O Poeta e o Passarinho
Principio
O movimentar das ações
Sentidas nos corpos.
Houve um momento.
De condensação,
Se se formou em caminho de clareza.
Da vida que somente existia nele.
Foi transportada para aqueles seres
Que passaram a carregar,
Aquela forma de ser.
Verbalizando ações para as formas ,
Que deveriam surgir , pelas irradiações,
de paz que ela proporcionava.
E essa mobilização ocorre a todo tempo.
Sem nunca parar.
E serve para desviar os ventos sorrateiros do alto engano.
Onde as palavras análogo a semente.
Passam a serem entendidas.
E essa ação se transforma em sentimento de amorosidade.
Retirando as demais formas acoitas do sofrer.
Tornando-se luz para os pés. Na falta de
Respostas. Perante a escuridão.
E assim; formam-se os frutos , desse jeito de ser.
Na mesma forma. Os frutos abusais.
Restringindo o limite compreensão
e complexidades das formas apreendidas.
Porque. Formadas pelos ventos que transporta o
Fogo. Não reconhecem essas manifestações.
Da vida.
Tantas formas diversas.
Que duram por um determinado tempo. E desaparecem.
E, por isso não tomam posse da terra prometida.
Alimentando o divisor. Que também
Procura manifestar
Inteirando-se de formas mais densas.
De manifestações no mundo.
Ignorando. Que tudo, encontra-se em movimento.
E sobre tudo. Girando na luz da vida. A roda do amor.
O que realmente transforma e eleva o espirito.
Fazendo sentir a leveza e paz . De ser e estar.
Projetado em si. Ou , em outro objeto. Que se alinha,
o caminho certo para seguir.
Mesmo chamados para brincarem de enterro e chorarem de tristeza.
Mesmo chamado para brincarem de casamento e sorrirem de felicidade.
Descobrir que. Não é no final, que se encontram as respostas dessa Vida
Vida. Foi no principio.
Marcos fereS
Genialidade é relativa,
Ingenuidade é uma benção,
Jovialidade depreciativa,
Intensidade só quando há intenção.
ENTRE POESIA E MISÉRIA
Extirpa-me a língua, os olhos,
Mas não peças que me cale!
Impossível calar-me a alma!
Nas entranhas dessa História
Vi beleza e barbárie!
Eu vi as rosas...
De Hiroshima
E também de Nagasaki.
Vi a luta de Zumbi
Das senzalas a Palmares.
Anjo preto nunca vi
Nos adornos dos alteres.
Vi Revolta da Chibata
Contra nossa força armada.
Entre os "muros do apartheid"
O sussurro de Mandela
Implorando igualdade.
Entre poesia e miséria
A palavra é o que me resta!
Então não peças que me cale!
Extirpa-me os ouvidos, os dedos das mãos,
As cores e o pincel, a pena e o tinteiro!
Mas não peças que cale.
Impossível calar-me a alma.
Temos telas de Monet
Os telões de Charles Chaplin.
Castro Alves e Pessoa,
A lírica poesia.
Não me fujam
Beethoven e a 5ª Sinfonia,
O Bolero de Ravel
E o tango de Gardel.
Entre poesia e miséria,
A palavra é o que me resta.
Então não peças que me cale!
Extirpa-me a liberdade!
Mas não peças que me cale.
Impossível calar-me a alma.
Eu vi os trens de Auschwitz
Holocausto e massacre!
Então não peças que me cale.
A palavra ainda me resta.
Dualismo Colossal!
Do mesmo orginal
O mais absoluto extremo de bem e de mal.
Jamais peças que me cale.
Mas se um dia me faltar
O esplendor das coisas belas;
Se faltar-me o espanto das barbáries,
Arranca-me do peito esta alma!
Pois de nada mais ela me vale.
Marcos Profanus
Uma porção avantajada de onisciência embrulhada para viagem
Alguns estrofistas,
Versam sobre a crosta
Crocante do croissant de centeio.
Outros, especulam sobre ensejos, Ingredientes, recheios e confeitos, Fadários, causos, descasos e feitos,
Que fazem comoventes partículas solitárias,
Aglomerarem-se, ao longo
Do birrento caos absoluto,
Induzindo a cognição vividamente letal,
Apta a confabular com exatidão,
Receitas rentabilíssimas,
Que fatalmente consolidarão,
Na fornada, a saborosa e crocante
Crosta do croissant de centeio.
Entre ambos, localizo-me, fermentado,
Comendo a hóstia que a poesia amassou.
Com a delicadeza de princesas frágeis, O atributo mor foi o olhar carente, Mas pro viés dos bárbaros e obscenos, A feiticeira má, sempre será, mais atraente.
Majestoso Octeto
Compunham a mais bela fraternidade,
Irmanadas em tuas semelhanças.
Interiormente ímpares e por meio
Dos hábitos estéticos que exteriorizavam.
Localizavam-se no quadrante diagonal
Em relação à porta,
E bem ali, na perpendicular,
Elas se mantinham.
Cinco pequenas mesas,
Seguidas de suas cadeiras,
Posicionadas defronte umas pras outras.
Próximo à janela, Amanda, Tássila, Isabella;
Perto dos arquivos Tiffany, Alice Lorrane,
Karla Thalia, Luanna e Patty respectivamente,
Encerrando assim o Majestoso Octeto.
Compunham a mais bela fraternidade,
Irmanadas em tuas semelhanças.
Interiormente ímpares e por meio
Dos hábitos estéticos que exteriorizavam.
Localizavam-se no quadrante diagonal
Em relação à porta,
E bem ali, na perpendicular,
Elas se mantinham.
