O Poeta e a poesia

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⁠Canto só ou em dueto
junto ao mundo que vislumbro
rabiscando linhas em soneto
sou um poemeto sem rumo

Inserida por neusamarilda

⁠No silêncio da noite,
Eu pensava calado,
Onde estava a minha sorte,
Que ainda não tinha encontrado.

Fui de madrugada a dentro,
Conversando com meus botões,
Examinando meus sentimentos,
Explorando minhas emoções,
Logo senti um acalento,
Ao descobrir os meus dons.

Aí me conformei,
com a sorte que tenho,
Tudo que conquistei,
Fui com trabalho
ferrenho.

Nada caiu do céu,
De bandeja para mim,
Senti o amargo do fel,
Mas lutei até o fim
Em busca de um pouco de mel,
Para tirar o gosto ruim.

Cada passo que dei,
Pisei em muitos espinhos,
Em pedras tropecei,
Em todos os meus caminhos,
Pra chegar onde eu cheguei,
Eu sofri um bocadinho.

A sorte é nós que fazemos,
Assim damos muito valor,
Quanto mais sorte nos temos,
Maior é a nossa dor,
E para ter o que queremos,
Temos que derramar suor.

Inserida por Joaosoares13

⁠Sou um pássaro fora do ninho.
Uma mente na gangorra
Presa na masmorra sem chave
Do meu próprio eu.

Inserida por marceloreis2

⁠Desfalecendo de amor


Pobre de mim quando você partiu
Eu parecia um barco no mar
Prestes a tão cedo naufragar
Sem força e leme para conduzi-lo

Meu coração como uma folha seca sem destino
Levada com força pela correnteza
À mercê das rochas e incertezas
Angustiada, como uma biblioteca sem livros

A luz do sol brilha através da janela
Mas, para mim, o dia será de sombra
Farei com que minha alma se esconda
Somente à noite, contemplarei a lua bela

Entrego-me à escrita com afinco
Conto para os papéis sobre meu amor
Que ao perdê-lo, a dor, meu sorriso levou
E derramo todo sentimento que deveras sinto.



Lucélia Santos

Inserida por poetisaluceliasantos

⁠Dor


Sinto que minha força esgotou-se
Rompeu-se as amarras e fui ao chão
Queria caminhar nas ruas em escuridão
Fugir da excruciante dor, de seus açoites

Ainda que eu mergulhe em alto mar
Rapidamente ela me seguiria
Lá no fundo me dominaria
Ela sempre vai me encontrar..

As provações nos rasgam por dentro
Comprimem com força o coração
Causando um caos, e a solidão
Acelera drasticamente batimentos

Sentimentos de impotência e inutilidade
As mãos não alcançam, nada a fazer
Só Deus sabe o que irá acontecer
Resta confiarmos nele de verdade.


Lucélia Santos

Inserida por poetisaluceliasantos

⁠Na vida:
a mudança é inevitável;
a perda é irremediável;
a felicidade reside na nossa adaptabilidade em sobreviver a tudo.
Resiliência é a única ação que temos, para caminhar nas nuances que a vida nos dá.
O luto é preciso, e, cada um - individualmente - saberá como passar por esse processo!

Inserida por LucianoBentoPoesia

⁠A vida é assim:

Enquanto uns nascem para rir, outros nascem para ser o motivo do riso!
O segredo é;
Se divirta! Seja de que lado você estiver.

Inserida por Weller

⁠DEPOIS DOS TEUS OLHOS 02/03/18

O que poderia se fazer
depois dos teus olhos verem
no fundo dos meus olhos
uma alma comovida.

Você levantou sua cabeça
de forma quase cínica e partiu.
De todos os modos possíveis
de partir você partiu.

E mesmo assim partida
essa ama comovida
ainda teve tempo de procurar razões
na lembrança dos teus olhos
sem desculpas.

