sem poder fazer nada.
Porque esse estrada de destino por mais sagrada.
Há de ter uma parada para as duas almas se amar e se dar a eternidade.
Sinta o mar, o vento, o sol.
Sinta a chuva, o cheiro das flores, o ar
Sinta o amor a vida.
Sinta-se amada todos os dias.
Sinta a alegria de viver.
02/01/22
Noite fria
Ouço a chuva lá fora
O vento toca a janela do meu quarto querendo entrar; me envolver num abraço, talvez.
Fecho os olhos
Num instante, minha mente me transporta àquela noite...
À beira do lago
A brisa suave tocava nossos corpos e seguia enrugando as águas
Sob o olhar tímido da lua, você repousava em meu abraço...
Adoro a moça linda que você é e mais ainda a que se torna, quando se mostra forte e segura.
Acho incrível essa maneira sua de mesclar força e delicadeza, de alternar mulher e menina sem perder a leveza.
Admiro a facilidade com que você transmite sua essência no sorriso, esse sorriso que salta à sua frente e abraça a gente com ternura.
Amo sua preocupação em ser melhor a cada dia
A sua consciência e a maneira humana de pensar nas pessoas até quando fala sobre si e sobre seus planos.
Adoro esse seu jeito investigativo e amável de olhar, esse olhar que mesmo sem voz fala com eloquência...
A intensidade e fluidez marcantes daquela noite fizeram parecer que o amanhecer chegou mais cedo.
Abro meus olhos e te sinto...
A alma é o lago.
depois de muito sol
depois vem o vento
que trás a chuva.
que banham os rios e nascentes.
Eu o lago fico esperando a sua alma
se espelhar em mim. Criando vida.
em meu lugar.
O vento soprando...
A chuva pingando...
Os passarinhos cantarolando pelo caminho.
Faz-se festa em meu coração.
Valnia Véras
Como não amar a tempestade..se eu me vejo nela ... sou vento forte , revirando tudo .. sou chuva barulhenta ... que por onde passa faz estrago ... sou eu e minha mente inquieta ...sou assim por dentro ... feito caos , feito turbulência...
te quero como vento, como abrisa que cai depois da chuva, quero teus beijos molhados, teu sorriso largo, tua boca dizendo eu "te amo".
Nem mesmo a distância e capaz de nós separar. Contigo mim sinto completa... Pra amar, cuidar, respeitar.
Te quero como amigo, amante, ficante e esposo... Te amo. Ec
QUEM SOU?
Sou o vento que bate no rosto
Sou a chuva que molha a terra
Sou o sol que anuncia o amanhecer
Sou eu quem sou
Dizem que sou negro da Comunidade Quilombola de Barriguda
Geração de escravizados fugitivos
Não sei o que sou bem ao certo,
busco ainda respostas...
Mas de ser negra-cor me orgulho muito
Sou negra? Sou negro? Mestiça? Mestiço?
Terei sangue índio nas veias?
Dizem os meus cabelos crespos quem eu sou?
Decifra a cor da pele a minha pessoa?
Define a minha idade, minha alma?
Eu admiro as flores, os campos o verde. Gosto do vento, da chuva e da forma como o sol reflete em seu rosto.
Ao abrir a janela sinto o som do vento batendo nas árvores, sinto cheiro do solo que a chuva acabou de molhar e ao olhar vem o gosto do barro do frescor.
Sentir o Sol queimando o meu corpo tão branco, é unir o prazer e a emoção com a benção divina.
Suando a espera da lua que vem nua refrescar a minha alma lavada pelo orvalho.
Fecho a janela , já é hora de dormir.
Breve chuva fina,
vento outonal.
Folhas sopradas a sina,
raízes fincadas a moral.
(Edileine Priscila Hypoliti)
(Página: Edí escritora)
Um ponto
Uma semente caiu,
A chuva veio regou,
O vento soprou e levou para outro jardim,
Incendiou meus sonhos,
Naqueles dias alegres e tristes,
Para variar,
Tive surpresas,
Povoquei um sensato pensamento e analisei,
Um lençol estendido e bem tratado não satisfaz quem ja dormiu o suficiente,
Não sou pioneiro em pensar assim,
Desprezo contradições,
A saudade é clara para aqueles que agem ansiosamente,
Se algo me tocar como objeto,
Decido eu como será,
Tocar não é ter,
E para ter tem que se apresentar....
Finaliso essa inspiração,
Com marcas manchadas da infância,
Aqui somos apenas um ponto,
Se o tempo for febril,
Em outro lugar estaremos assentados numa estação da vida qualquer....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa
Eu me sinto como se estivesse perdendo todas as minhas folhas. Os galhos, o vento e a chuva... Não sei mais o que está acontecendo.
Chuva
Barulho no teto
Barulho na janela
Barulho na porta
Uma brisa gostosa
As vezes um vento gelado
Mas sempre calmo
De vez em quando
Um som assustador
Uma luz no céu
- Será um monstro?!
Não, uma chuva
Declarando sua raiva
Mas tentando se acalmar
14/04/2021
