O Homem é antes de tudo um Animal
DIGERINDO
Três noites e quatro dias,regurgitando.Sim,como um animal grotesco,que as vezes sou,fazendo voltar de dentro de mim o que vejo indo,sem que tivesse tido o gosto que eu quizesse provar.São 5:30 da manhã,e eu aqui mastigando um banquete vasto de mim mesma.Apenas aceitando,neste exato instante,miseráveis maços de palavras secas,sem eu siquer ter uma voz a me defender desse gosto ruim.Veja que se paga um preço pra viver aquilo que não se quer perder,embora nunca tido.Sem outra opção,a casa dorme.A vida também.Adianto que o que me ocorre agora,não lhe acrescentará em nada.Serão meras letras,insignificantes.Um certo remember sobre o que me passa então,mas não se torna passado.Essa embora,de forma franca,como nunca tinha sido.Sem personagens nem capricho.Sem qualquer cuidado.Chegou minha vez.E será ácido.E será extenso.
Quatro dias já disse,que isso tem me incomodado.Um frio interminável na pele e na víscera.Dentro, muita coisa acumulada a querer a saída de emergência,e é óbvio,ao que me parece,será por minhas mãos: papel e caneta.Porque decidi que essa "digestão" seria rústica,reclusa,solitária,pois fermentaria ações até o termino dessa escrita.Impulsiva talvez.E assim não quero.Me sentei em paz aqui,porque minhas situações sempre foram só minhas.Ninguém nunca soube,além somente do que achassem,as coisas que sinto.Esse é meu luxo:uma individualidade religiosamente reservada.É certo que sigo uma postura que nem me agrada tanto,mas me sinto até privilegiada pelos bons modos.Fui moldada a boa-moça:de bordados perfeitos,comportamento recatado,poucas palavras,olhar sempre baixo e dotes culinários impecáveis.Esculpida a um destino que não era pra mim,e nem eu sabia.Sempre achei que essa fosse a sina de uma mulher.Minha mãe me ensinou,então achei que era mesmo assim.E nunca foi.Mais sempre obedeci.Aos 29 anos é que escrevo com o pesar de 60,e direcionada unicamente pra minha vida.Aos 60,direi sobre esse momento,e como sempre meu tempo irá se desencontrar.Hoje não redijo pra ninguém,pela primeira vez.Sou eu o foco,e que não se espalhe,porque o pecado dessa rebeldia,me consumiria a "menina casta",e não é boa hora pra isso,porque estou apenas digerindo,ainda.Uma leve quentura subtamente me ronda,e instantaneamente é abafada,porque não posso sentir.É coisa de gente sem pudor.E eu tenho pudor nesse corpo esquelético e frio.Os desejos passam.Basta não pensá-los muito.Então eu mudo de música,mudo minha sintonia,já que de ar,também não posso.Os sonhos,ah esses me disseram que só foram feitos para admirar,porque voam fácil,fácil.Então me agarrei em borboletas,porque um dia também me contaram que elas representam a alma e a imortalidade.Decidi: se sonhos a gente de longe admira e voam,vou ser borboleta.E assim sou:totalmente irreal.Tomada a uma espera interminável por algo que me transforme.Dentro de uma casca.Mas disfarço com essa ingênuidade tola,o "se" não acontecer,"se" não der certo,"se" eu me arrepender.É,viver é pra quem tem ousadia,e eu sempre fui mirrada demais,sempre curva.Não olho nos olhos do grande amor da minha vida,porque nem sei se tão grande é.Tenho medo de na pupila dele,ver a menina que ele desmancha,por cuidado de perder.Então só olho na altura do pescoço,onde deito minha amargura e mais ninguém vê.Nem ele.Não é triste.Só é estranho quando duas almas inversas resolvem se amar.Parece amor platônico mais não é.Parece sofrimento,mais é contradição.É agonia de não poder se livrar de uma barreira que se impõe entre os dois.Os pensamentos se debatem,e ainda assim não conseguimos achar que podemos viver distante desse conflito.Existe um amor dissimulado,mudo,louco,egoísta,e que nem assim dispersa aquele encanto de quanto nos tocamos.Mesmo sem solução,mesmo não compreendendo um ao outro,nossa razão emudece,e somos desajuizados mais vez.É sincero tudo isso.Minha vida está enraizada em pessoas,que daqui a uns 20 anos eu sei que vou culpá-las pela minha pequenez,embora sendo a culpa toda minha.Mas será assim,pressinto,pela minha falta de coragem (assumo).Coragem é falar sobre isso.Eu já escrevi coisas que não eram minhas:vivi dores horrendas,amores impossíveis,saudades absurdas,já esnobei e depois arrependi,dei indiretas pontiagudas por alguém que nunca soube quem foi.Quem escreve sempre diz que sabe,mas eu nunca escrevi,só lamento.Não me pediram,deixo claro: senti porque eu quis.Porque tudo o que é dolorido eu absorvo como esponja na alma.Talvez na ânsia de sarar para alguém minha própria dor.Isso parece fugir do contexto,mas faz parte, explico:Certa vez uma moça caiu no meu destino e foi como um flash back,literalmente falando.Era meiga também.Era melancolica como eu.Nunca falava,mas mal sabia que só em teus movimentos,eu a entendia.O que eu tinha a ver com essa moça,que eu nem via,só percebia?Nada!Mas meus dedos passaram,involuntariamente,a ser confissões da alma dela,como que em uma ligação de outras vidas.Ela respirava e eu escrevia.Ela murmurava e eu criava sobre o que já havia.Foi inspiração pra que eu entendesse que o que eu vivi um dia, era por mais complexo,a pomada na ferida dela.Porque alguém a via,nos mais sublimes detalhes e assim eu voltava alguns anos atrás e me entendia também.Tudo eu explicava,menos o mistério do porque que tanto nela eu me via.Acho que porque assim como eu,ela amava mais o teu desejo do que a si.Digo,que em outra ocasião,essa mesma moça será personagem minha,numa humilde pretenção de um pressentimento que me veio agora.Será Lírica.Como o espírito dela me soa.E eu me descreverei,regurgitando assim.É improvável que eu mude,assim nesse silêncio todo,e que esse mal-estar nunca mais volte.É provável que eu dobre essa folha a qual escrevo e a esqueça dentro de um livro,e depois de um tempo jogue fora,como tantas vezes já fiz.É visto que tenho me esquecido um pouco: as traças das ultimas promessas confessam,que viver não é só se contentar com o mísero, que por ventura me ofereçam,mais sim buscar dentro das vontades e possibilidades o sentido de ser feliz.Mas eu sou feliz de um jeito esquisito.Tenho de Deus todas as coisas que preciso,mas faço disso uma explicação vaga pelos anos as quais vou desistindo de crescer,ou melhor : de ser!Admito porém, a fissura sobre as coisas que não eram e nem são pra mim.Essas sempre foram minhas voltas de "montanha russa",porque tudo o que eu não podia e não posso, coincidentemente,ou acidentalmente,sempre foram o que eu mais quis.