Como se aquele que fere
precisasse de ajuda
e esse permanecer atento,
mas agora de forma muda
como se o impossível
pudesse ter a sua hora.

Mesmo que fosse o nunca
o seu lugar do seu agora.
Esse tempo lento do nunca
fazendo-se de sustento
no que não seria.

A vida não entendeu a perfeição
e passou sem ver o seu lugar,
como não poderia ser
caso o homem fosse perfeito,
mas não é.

Consciente disso
do que seria perfeito,
mas se fez impossível.
Só resta criar a paz
em algum lugar perdido
entre o mundo e o impossível.

Olhar dentro do meu abrigo
sem entendê-lo como prisão
e procurando no próprio zê-lo
minha forma de amar
sem nunca tê-la perdido
para ser possível novamente
amar, amar e amar.

Inserida por DanteLocateli

⁠ESTE SOU EU 02/03/19

O pior de não saber o porquê
de estar comigo magoada,
é exatamente o "nem saber"
que prova a verdade
nessa tua mágoa.

Isso que te magoou sou eu
e essa tua mágoa
é você descobrindo
que não sou o ser perfeito
com o qual sonhavas.

Não posso ser distinto
de quem eu sou,
seria uma violência para comigo
e um subterfúgios, um engodo.

Para que persistas em algo
que, na verdade, eu gosto
e do qual me aproveito
e mesmo que seja bom
não existe e te gera sofrimento.

Quero que entendas
isso não é despeito, é respeito
a ti e a mim mesmo
espero que esse
melhor entendimento

de quem eu sou te libertes,
desse sonho maravilhoso
que livre te traga
e mais para perto

do pobre ser humano que sou
e que é a minha verdade
e mesmo não sendo tão bela
é a verdade que está certa.

Inserida por DanteLocateli

⁠"...
Ambos, para ser reconhecido,
Primeiro tem que morrer.
Ainda assim, por mais que seja merecido,
O privilégio muitos não vão ter.
..."
Poema Santo e Poeta

Inserida por MarcielydeOliveira

⁠CIDADES IRMÃS

Vou subindo as ladeiras
Em Olinda, parte alta
Lá no fundo, bem pequena
Recife aos olhos salta
Cidades que são irmãs
Do amor são as maças
Que todo poeta exalta

Inserida por RomuloBourbon

⁠É o amor que me conduz, força linda poderosa que toma conta de tudo, água tranquila serena, espelho que reflete o rosto encantado por ser tão belo esse sentimento.
O amor muda tudo, deixa tudo mais cheio de luz e de cor.
Então caro poeta, deixa-te envolver por essas profundas águas, que te levaram ao paraíso, e escreve-as em teus lindos poemas, tuas linhas sagradas, como só tu sabes fazer.

Inserida por DianaAnita

⁠O vento soprou mansinho
linda canção de saudade,
o coração em toque baixinho
se recolheu junto à noite que o invade

Inserida por neusamarilda

⁠Veio um verso de amor
que a brisa logo soprou
com ciúmes e mau humor
do meu verso não gostou
Disso eu já bem sabia
faço simples versos de amor
que nenhum coração extasia
ou bate feliz em clamor
Como poeta sou uma
e para escrever sou atleta
posso ser um verso de espuma
ou uma pedra que te acerta

Inserida por neusamarilda

O tempo

O broto puro da terra sai
Enquanto a folha madura
De velha e triste se vai

No louvor de sua altura
O tronco se entrega à escuridão
Deixando felicidade alguma

O lento e súbito clarão
Dos anos que a terra consome
Do belo à sua podridão

A implacável fúria invisível
Ainda viva enquanto dorme
Faz o silêncio audível

O furacão que o céu tocava
Vai do branco ao torto cinza
A uma brisa fria que se acaba

E o destino que se realiza
Ergue a tumba de sua era
Velando a dor que avisa

A doce morte e sua adaga
Ao que um dia do sol vivera
Fadado agora à eterna amargura.

