O que Nao Elabora se Repete Freud

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A ciência cresce não apenas quando descobre o verdadeiro, mas quando aprende a reconhecer o falso.

O universo não se torna menos grandioso porque admitimos que talvez jamais compreendamos sua última arquitetura.

O agnóstico não fecha a porta para o transcendente; apenas se recusa a declarar conhecido aquilo que a razão ainda não conseguiu atravessar.

Há perguntas diante das quais a resposta mais rigorosa não é uma sentença, mas um silêncio cuidadosamente fundamentado.

A dor é estranhamente democrática: não escolhe entre culpa e acaso, homem ou animal. Chega, fica e cobra o seu preço.

Não confundas delicadeza com submissão, nem prudência com medo. Às vezes, ser dócil é apenas uma maneira elegante de não reagir.

A vida não pergunta quantas vezes nos feriram, mas o que fizemos com as marcas que ficaram.

Solidão não é apenas falta de companhia. Às vezes, é o raro momento em que conseguimos ouvir a nós mesmos.

Entre errar tentando e não fazer nada por medo de errar, prefiro o erro de quem teve coragem.

A poesia começa quando a linguagem deixa de tentar explicar tudo e nos devolve ao encanto de não entender completamente o mundo.

Existe uma solidão que não é falta, mas espaço. É nela que descobrimos se nossa própria companhia é abrigo ou condenação.

“A vida não nos deve felicidade; no máximo, concede-nos algumas noites decentes antes de cobrar, em silêncio, o preço de termos estado vivos.”

O homem inventa absolutos para não suportar a vertigem de descobrir que muitos de seus valores possuem uma história

Quem não examina a origem dos próprios valores pode passar a vida defendendo como verdade aquilo que recebeu apenas como herança.

O poder mais sofisticado não é aquele que obriga o homem a obedecer, mas aquele que o convence de que sua obediência nasceu de sua própria vontade.

Talvez a maior rebeldia intelectual não seja destruir os valores, mas submetê-los ao tribunal de sua própria genealogia.

O verdadeiro inimigo do conhecimento não é a ignorância, mas a ilusão de que já sabemos o bastante.

A inteligência humana talvez não seja medida pelo número de respostas que possui, mas pela quantidade de perguntas que consegue preservar sem mutilá-las.

A humildade epistemológica não diminui o homem; apenas impede que uma criatura finita se proclame proprietária do infinito.

Talvez a mais honesta frase diante do universo seja também a mais difícil: não sabemos, e continuaremos investigando.