O Sol e o Vento
Quando já não existir mais tempo, que sejam os amanheceres, espectáculos ao sabor do vento...
Quando o beijo for mais curto, que seja tão bom
Quase um absurdo...
As vezes é como se ver a deriva no mar, boiando em seu próprio destino. De repente a força dos ventos te carrega pra longe e você encontra o seu porto seguro. Você planeja ficar um dia, que vira um mês, que vira um ano e quando menos esperar você se esquece do que te fez entrar no mar e aprende a ser grato pelos ventos fortes.
ÁRVORE
O vento afaga tua infinita beleza
entre sussurros, acenas com leveza
Noite e dia cresces sem parar
Quantos em teu seio
conseguistes abrigar?
Este estar sempre no mesmo lugar
te faz sorrir e te faz chorar
Meus olhos não querem parar de te olhar…
Quem te plantou neste lugar?
DOCE DESCANSO
Numa estrada sem fim
atravessando o vento
paro para descanso
num pequeno estabelecimento
com um sorriso nos lábios
sou atendido de pronto
por uma menina morena
de tão linda, um encanto
como fosse passarela
entre mesas desfilou
seu corpo magro e bem feito
logo me conquistou
seus andares faceiros
meu café adoçou
seus olhares sorrateiros
minha alma alimentou
Voo
Voa pensamento
Livre como o vento
A procura do sentimento
Voa imaginação
Nas asas da emoção
Ao encontro do coração
Voa ilusão
Desenhando paixão
Nos rascunhos da solidão
Voa sonhos
Reais e risonhos
Sem ser enfadonhos
Voa felicidade
Sem a brisa da saudade
Flutuando na eternidade
Voa bardo transcritor
Poetando ventura e dissabor
Nos caminhos do amor...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano
Vento E Adoração
Jó se levantou, rasgou a túnica e raspou a cabeça; e ele caiu no chão e adorou. - Jó 1:20
Escritura de hoje : Jó 1: 6-12
As calamidades de Jó eram enormes. Seus bois e burros foram roubados. O fogo consumiu suas ovelhas. Os incursores levaram seus camelos. Mas aquilo foi só o inicio. Um grande vento destruiu a casa onde seus filhos e filhas estavam festejando, e todos eles pereceram. Sua perda parecia insuportável! Mas observe a resposta de Jó. Ele se humilhou e adorou a Deus (Jó 1:20).
Em 2 de abril de 1977, o céu ao norte de Olivet, Michigan, ficou preto e ameaçador. Mais uma tempestade severa, pensou Norm Heddon. Mas quando a pressão começou a aumentar em seus ouvidos, ele instintivamente desceu as escadas do porão - o que levou cerca de 5 segundos. Então aconteceu - sua casa explodiu em milhares de pedaços de um furacão assassino. Minutos depois, quando Norm surgiu, ele não podia acreditar em seus olhos. Todos os seus bens terrenos foram varridos, mas milagrosamente sua família não foi ferida. Curvando-se em oração, eles agradeceram a Deus por Sua bondade. Heddon disse: "Ele tem uma mão em tudo o que acontece conosco".
Como alguém pode adorar enquanto é apanhado pelos fortes ventos da adversidade? A resposta é clara: ao ancorar nossa fé no amor e na sabedoria de Deus, podemos dizer através de nossas lágrimas: “O Senhor deu, e o Senhor tirou; bendito seja o nome do Senhor ”(v.21). —DJD
Refletir e orar
Pensando bem
Você se sente abandonado por Deus, como Jó? Diga a ele como voce se sente. Depois, peça a Ele que o ajude a acreditar na verdade sobre o Seu amor por você.
Quando você ficar de pé, ajoelhe-se. Dennis J. DeHaan
Há pessoas que são como o vento: ora feito brisa, ora feito a tempestade, mas hoje em dia são chamadas de bipolares mesmo!
tagarela
quando o buriti balança no cerrado
ao vento, sigilo dele espalha...
são avisas a ele segredado
Quem disse que o cerrado não fala?
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano
RETROSPECTIVA (soneto)
A vida na vinda e ida tem multidões
Não percebi todo o vento a suspirar
Tão pouco todas as cantigas de ninar
Foram cantadas nas minhas emoções
Tive chances no partir e no chegar
Os medos os pus nas contradições
No tempo rompi todas as estações
E nem todas as flores eu pude amar
O trem teve distinto as suas estações
O doce da quimera o seu mel a melar
E o tanto de carinho as suas aluviões
Na curva da esquina, solidão pude visar
Nos prazeres os feitos e as proibições
Porém, primaveras, também, vi florar...
(Nesta retrospectiva particular) ...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
29/11/2016, 10'00"
Cerrado goiano
Manar
Porque acoberta meus olhos
Translúcido e brilha na luz
Sua verdade é como o vento
Que perpassa meu corpo e seduz
Tu é a mãe do sentimento
Que flui condizente ao mar
Expira em frente a praia
Como ondas na areia a passar
Você é a emoção viva
É simples e se pode enxergar
Qual o seu nome minha lágrima
Não escorra sem me falar.
Nunca deixe de seguir sua intuição, pois pode ser o vento que faltava para conduzir seu barco, sua vida.
abril
(mirras)
folhas anunciam abril sem cor
vem vindo nas asas do vento
pássaros em gorjeios de louvor
metamorfoseando ao relento
acorda abril nas manhãs de outono
a natureza no ventre é transformação
espera o inverno pra ceder seu trono
assim vai o tempo em sua concepção
noites mais longas de melancolia
mais um abril passando por mim
suas árvores nuas escrevem poesia
transmudando e nunca pondo fim
(abril, mês de antúrio e estrelitzia.)
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
01/04/2016, 20'20"
Cerrado goiano
VERÃO NO CERRADO (soneto)
Lá fora o vento em agonia e rebeldia
Redemoinhando o taciturno cerrado
Do silêncio carrascal, fez-se agitado
Sob a chuva nua, acordando o dia
Na vastidão do chão, o tempo arado
Da sequidão para o sertão em urgia
Molhado da tempestade em romaria
Empapando o alvorecer enovelado
E neste, porém de tão boa harmonia
O horizonte na ventura é amansado
Enxurrando na procela a melancolia
Assim, vai-se avivando o árido cerrado
Do acastanhado que ao verde, barbaria
Ao rútilo encarnado do verão variegado
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Janeiro de 2017
Cerrado goiano
contraste
o cerrado é melancólico
no igual do seu irregular
o horizonte é eólico
no vento a lhe soprar
mas tão diverso e assistólico
que faz a admiração pulsar...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Fevereiro 2017
Cerrado goiano
