O Povo que o Elege
Em toda catástrofe por vida diminui as diferenças do povo vitimas em uma só direção mas ao mesmo tempo evidencia os oportunistas, que se vestem de humanos, desprendidos de bom coração.
Todo ser politico eleito pelo povo brasileiro, deve fazer obras publicas e fomentar politicas publicas de governo para o Brasil. Não cabe mais de nenhuma forma optar pela simpatia com recursos próprios brasileiros, dando apoio ou qualquer auxilio, a qualquer lugar e governo alienígena. O Brasil precisa do Brasil.
Enquanto o povo não for educado incessantemente dentro de uma politica de pertencimento, que o patrimônio artístico e cultural publico, é nosso. Nenhuma ação de preservação e cuidado com ele, será feita... nada do que existe é deles mas tudo que existe, é nosso.
O Império do Meio se acha o povo original do planeta e não possui aliados de forma alguma. Eles tem peões do grande tabuleiro, que estimulam a decadência e a submissão. O primeiro foi a Rússia e o próximo será a Coréia do Norte. Antes do expansionismo ocidental.
Me perdoem as cariocas, as gauchas, as paulistas e as meninas do povo mineiro mas mulher formosa, mesmo fogosa e com a cor do pecado a qualquer sorte, está no norte, só mesmo as da amazônia.
Cada qual eleito tem a difícil arte de governar para o povo e ao mesmo tempo atender os compromissos feitos em campanha junto a alguns empresários tubarões e as alianças no pluripartidarismos.
Os olhos condenam o Brasil mas o coração perdoa, afinal o povo é muito bom e tem por profissão a esperança.
Uma forma justa do povo descontente dizer não a politicagem suja de nosso falso estado democrático, é não votar mais em políticos profissionais demagogos que nada fizeram até hoje e nada vão fazer. Não eleja velhos políticos profissionais. Faça diferente, acredite no novo.
Um povo trabalhador oprimido com menos crença e poucas esperanças nas mudanças do por vir, acordam extremamente barulhentos nas segundas feiras e recolhem se silenciosos e tristes nos finais de semana;
A verdadeira cultura de um povo, de um grupo e de uma nação tem geralmente a transmissão natural do conhecimento pela oralidade, pela repetitividade da atividade na herança familiar e pelos valores internos aferidos a cada participe por reconhecimento, status e poder de ser membro legítimo efetivo e participativo de cada comunidade.
O gestor cultural é muito menos um especialista da educação, história, arte e cultura de um povo que um competente gerente de negócios e captador de recursos financeiros. Logo os museus, os acervos e os centros culturais na sua grande maioria são bem mais locais rentáveis ou no mínimo autossustentáveis das cadeias produtivas no centro das indústrias criativas.
Invejo minha língua e meu povo. Invejo nosso jeito e origens. Se um dia partir para outra nação é por falta de opção. Por enquanto permaneço aqui.
PARTES
A minha parte triste nunca parte,
A minha parte alegre é deserta,
Aminha parte de luz povoa a triste,
A minha parte alegre inexiste...
O que eu tenho de todo as vezes se parte,
Tem parte que as vezes se encorpora,
E sentimentos estranhos apavoram
Dividindo o meu ser em muitas partes
A parte boa de mim alaga desertos
No nordesre do meu ser tem secas iminentes
Gente morrendo de fome, muitos espectros
Arrogantes e outros subservientes...
O verdadeiro perigo não são as redes sociais, mas sim a tentativa desesperada de silenciar o povo para manter-se no poder sem enfrentar críticas.
POVO & PODER
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Povo é molde. Medida. Experimento. No fundo, é qualquer coisa. De fato, povo é apenas coisa como gesso fresco e cimento que não secam, porque têm sempre que atender a novas formas. Novas fôrmas.
Serve como alicerce volátil de caprichos, ganância e fome de poder. É o sonhador de verdades que nem sonham ser suas. A eterna lua falsa sobre a noite que resvala para ser dia nos horizontes alheios.
O povo é argila. É a lama "mais que perfeita" nas manobras da conjugação imutável de vontades impostas por quem rege a quem elege quem manda; manipula. Faz do reino a sua casa.
Sempre foi deste jeito. Povo é massa de um bolo que ele nunca sabe se lhe cabe saber como será. E do qual jamais provou fatia. O povo é a pedra com que se auto apedreja... e seve de jogo do poder.
