O Amor Nao Morre apenas Adormece
Para todas que conheci, apenas obrigado!
Pois tudo que vivi, me fez homem, para saber hoje...
Amar a mais maravilhosa mulher do mundo.
Desejei tanto ver-te…
Apenas ver-te… Sabia que nada mais eu teria…
Infinitamente queria…
Quase sufoco de te ver… sem poder ter.
Tu não sabes, mas controlar o que se sente é desespero…
Fui apenas vê-lo… desprovida de expectativas…
Porém, inundada de desejos… teu cheiro… teu abraço.
Teus beijos… Sabia que nada teria…
Infinitamente queria…
O teu olhar… não pude ver… logo eu, que amo os teus olhos…
Tanto tempo ali na praça parada.
A coragem vindo da alma para te falar…
Me senti nocauteada, por pensares que tudo que contigo queria, era satisfazer meus desejos. Logo eu, que só penso em ti. Do acordar ao dormir.
Que printo todas as tuas selfies! Que te cuido à distância!
Que sonho acordada com a possibilidade de um dia estarmos juntos!
Dói em mim vê-lo todo apaixonado por outra. Enquanto tem um coração aqui que é só seu.
Te amo;
Sim, te amo;
Talvez isto seja apenas uma ilusão;
Se for uma ilusão, que seja;
A realidade é que eu sei disso;
Sou realista;
Sou realista;
Deixe tomar meu coração;
Deixe acabar comigo
Sugue meu aroma;
Fortaleça, ou acabe com o que resta;
É a verdade total;
Venha, venha, venha comigo.
Nem tudo que eu falo é totalmente diferente da realidade. Se você bugou nessa parte, apenas mude o sistema. De fato ou não, é meu delírio.
SUSPIRO OFEGANTE
Que é saudade sem ter-te? apenas um vão
Dum sentir frio e o vazio sem a face da lua
O desejo sem te ter? Esvaziado na solidão
Emoção que pelo céu a recordação flutua
Passo a passo. O caminho sem ti? Imensidão
Da noite usurpando o dia, grito e agonia nua
Sofrência? Lágrimas, ai! E pranteia o coração
Pra esquecer o encanto, a graça, prenda sua
Que é de meu poetar? Calado e pobrezinho
Sem o teu olhar. São palavras soltas sem lugar
Peregrino solitário, infecundo e sem carinho
Íngreme e pesado fado, sou eu sem instante
Onde o afeto vive perdido e sem poder amar
Na sobra da tristura e num suspiro ofegante!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Maio, 11, 2021, 09’46” – Araguari, MG
Hoje viverei sofrendo por ti,
Amanhã apenas me lembrarei de sorrir,
Mas depois será um adeus por nunca ter me escutado.
ASSIM SOU EU
"E quando de mim
Alguém te perguntar
Diga apenas assim...
Que sou a poeta,
Que conjuga o verbo amar
Em todos os tempos
Em todos os modos
Em todos os versos,
Em cada coração
Em cada pessoa
Em cada vida,
Porque o amor
É tal qual a poesia
É como a luz dos olhos,
Tem que irradiar
Em cada olhar
Tem que brilhar
Como a luz do dia
E a luz do luar"
De quantos amores vive uma mulher?
Apenas um; o seu próprio
Queira bem, mas antes note se te querem também
Dormindo -
A escuridão de uma longa estrada
Onde apenas o eco do bater das asas de Um louva-a-deus me acompanha
A lua se arroja pelas nuvens e manda um sinal
Quando, assim,
Numa sucção em vórtex
Ao ritmo de Chopin
Eu voltava a realidade;
Acordado -
O reflexo do sol sobre a água atrai minha atenção
Me disparo
E mergulho até o fundo do mar
Direto nos seus lábios,
Onde me encontro com a paz
Um dia você vai querer me encontrar novamente.. mas isso será impossível
Existirá apenas um lugar onde será possível olhar em meus olhos outra vez..
Esse lugar se chama lembranças
Inalcançável por suas mãos
Incontrolável por seus olhos
Sua boca não sentirá mais o doce dos meus lábios, mas o vazio salgado de suas lágrimas
Blocos empilhados com areia e cimento jamais se tornará um lar , pessoas que apenas partilham do mesmo sangue jamais será família , temos de saber que para significar algo não basta apenas uma palavra simples e vazia , temos que aprender o valor das coisas que não se compra com dinheiro , cada uma dessas coisas se constroem e se tornam reais apenas no dia a dia , no carinho e amor é que se constroem um lar e uma família .
Mágoa
Os sonhos perderam-se com frigidez do tempo
O que era para ser apenas um começo
Morreu antes de nascer
Na calmaria veio forte vento
Emoções agitaram-se numa bandeira de trégua
Mas já era tarde
Sobrevive somente um último suspiro
O desgosto ressurge iminente face a face
Os olhos vermelhos não demonstram sentimentos
O passado por instantes dominou o presente
Todas as chances sepultaram-se em um silêncio vazio
Soluços controlados prevalecem à clareza das palavras
Pensamentos propagam-se em vãs formas fúteis
E em uma troca de olhares inúteis decidem
É hora de partir
Não há mais motivos para esperar o que se tornou fatal
O enfraquecido tudo que existia não tem mais valor
Seguem-se caminhos distintos com destino sem volta
Onde como bagagem restou somente a mágoa
Autor: Jorge Jacinto da Silva Junior
Flor de Girassol
Exotico, esbelto
Apenas a pronúncia
Me aquece o coração
Você é uma benção,
Minha luz
O seu nome caloroso
Como o calor do Sol
Seu sobrenome,
Tem um brilho mais forte
Que a luz de um farol
Você, meu Sol, se pôs
Continua aqui, meu amor
Minha alegria e seu calor
Sinto sua falta, minha flor
Volte, minha flor de girassol
Volte como o Sol volta
Nas manhãs felizes
Não seja ruim, como a chuva
Não cause uma enchente de sentimentos.
Apenas por existir
a sombra fugidia
caminhante na escuridão
no despertar do tempo
sobre o tempo
te faz senhora deste
no trazer e fazer
seu próprio tempo
luz própria
que de ti emana
livra-te do tropeço
oh Espírito-Mensageiro
teu tropeçar se dá
na luz em que estás
a tecer seu tempo
quando recorda-te
da escuridão
e esqueces
tua capacidade
de caminhar nela
tua inquietude e
insubmissão
são tuas asas
na luz que
de dentro pra fora
convidam -te ao vôo
uma vez que estas
te guiam na escuridão
fazem-te temer
o vôo a luz do dia
incitando-te
ao já conhecido
com qual lidas tão bem
tempo de abandono
à solidão
o involucro involuntário
que habitas
no contraditório
ora sim, ora não
é a mistura perfeita
alcançada a elevação
espiritual
onde se encontra
harmonia necessária
entre luz e escuridão
onde
se sonhos
realidade
estando em ti
determinar este tempo
do querer ou não
alma de tal pureza
em que sonhos
alcançam os céus
as raízes precisam
tocar e incomodar
os infernos
alma de tal pureza
eleva-se
passa o primeiro
segundo e
terceiro céu
onde nos sonhos
se guarda
descansa e
perpétuamente
habita
alma de tal pureza
não é poeta
é a própria
Poesia
expressa
na simplicidade
do rosto cru
do vestido de menina
da alma de mulher
que espalha seu perfume
cantando e encantando
homens, muiheres
deuses e poetas
enlouquecendo lógicas
confundindo filosofias
desconstruindo poesias
maculando santidades
moralizando divindades
apenas por existir..