Um enjôo me toma,e essa coisa que volta de dentro,sei que é um tempo engasgado num passado querendo deixar de ser resto,para ser meu próprio fermento.Engulo-o amargo,com dois cubos de gelo:eu e ele.
Sem mais,
Para nos sentirmos plenamente vivos é preciso sempre estarmos amando.Seja uma pessoa, seja um animal, seja uma coisa qualquer; porque quem exercita o amor tem vida em abundância.
Por dentro sou um animal com uma fome voraz que insiste em gritar seu nome. Que quer se calar com um beijo seu.
Estamos esquecendo que ainda somos animais, racionais porem com uma natureza interior animal, somos o fruto da terra os terráqueos devemos sim evoluir e domesticar esta natureza através da evolução de nossa consciência e do amor ao próximo.
A pessoa falsa e maldosa é mais temível que um animal selvagem; o animal pode ferir seu corpo, mas as pessoas falsas iram ferir sua alma. Não suporte falsidade e mentira, pois por mais que a verdade possa doer, ela é sempre mais digna. As vezes vc perde grandes amizades por falsidade!! Cuidado com poder da mentira, ela sempre volta mais forte que vc!!
No mais simples gesto violento contra um animal ou na descabida ação contra a natureza, toda brutalidade humana dá indícios de que muito mais longe pode ir o seu potencial!
A mente animal vive praticamente do presente, a mente humana vive mais do passado do que do presente, o que você aprende hoje só usara amanha.
Hoje em dia a moda animal é beber, fumar, ridicularizar, brigar e falar mal. Os seres humanos que vivi aqui na terra serão arrebatados! E vocês?
Perdoar, não significa ter que voltar a conviver.
Posso e devo, perdoar um animal selvagem que me ataca, pois sei que esta, é a sua natureza e é exatamente por isso, que apesar de perdoa-lo com sinceridade, inteligentemente não voltarei a conviver com o mesmo.
sou um animal
as vezes um urso que esta hibernando ... ;
as vezes um cavalo dentro de uma cercado ... ;
as vezes um porco que só come e defeca ... ;
as vezes um elefante grande , forte e parado ... ;
as vezes um leão preguiçoso ... e
não tenho pena !
tenho presas afiadas , uma força guardada ,
para ser usada num momento oportuno ...
pois estou de olho em tudo ...
Mastigue, corta, roa
Assuma numa pá
Conforme o seu atual
Estágio de animal
Ou pensas que é à toa
Que nego diz: "Oi, bicho!"
Então marcou e marcar
É pior que perder gol
E queixas só dá rugas
E vento seca, amor enxuga
o que todos nós pensamos,é a mesma coisa que um animal pensa,por que os animais também são seres humanos.
então não adianta pensar que um ou dois animais pensam diferentes,por que todos os dois tem as mesmas característica por dentro.
são que nem nós com a bobeira do racísmo:pra que isso se quendo morrermos vamos feder todos do mesmo jeito.
então pense em tudo que vai dizer por que algumas palavras doi mais que um tapa na cara.
DO ANIMAL METAFÍSICO
A vida é uma trilha espinhosa, uma vereda sem sentido algum pela qual entramos sabedores que o fim está logo ali.
De nada valem as quimeras paulocoelhistas e nem o útópico hedonismo do neo-ateísmo: Nada nem ninguém superará a malformação do mundo com todas as coisas que nele há, e nestas coisas inclui-se especialmente a vida humana como algo há muito deteriorado. Há muitos séculos temos alimentado o animal metafísico, sem levar em conta que enquanto isso, esquecíamos de cuidar do único animal existente: o animal físico. Referindo-se ao animal metafísico superlotaram todas as bibliotecas do mundo com montanhas de sandices, enquanto que ao animal real pouco tem-se pensado de realmente necessário e urgente. " Oh física, livrai-me da metafísica".
“A semelhança humana com a animal é perceptível quando relacionamos prazer, medo e fome. Embora sejamos distintos, somos todos irracionais nesses momentos.” Latumia (W.J.F.)
Quando você vê um animal, se a ideia de irmandade não lhe surgir você não sabe o que é prece. Nunca saberá o que é uma prece.