Inserida por rodolfomair

O céu

A noite solar, o dia lunar
Água de prata ao mar
O vento que voa frio
O raio que nuvem partiu

O crepúsculo aos olhos
Resplandece as rochas negras
E os que desciam mórbidos
Ascendem às doces sedas

A suprema obra majestosa
Que tudo alcança, tudo vê
E a ti, nu, faz à mercê
De uma vasta nuvem gloriosa

As harpas da deusa estrelada
Cantam às flores azuis
E a bela deusa dourada
Fulgura em seu leito de luz.

Inserida por rodolfomair

O Vazio

Fala pra mim, ó vazio
O que é que tu tens
Que faz de todos bens
Um nada mais que vil

A letra já é numero
O papel já é manchado
E a mancha já escura
Faz do nada algo bordado

Num ombro todo o ouro
No outro a beleza
No meio nenhum louro
Só a nuvem de tristeza

E na longa estrada que desce
Guiado por ti, podre vulto
O ser outrora culto
Fecha os olhos e obedece.

Inserida por rodolfomair

O Herói

Os tambores da luta gritaram
E os sinos da terra tocaram
Dos deuses a grande fúria
Veio o fim da eterna injúria

O menino da nuvem nasceu
Com a adaga divina em mãos
E quando a sombra cresceu
Lutou ao lado de irmãos

As árvores da vida choravam
E os rios da morte cantavam
O lobo noturno era atroz
E a flecha de fogo veloz

O homem do menino veio
E a adaga à espada luziu
O mal que era inteiro
Tornou-se um fraco vazio

As lanças e escudos se ergueram
A esperança num belo clarão
Os ossos das trevas tremeram
Perante o poderoso guardião

Por anos lutou pelos campos
Montanhas do medo livrou
Por mares e rios navegou
Quebrou os mais altos encantos

Dos reinos tomou a coroa
Dos homens virou o senhor
Da era tornou-se a proa
Das sombras tornou-se o terror

Mas o tempo sua glória abalou
Na vasta planície de ouro
Sua última batalha lutou
E sucumbiu a coroa de louro

Seus feitos e honra viveram
E o herói foi sempre louvado
Como o rei do trono dourado
Cujos anos nunca morreram.

Inserida por rodolfomair

O Anjo Negro

Anjo negro, estrela do crepúsculo
Fala agora onde estás
Tira minha alma desse reduto
Pois somente tu me alegrarás

Estende tua mão agora
Tira de mim esse peso
Não deixa que nasça a aurora
Mata esse medo

Por sobre o chão de pedra negra
Eu logo hei de caminhar
E a luz que passa a fina seda
Com minhas mãos hei de apagar

Me envolve em teu abraço
E me dá com a adaga forte
Faz do meu passo
A casa de tua sorte.

Inserida por rodolfomair

Crepúsculo do Mundo

Onde está a espada?
Onde está a coragem?
A princesa encantada
O salvador de passagem

O tempo já levou
Ou a verdade se encarregou?
Sendo a areia ou a visão
Findaram a bela criação

Onde está a doce arte?
As linhas fortes da alma
Ou o som do sol da tarde
Sofreram dor ou trauma?

A sinfonia alta e regente
Fugiu do encontro com a aurora
A flauta que erguia a serpente
Fez dela uma sombra de outrora

Onde está o sábio
Aquele da mente hábil?
Outra vítima do humano
Que fez da coruja um pelicano

O mestre dos quatro elementos
Já fraco, menor e antigo
Fez do vácuo profundo um amigo
E sumiu como um grão aos ventos

Onde está o rei guerreiro?
O senhor da honra e da glória
Sucumbiu no ouro da vitória
E o nada virou seu inteiro

A torre dos homens caiu
E a árvore da vida secou
O leão das sombras rugiu
Quando a cova do mundo fechou.

Inserida por rodolfomair