O Poeta e o Passarinho
Há muita diferença entre moral e moralismo. O último não passa de falácia hipócrita, mas o primeiro é um pilar preponderante na estrutura social!
Lutar pela deflagração do amor em proporções globais não é uma questão de romantismo, mas sim de sobrevivência!
O amor é matemática: soma felicidade, divide a dor, eleva ao quadrado a solidariedade, subtrai o desamor, multiplica a amizade e manda flor...
Amigos são poucos.
Colegas têm de montão.
Amigos são como bons livros
É como os dedos da sua mão.
Amigos são em pouca quantidade,
Mas, porém, lhe servem
Quando estiveres em aflição!
Ninguém consegue amordaçar a boca quando o coração grita. Por isso, eu não acredito em amores secretos, mas sim em erros ocultos!
O preço que se paga pelo uso ideológico da verdade nesse mundo confuso, é a cruz construída para punir os mentirosos!
Prefira manusear uma víbora peçonhenta a tentar abrir os olhos de quem anda enamorando seus próprios pesadelos!
Num país onde a desonestidade é culturalmente associada a inteligência, a corrupção sempre será um câncer protagonista!
Realidade X discurso, os manipuladores dizem que o discurso é o correto, e os justos afirmam que o correto mesmo é a realidade, e assim o tempo flui, com a inegável realidade que passa, junto com o tempo, bem diante de hipnotizados olhos, daqueles que são manipulados pela mídia... E piores que os da caverna de Platão, são sempre os piores cegos, pois não querem ver.
que bondade tem Deus!
presenteou o menino com a aptidão
de observar os ipês amarelos
e ouvir o cantar do sabiá-laranjeira
Borboleta de asas um tanto quebradas,
sempre presa num mesmo lugar,
quando curar-se e tiver liberdade,
será que ainda saberá voar?
Meu ninho sempre está pronto para te receber Blue BIRD.
E no outro dia com o sorriso no rosto,
Acaso alguém me perguntar,
Direi sem medo,
Vi um passarinho azul.
Cantou na minha janela,
Eu abri,
Janela que se chama coração.
E deixei guardado em versos,
Nunca dispersos,
No nosso lugar de encontro.
Entre monólogos e madrugadas,
Pensamento que não cala,
E quando a saudade apertar,
Aqui você pode me encontrar,
Nos versos que fiz pra ti,
Mesmo antes de saber quem eras,
Desde o nosso primeiro encontro,
De almas sem figuras ou falas,
Até o entrelaçar de corpos.
Janela aberta com meu peito que é seu ninho,
Voa e volta passarinho.
Eu não leio poemas
Não vejo belezas nas flores
Não entendo trocadilhos
Nem troco os móveis de lugar
Não pinto aquarelas
Não entendo de pianos
Não bebo vinhos
Não movo montanhas
Não queria viver em sociedade
Não defino limites
Não amo demais
Tão quanto de menos, talvez
Não vejo pores do sol
Nem naceres de lua
Vivo sem bateria no celular
Tenho medo de antenas
Não dirijo carros dos outros
Não empresto meus poemas não lidos
Nem minha visão de mundo
Não alugo minha alma
Não me encanto por valores
Não queria gostar de café
Não queria ser criativo pra poemas sem sentido
Queria saber tocar contra baixo
Sempre quis ver o mundo do alto
Aprender a voar
Esquecer o gosto de remédios ruins
E voltar a sentir o mesmo gosto que senti quando te provei a primeira vez
Queremos muita coisa
Inventamos desejos novos como máquinas de escrita de jornais antigos
Desenvolvemos negações sobre momentos que não há de ser preciso
Amamos e odiamos o que compõe o mundo a nossa volta na mesma intensidade
