O Amor Nao Morre apenas Adormece
Muita gente morre hoje
Por conta de um mal mundial
Poucos falam das coisas boas
De vitórias, nascimentos e tal
Aqui morre toda presunção
Lá se vai a prepotência
Se enterra a vaidade, orgulho
Arrogância e a desunião
Adeus maldade
Adeus ignorância
Adeus falsidade
Adeus ganância
Teu lugar não é aqui
Foi meu Pai quem falou
Esse teu reinado vai findar
Em breve a sete palmos tu vai morar
Ele que ordenou
É o destino de todos nós
Seja você bom ou ruim
Dos calados aos falantes
Todos o mesmo fim!
O universo ri da moralidade humana. O justo morre apesar de sua retidão. O mau sobrevive apesar de sua maldade. Triste, mas verdade.
Adriano e Antínoo
Se eu morresse
Me farias um deus?
Como Adriano fez de Antínoo?
Se eu morresse
Darias meu nome a uma cidade?
Como Adriano fez para Antínoo?
Creio que não
Não quiseres ser meu amado…
Como Adriano era de Antínoo.
E eu não sou teu amante
Tua perdição de 19 anos
Como Adriano via Antínoo.
A vida passa...
e a cada dia se ver que algo muda ou morre...
e você vai se moldando ou morrendo um pouco...
vai vivendo com sobras e pedaços...
tecendo algum mosaico para seguir...
feito estrada imaginável que só a mente sabe formar...
se é apenas o espírito que respira...
ou um trapo de pele montado em ossos...
feito um espantalho mascarando a tristeza...
dos pés que ainda querem teimar a seguir...
aquela velha estrada que parece nunca ter fim....
Lúcia Farias-1
Meu rabisco improvisado.
09/03/2012
Pandemia
Morre o pai,
Morre a mãe,
Morre o filho e a filha,
Morre o avô e a avó,
Morre o tio e morre a tia,
Morre o vizinho e a vizinha,
Morre o amigo e a amiga,
Morrem todos e você, ainda não.
Entenda que todos os que morreram viveram a vida, breve como está sendo a sua até aqui.
Entenda a importância que você tem para continuar a história daqueles a sua volta morreram daqui para frente.
Não jogue fora o que você aprendeu com isso tudo, não seja idiota em banalizar e fazer tudo errado, pois o dia que você se for, quem ficar vai também decidir dali para frente o que fará com o que você foi e representou.
Se você não se importa com isso, então sua vida até aqui não vai fazer nenhuma falta.
Tudo o que nasce morre
Apagam-se da minha mente memórias.
O caminho sinuoso à minha frente vai deixando o presente para trás.
Na dor do momento tudo o que nasce... morre.
Uma lágrima corre.
Enquanto uma onda vem... outra vai.
Abismo profundo onde toda esperança cai.
Equilibro-me no fio da vida.
Sei por onde entrei...
Não me dizem onde e quando vou encontrar a saída.
Sigo o caminho sinuoso aos meus pés.
Era... agora já mais é.
E fim.
Quando você entender
Que só o corpo físico que morre
Você sentirá saudades
Mas terá certeza que
Vamos nos encontrar outra vez
A esperança é a última que morre. E morre asfixiada pelo cheiro putrefato dos cadáveres que ela mesma produziu.
