O Homem que Nao se Contenta com pouco
O ÚLTIMO HOMEM LÚCIDO
Há um homem que caminha
sem pressa, mas sem lugar.
Ele não tem casa, não tem templo,
nem tem vontade de rezar.
Carrega nos olhos o peso
de quem entendeu cedo demais
que viver é transitar entre enganos,
e amar, um luxo dos incapazes.
Recusou o conforto das crenças,
o colo das certezas vendidas,
preferiu o frio da dúvida,
a vertigem das palavras não ditas.
Enquanto o mundo se distrai
com espelhos e ilusões de poder,
ele sussurra perguntas antigas
que ninguém mais quer responder.
"Quem sou eu?" — ninguém responde.
"Pra onde vai o tempo?" — silêncio.
No teatro da existência,
ele é o ator sem texto, sem lenço.
Não é herói, nem mártir, nem vilão.
É só alguém que não dorme,
porque vê demais, sente demais
e já perdeu a fome.
Mas ainda canta, às vezes,
não por alegria ou fé.
Canta porque o som da própria voz
é tudo o que lhe resta em pé.
O Último Homem Desperta
Despertei tarde — não do sono, mas do mundo.
Acordei no exato instante em que já não havia o que fazer.
Tão lúcido quanto a lâmina da faca que corta o pão seco dos esquecidos.
Não há mais guerra: apenas consumo e propaganda.
Não há mais fé: apenas autoajuda e tutorial.
E eu, cansado de não ter lutas justas para lutar,
me arrasto como quem guarda o último fósforo aceso numa cidade sem luz.
Sou o último homem.
Não porque sou o último a morrer,
mas o último a perceber que estamos mortos há muito tempo.
O Homem dos Sete Instrumentos
Chamam-me assim —
homem dos sete instrumentos —
mas não sabem:
não são sete,
nem instrumentos.
São cicatrizes.
São fomes.
São vozes que nunca couberam num só corpo.
Toco o violão como quem acaricia um amor perdido
que ainda respira na madeira.
O piano, como quem dialoga com espectros —
meus mortos têm teclas.
Canto como quem sangra acordes pela garganta.
Escrevo como quem rasga o próprio peito
à procura de um som
que ainda não nasceu.
Componho canções, poemas,
romances e vertigens.
Verso o que não sei nomear.
Não sou um, nem sou muitos.
Sou aquilo que sobra
quando o som se desfaz,
quando o aplauso se cala
e só resta o eco.
Sou o intervalo entre duas notas,
a pausa onde mora o abismo,
o silêncio que sustenta a beleza.
Cada instrumento em mim é um vazio domesticado,
uma ausência que aprendi a afinar.
Cada palavra, um grito soterrado.
Cada acorde, uma oração profana.
Sou feito de ecos e assombros,
de mãos que buscam o invisível,
de olhos que enxergam o que não se mostra.
Carrego um palco dentro do peito —
feito de memórias e ruínas —
onde cada noite,
sem que ninguém veja,
enceno minha última vez.
Se me chamam homem dos sete instrumentos,
é porque ainda não perceberam:
sou o que resta
quando a vida desaprende a dizer,
quando o mundo se recolhe
e só o humano
ainda insiste
em cantar.
Homem não quer uma Barbie, nós gostamos mesmo é da bruxa keka, aquela que pega na colher de pedreiro e faz mais um cômodo na casa, quando, na verdade, era só para tampar um buraco. Que mete a mão juntinho com marido, que bagunça seu universo. E quando se arruma vira uma barbie keka. Linda de morrer.
Zoeira Galvão 😅
Sabe o que seria bom?
Se existisse só eu de homem neste mundão.
Só assim você não teria outra opção 😎
Zoeira Galvão
Existem as formadas, as guerreiras que trabalham para não depender de homem algum e existe você, um combo da madrugada.
Zoeira Galvão 😅
Eu quero um homem que diga "sim", mas também saiba dizer "não".
O "não", principalmente para outras mulheres, é claro!
Prá mim, homem ou mulher que difama ex, é o espelho do(a) atual que tem atrás. Quem faz isso não tem alguém realmente ao lado.
Eu preciso urgentemente de vacina pra ficar imune à pegada de homem tóxico. Isso já não tem mais graça.
O homem que não honra a memória dos guerreiros que deram a vida lutando ao seu lado, não é digno de confiança de ninguém.
Não há redenção sem culpa, nem luz sem as trevas do que deixamos para trás. E o homem que nega a saudade é um cadáver ambulante; o que se rende a ela, um fantasma. Resta-nos, pois, o caminho estreito: amar o passado como se ama um morto — com devoção, mas sepultando-o. Pois só na aceitação do efêmero descobrimos que a eternidade não está no que perdemos, mas no que ainda podemos perder... e, mesmo assim, seguir.
A beleza e a felicidade de um homem não está no físico que seus olhos ver, mas no seu interior!
Se você não está em paz consigo mesmo, não será uma beleza qualquer que te fará feliz!!
A miséria do homem tá no apego. Não existe em nenhum conto de fadas uma maldição maior do que o amor pelas coisas que não podemos amar.
Saudade de homem é pior que a de mulher, pois de mulher se sabe o porquê, mas a de homem não se sabe porquê é.
