O poema Passarinho
A edificação residencial mais perfeita, já nos ensina o passarinho João de barro, é realizada com argila, cerâmica e terracota.
Como um passarinho mundano,urbano,fazendo ninhos e planos,com gravetos de certezas,sobrevoando enganos.
Saudade é o coração querendo ser passarinho,querendo voar,para voltar no tempo,ou para algum lugar.
Virei frangalho,passarinho ferido sem encontrar um galho,voei alto,asa machucada era apenas um detalhe.
Vi um passarinho cantando no poste de luz, e aí percebi que muitas vezes nesses detalhes tão surreais ao mesmo tão encantadores e simplistas a humanidade está se perdendo em detalhes tão cheio de quimeras, tão materialistas e tão degradantes e não se dão conta que a beleza e a riqueza que lapidamos a alma encontra-se toda no ar, terra e mar.
O tempo brinca conforme o suspirar da vida, aí o passarinho sobrevoa o ar que acabas de soltar e canta...
Há pessoas que nos tocam com tanta suavidade que a gente fica na dúvida se possuem alma de flor, borboleta ou passarinho.
Tenho asas pra que? Cantar pra quem? Se preso estou numa gaiola... O céu me inspira, mas apenas peço liberdade e você acha que eu canto... Me deixe ir... Tenho asas
Quando o vento passa por dois passarinhos, passa primeiro no primeiro, depois passava no segundo também.
Mesmo tendo nascido chorando quero uma vida de sorriso e de liberdade, sempre voando como o passarinho que sou.
O amor é um pretexto para a poesia, assim como o corpo que eu carrego, pretexto físico para o encontro da minha alma com a sua.
