O Ar e Vento
Humanamente ridícula
Beijar o vento,
Jogar ao ar pensamento.
Sorrir de uma doce lembrança,
Enquanto que no rosto, a lágrima descansa.
Correr para os braços da solidão.
Para não dividir uma triste recordação.
Olhos parado vendo outro lugar,
Desejando em neste tocar.
Suspirar e suspirar apaixonado,
Procurando o perfume do amado.
Planejar e replanejar
Exatamente tudo que tem pra falar
O lugar mais próximo de você que posso estar,
É aqui...
Dentro de mim.
Enide Santos 16/05/14
Vento
Sou vento,
em teus movimentos,
no ar de teus acenos,
em plena rotação,
ou girando ao teu redor.
Sou ventania ou brisa,
forte enquanto agoniza,
distante do teu olhar.
Suave se te aproximas,
molhando-me os lábios
a me beijar.
Sou capaz de te dar energia,
também de me eletrizar,
com o toque das tuas mãos,
no atrito quente da paixão,
que só o teu corpo me dá.
sou ar
e vento que suspira
no alento um beijo que morre,
desejo ser a água que mata tua sede...
no florescer da solidão...
Sinto o vento nos meus cabelos
Um sopro da natureza veio do nada
Observo os pássaros no ar
Muito para receber, mas não tanto para compartilhar
- Used to Be
Dei todo meu amor a uma pessoa, foi rejeitado. Lancei-o ao ar, o vento espalhou por vários lugares. Alcançou pessoas sedentas. Hoje tenho uma parte de mim espalhado por vários corações.
Não sou ar sou vento
O vento é um momento
O momento é tempo
O tempo é história
História é ação
Ação foi movimento.
O (amor) sentimento
Voa vento
É ar
Para respirar
É calmaria
Faz do dia
Alegria
Faz na noite, POESIA.
Vento que te leva,
Ar que te consome,
Cheiro que te inquieta,
Ruido que te ouve,
Luz que te ilumina,
Prazer que te domina,
Vida!!! me entorpece de singelos sentimentos
Esperança Calculada
Não é semente lançada ao vento cego,
Nem flor que busca o sol em terra árida.
É algo mais profundo, um movimento interno,
Uma aposta fria, quase absurda.
Surge quando o eco de um olhar perdido
Ressoa nas paredes do já vivido,
Quando o toque, um dia, foi porto e não viagem,
E deixou cicatriz de doce passagem.
É a sombra de um porto que se crê verdadeiro
Num oceano vasto de talvez e talvez não.
É sustentar, com mãos trêmulas, o castelo
De um "sempre" que o tempo pode desmanchar.
É a memória viva de um instante
Que se recusa a ser só lembrança.
É o fio invisível que persiste em costurar
Os rasgões que o desencontro veio a fazer.
É crer que aquele abraço, denso e raro,
Não foi acidente no caminho vazio,
Mas um ponto fixo, um norte descoberto
Numa cartografia de afeto puro.
É a chama que se alimenta não de lenha,
Mas do próprio ardor que a sustenta,
Sabendo que o combustível é finito,
E ainda assim, arder com gosto infinito.
É apostar no humano, frágil e complexo,
No amor que é escolha, dia após dia,
Mesmo quando a lógica fria desmonta
A arquitetura frágil dessa ponte.
É a coragem nua, despojada,
De crer no fundo que o encontro foi real,
E que, apesar do risco e da incerteza,
Vale a pena manter a chama acesa.
É a esperança que não espera milagres,
Mas tece, no silêncio, sua própria teia:
A de que o amor mais puro, quando chega,
Não se dissolve, mesmo quando parte.
Pois sua essência fica, marca indelével,
Um cálice vazio que ainda guarda o mel.
Destino e Amor
O destino traça linhas no ar,
como o vento a brincar no mar.
Cada curva, um mistério a se abrir,
cada encruzilhada, um novo sentir.
E o amor, teimoso e sereno,
segue os traços, dança ao tempo.
Às vezes brisa, às vezes furacão,
mas sempre ecoa no coração.
Se o destino nos guia sem ver,
o amor nos ensina a escolher.
Entre as rotas que a vida desenha,
só o amor faz a jornada ser plena.
Copyright By Izaias Silva
Tiktok:👉@izaiasmsilva
Entre o Silêncio e o Vento
No fio da tarde, o tempo se dobra,
carrega lembranças no sopro do ar.
O mundo respira, mas quase não fala,
tudo que importa começa a calar.
Os passos se perdem nas sombras do chão,
mas dentro de mim, há fogo e caminho.
Mesmo na dor, renasce a esperança,
feito uma flor brotando sozinha.
O olhar se levanta, encontra o infinito,
não pelo céu, mas pelo sentir.
Pois quem já caiu, aprende o segredo:
é no silêncio que a alma decide existir.
Tão perto como o ar, tão longe quanto o vento, se eu dissesse q não te amo seria um tormento.
Pois se existe no meu pensamento um alguém esse alguém é vc.
Eu te vejo ao Nascer Sol;
Tua Presença sinto no vento, no ar.
Me Acalma a Essência em Ti,
Como as ondas Som e do Mar.
Eu te vejo ao Pôr do Sol,
Na Lua e Estrela, em todo Lugar.
Minha Fé está em Ti,
como Abraão, Jacó e Davi; ao teu lado desejo Estar.
O capital, na capital
É tanta especulação imobiliária na cidade fechada, que sinto no ar o vento frio da esperança, sem vírus e na quebradeira.
Preferi, na falta de opção com nova guerra na faixa de Gaza, lembrar da Revolução Francesa.
Na padaria de nome francês, onde não se tem pão jacó, mas tem francês,observei um bom pão crocante e até aquele brioche de Maria Antonieta, a rainha que mandava comer na falta do outro, mas só sobrou sua cabeça na sesta da guilhotina na praça da Bastilha.Tudo árabe fechado, mas tem Jacó que não havia na francesa, mas que no centro tem dança do ventre,não por causa da guerra de Beirute e nem pela guerra em Beirute,porém existe uma porta que só atende delivírus.
No calor do amor,
as mãos do vento movem
fios invisíveis no ar,
que unem as ondas,
os cabelos e
os pensamentos.
Ouço a melodia do vento
Vejo os lampejos no ar
Canto com os passarinhos
Espalho os véus ao luar
Com o vento vêm os amores
Em lampejos de luz cintilar
Nos ninhos, ausentes pudores
Uníssonos …
Em flor rutilar.
