O poema Passarinho
Certa vez quando pequeno, resolvi criar um passarinho. Não sabia se quer a espécie, mas criava. No começo era um pouco calado e pulava muito de um lado para o outro da gaiola. Com o tempo, cantava mais e era manso. Cansado daquilo, resolvi abrir a porta da gaiola e ele observou... Silêncio, meu e dele. Em um bater de asas ele saltou para fora e voou. De longe eu pude observar observar algo que nunca havia observado meu pássaro fazer... voar. Algo tão simples, mas tão magnífico. Me emocionei e chorei por fazê-lo sofrer. Estava privando-o de ser o que realmente nasceu pra ser. Um pássaro! Quando crianças, simples coisas marcam nossas vidas. Naquele momento, aprendi a deixar voar tudo aquilo que não me pertence.
Gosto de pessoas simples com alma de passarinho, pois essas por onde passam espalham o pólen do carinho.
Você me deixou como um passarinho com asas quebradas, fraca demais para voar. Mas hoje eu voo, querido, eu voo alto, como gaivotas sobre o mar.
Queria ser passarinho e que você também fosse, e teríamos a certeza do que somos, bem assim: Passarinho! Feito para voar e fazer ninho.
Um passarinho pousou em mim e perguntou, o que quer de presente ? Mas que voando respondi: uma voz no meu ouvido !
Amado passarinho, me ensine a voar, ou então a cantar... Para ti é tudo fácil... A mim só resta admirar.
Se um passarinho nao tivesse um lar todu mundo ei te zonba mais com certesa no coraçao nao ficaria trizte por que tinha seus irmaos voutaria fica feliz juntos com seus irmaos
O meu amor é um passarinho que vive a cantar dizendo que está sozinho, mas não deixa de voar e que só vem pro chão quando quer se alimentar.
Um passarinho não pode voar até que ele perca o medo e abandone o galho. Nós - passarinhos - só podemos ser livres quando deixamos nossas restrições de lado. A maioria delas vem do nosso próprio pensar. Quando pensamos não ser capazes de fazer ou deixar de fazer alguma coisa, que não sou capazes de criar a vida que queremos, mais ligados estamos ao galho protetor. Deixar as restrições sobre o nosso eu é o primeiro ensinamento para aprender como voar.
"ASSIM COMO O PASSARINHO NÃO CANTA PORQUÊ ESTÁ FELIZ E SIM ESTÁ FELIZ PORQUE CANTA É O HOMEM QUE NÃO SORRI PORQUÊ ESTÁ SATISFEITO COM A VIDA E SIM FICA SATISFEITO À MEDIDA QUE SORRI"
Abrir mão!
Certo dia eu andando, encontrei um lindo passarinho, e eu levava comigo alimento, então o convidei para que pudesse se alimentar do que eu carregava no momento, ele aceitou, se aproximou e confiou em mim ao ponto de comer em minha mão (COMO UMA FORMA DE CONFIANÇA). E aquilo se tornou agradável tanto para mim, quanto para ele. Enquanto ele saboreava a comida eu o admirava, e assim ficamos, mas a comida foi acabando e o que eu tinha para lhe oferecer no momento foi se tornando pouco, e cada vez mais pouco... Porque eu não trouxe mais alimento? E foi acabando e quando enfim estava perto de acabar, eu fechei a mão com medo de que ele fugisse, para não perdê-lo. Ele já estava comigo há pouco tempo, mas achava que ele já era meu. Enquanto o segurava fiquei refletindo. Se eu tivesse algo mais para oferecê-lo, certamente ele ficaria mais tempo comigo, mas o que eu tinha era tão pouco no momento... Ah como foi agradável ficar com ele e admirá-lo. Mas e sua liberdade? Eu o conheci livre e não podia priva-lo ele não era meu. E vejo que o que tenho que fazer é abrir mão e o deixar voar, não porque quero, mas não posso mais prendê-lo a mim, eu não tenho mais alimento... Já sei! Vou abrir mão e esperar, só esperar... Depende dele, se ele quiser ir não o prenderei mais. Quando eu fechei a mão foi simplesmente por medo de perdê-lo, apenas isso! Abrirei a mão ,mas se ele confiar em mim como no início confiou, e permanecer irei leva-lo para mim ,onde tem muito mais alimento, e prometo não mais prendê-lo, será livre e ficará comigo somente porque se sente bem.
Carinho tem que ser leve, livre, solto... Como borboleta, passarinho, pirilampo, e bolinha de sabão...
''Um passarinho verde me disse que você sente minha, mas seu orgulho é tanto que prefere sofrer calada, não passe por cima do nosso amor vamos voltar para nossa história de amor.''
Quando eu era garoto com meus 13 anos de idade, com um estilingue (bodoque) acertei um passarinho, e quando fui pega-lo, vi naquele olhar algo inexplicável, tentei salva-lo mas foi impossível. Então joguei fora aquele maldito artefato assassino, e até hoje 50 anos que se passaram tenho na memória aquele olhar inexplicável.
E cada vez que lembro disso não contenho minhas lágrimas.