AINDA QUERO VOTAR
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Muitas vezes concebo essa ideia de que o povo brasileiro deveria retaliar a classe política simplesmente não comparecendo às urnas, em todas as eleições. A punição exemplar pela corrupção política e a falta de políticas públicas em prol do povo, pelo povo, seria a negação do voto.
Logo retrocedo. Já houve um tempo em que não votamos, e isso não era nada bom, além de não ser nada que não se resolvesse, por exemplo, com o colégio eleitoral. Alguém ainda lembra? Pois é. Do jeito que as coisas vão, creio não ser ignorância temer que algo semelhante a um colégio eleitoral possa ser instituído pelo poder público, em forma de justificativa emergencial pela falta do voto popular. O não comparecimento em massa, do povo às urnas, pode ser tudo que o poder público destes tempos deseja.
Não tenho receita para este problema. Sou leigo em questões desta natureza. Tão leigo, que não descarto a hipótese de neste momento estar a dizer uma grande bobagem. O que posso afirmar com indícios de convicção, é que precisamos pensar um pouco mais, antes de levarmos a cabo certas questões que não dominamos.
Acho que, se com o nosso voto as coisas estão como estão, sem ele podem ser muito piores. Fatais, mesmo, para uma sociedade já enferma sociopoliticamente. Arrisco dizer que ao invés do não voto, é necessário que haja uma nova forma de votar, de conferir o voto, e que também haja leis que legitimem de fato o povo, mas o povo, mesmo, por meios jurídicos eficientes, a demitir políticos. Se o povo elege, ou seja: emprega, também deveria, de forma direta e não apenas pela pressão, ter o direito de "mandar embora", por "justa causa", qualquer político ladrão; fraudador; traidor da fé pública; mentiroso...
Se houve um tempo em que não tivemos direito de votar, e lutamos tanto por esse direito, abrirmos mão seria devolver aos políticos o que temos de mais precioso no campo da cidadania. Devolveríamos ao poder público a prerrogativa de criar seus engenhos escusos e misteriosos de se autoeleger, e perderíamos a chance de continuar, ainda que por longas décadas, a nossa procura das raríssimas, mas ainda possíveis agulhas no palheiro imenso da política brasileira.
Irei às urnas mais uma vez. Talvez para votar nulo, em branco, mas irei às urnas, com toda a revolta que me consome. O trabalho que me proponho é o de continuar minha busca por saber quem é quem; quem é primo, filho, sobrinho, pai, cunhado, cônjuge, amigo (...) de quem, para tentar, além de não reeleger, não eleger ninguém que reponha no poder público as mesmas caras-de-pau.
O que não farei de modo algum, é contribuir para que os políticos de sempre, que nunca deixamos de eleger, direta ou indiretamente, voltem a não precisar do meu voto.
POVO BRASILEIRO
Demétrio Sena, Magé – RJ.
A gente pega doença em hospital;
a gente vira bandido na prisão;
a gente fica maluca em sanatório;
a gente come veneno por dieta...
É atleta sem força nem saúde,
é artista sem arte que se veja,
faz velório de morte pré-datada
na capela mortuária da vida...
Uma gente marcada feito boi,
pra pastar nos desertos do direito
que não vale pra gente como a gente...
A gente sempre foi vista como bicho
pelo lixo que a gente põe nos tronos
pra sugar o que a gente já não tem...
GREVE DE POVO
Demétrio Sena, Magé – RJ.
Esse povo precisa entrar em greve,
ter uns dias pra ter orgulho próprio;
ser opróbrio, não vítima passiva,
não dever e também não ter temor...
É preciso que o povo cruze os braços
pras mentiras que abraça todo dia,
feche as mãos de aplaudir famosidades,
rompa os laços com credos e consumos...
Por um tempo que o tempo emendaria,
bem que o povo podia não ser gado;
não ter líder nem dono de seus atos...
Mas o povo não sabe não ser povo,
ter seus laivos reais de vez e voz,
dar seus nós nas amarras nacionais...
GOVERNO MIMADO
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Um governo mimado não quer ter opostos;
o seu povo mimado é super protetor,
vende afetos por ele, vive, morre a postos;
o que dói no poder se torna sua dor...
Quem governa com dengo é canastrão; ator
que não sabe atuar; só faz bocas e rostos,
mas a sua plateia o segue aonde for,
feito povo sem sonhos, vontades e gostos...
Governante mimado convence com birra,
manipula os fiéis para os quais mato é mirra
e lhes faz guerrear sem saber o contexto...
Vira mito com truques, governa pros seus,
pois o povo excluído que o tem como deus
é feliz infeliz; enaltece o cabresto...
